Técnica Individual - Art. 68
- Exercícios para a Aprendizagem e o Aperfeiçoamento dos Meios de Ataque - Parte IV.
- Seqüência de Exercícios no 07.
- Objetivos: - coordenação entre a aproximação para o ataque, o salto e os golpes na bola; - equilíbrio do corpo - no ar - para a execução dos golpes;
- execução o ataque após a execução da recepção do saque.
Até a seqüência 06, os exercícios tiveram como objetivo precípuo a aprendizagem e o aperfeiçoamento da técnica individual dos meios de ataque. A partir desta, os objetivos passam a ser outros. Isto é, associar a execução dos meios de ataque às funções do jogo. Por exemplo:
- ataque após a recepção do saque;
- ataque após a defesa;
- ataque após a saída do bloqueio.
Enfim, será requerida a execução dos meios de ataque como conclusão de uma ação ofensiva. Os jogadores terão a oportunidade de se familiarizarem com procedimentos essenciais e que influencial a ação final (o ataque). Isto é, os deslocamentos que devem fazer após a execução de algumas funções, situação freqüente do jogo. As mesmas já preparam os atletas para as atribuições táticas coletivas.
91. – Os jogadores posicionados nos pontos em que fazem a recepção do saque. O treinador/colaborador saca (sem qualquer dificuldade), no terço médio da quadra, para os dois jogadores, de modo intercalado. O que não recepciona faz a função do levantador. O que recepciona faz a primeira aproximação, espera a bola sair das mãos do jogador levantador, faz a aproximação final, salta aponta a bola, com o dedo indicador da mão que não ataca, e ataca por meio de uma cortada, no terço final, em qualquer ponto, da quadra oposta. A preocupação é de apenas acertar o golpe.
92. – Idem ex. 91, com o ataque, por meio de cortada, no terço final da quadra, na diagonal.
93. – Idem 92, com o ataque na paralela.
94. – Idem 93, com o ataque no centro do terço final da quadra oposta.
95. – A mesma mecânica dos exercícios anteriores, agora com o ataque do tipo “Lob”. Isto é, a bola tem que passar cerca de 1 m sobre o bordo superior da rede e descair no terço final da quadra oposta, na paralela.
96. – Idem 95, com o ataque na diagonal.
97. – A mesma mecânica dos exercícios anteriores, com o ataque por meio do golpe tipo “caixinha”. A bola também tem que passar cerca de 1m do bordo superior da rede, O ataque é no terço inicial da quadra oposta, no terço inicial.
98. – Idem 07, com ataque na diagonal.
A mesma mecânica dos exercícios anteriores. A seguir, o treinador utilizará um meio auxiliar. Uma tabuleta afixada numa haste vertical para simular um bloqueio (figura a seguir). Os atacantes têm que atacar a bola, à direita, à esquerda e por cima da mesma.
Nota
O colaborador que segura a tabuleta deve se posicionar rigorosamente à frente do corpo do atacante.
99. – Ataque por meio de cortada, no terço final da quadra, na paralela.
100. – Idem 99, com o ataque na diagonal.
101. – Ataque do tipo “lob”, no terço final da quadra, na paralela.
102. – Idem 101, com o ataque na diagonal.
103. – Ataque por meio da “caixinha”, no terço inicial da quadra oposta, na paralela.
104. – Idem 103, com o ataque na diagonal.
105 – A mesma mecânica dos exercícios anteriores, agora com o golpe por meio do “soco”, no terço final da quadra, na paralela.
106. – Idem 105, com o ataque na diagonal.
107. – A mesma mecânica dos exercícios anteriores, com o ataque, por meio do "soco" no terço final, da quadra oposta, na paralela.
108. – Idem 107, com o ataque na diagonal.
Nota
No artigo anterior, 67, estão apresentados exercícios específicos apenas para o meio de ataque “soco”.
- Aspectos a serem observados durante a execução dos exercícios.
1 - A recepção do saque não é o objetivo principal. Por isso, o saque é apenas para colocar a bola em jogo, iniciar o exercício. A partir da recepção, sim, começa a valer. O jogador faz a primeira aproximação, isto é, desloca-se, rapidamente, do ponto em que executa a recepção até o local em que espera a bola sair das mãos do jogador-levantador. Levantada a bola, realiza a aproximação final, por meio de passadas largas.
No diagrama a seguir, duas linhas horizontais representam:
- o ponto em que os jogadores realizam a recepção do saque e iniciam a primeira aproximação;
- o ponto em que os atacantes fazer a aproximação final para o ataque.
2 - Embora a recepção não seja objetivo principal, numa fase inicial ocorrerão muitos erros. Nenhum problema. Diante de um erro o treinador deve repetir o saque. Os jogadores devem se familiarizar com a situação do jogo. Ou seja, recepcionar e partir para o ataque. Para isso, a boa recepção contribui bastante para o sucesso final da ação.
3 - Uma boa aproximação final, com passadas largas, facilita a execução de um bom salto. Deve ser absolutamente equilibrado e com intuito de alcançar a bola no ponto mais alto possível.
4 - O mecanismo de apontar a bola induz o atacante a saltar aproveitando-se ao máximo dos movimentos dos braços (movimento de elevação).
5 – Os golpes devem ser desferidos no ponto alto mais possível, com o braço estendido e de cima para baixo; a exceção do “lob” e do “soco”. É muito comum, nos golpes por meio da “caixinha”, o atacante tocar a bola na face inferior da bola. Ou seja, a mesma sobe para depois descer. Não é bom. A bola deve ser tocada no centro ou no centro-superior. A trajetória da bola, na medida do possível, deve ser descendente. Na foto a seguir, um exemplo.
Foto de Ari Gomes
6 – A tabuleta é meio auxiliar útil para dar referência (semelhante ao bloqueio) ao atacante. O colaborador que a segura é muito importante. Deve posicioná-la rigorosamente defronte ao corpo do atacante, de maneira que o mesmo possa atacar, pelos dois flancos e, tendo capacidade, por cima.
7- Aspecto da maior importância: a expressão corporal de todos os golpes. O atacante deve se aproximar, saltar e executar os movimentos do tronco e dos braços, s-e-m-p-r-e, com a expressão corporal de um ataque por uma cortada com máxima potência. No exato momento do golpe, opta pelo tipo mais apropriado.
A observação tem em vista alertar para o fato de que, muitas vezes, o atacante realiza os procedimentos que precedem o golpe deixando transparecer, deliberadamente, que vai largar, com “caixinha”, com “lob” ou com “soco”. Indícios claros: passadas mais lentas, movimentos mais lentos do corpo e dos braços e, o pior: deixar a bola cair, do ponto ideal para a cortada.
Ora, o bloqueador e/ou o defensor, no caso, podem perceber. No caso, descartam o ataque por meio da cortada. E se prepararem para outros tipos de golpe. É, sem dúvida, um vantagem que não se deve dar ao adversário.