Técnica Individual - Art. 67
- Exercícios para a Aprendizagem e o Aperfeiçoamento dos Meios de Ataque - Parte III.
- Seqüência de Exercícios no 06.
- Objetivos: - aprendizagem do meio de ataque, Soco; - coordenação entre passadas, salto e golpe na bola;
- equilíbrio do corpo - no ar - para a execução dos golpes; - tempo do ataque.
Nesta seqüência os exercícios serão executados, exclusivamente, com outro meio de ataque: o “Soco”. É golpe também muito técnico. Requer perfeição em sua execução, a fim de que o atleta tenha pleno domínio da bola e a direcione aos vários pontos da quadra com absoluta precisão.
Antes de iniciar, vale recapitular alguns pontos essenciais para a execução da técnica.
- O salto deve ser feito de modo o corpo obter máximo equilíbrio, enquanto no ar, e no momento do golpe. Na figura a seguir, estão destacados (pelas linha tracejadas verticais) os espaços entre a bola e rede e entre esta e o corpo do atacante. Estes só são obtidos com um salto perfeitamente equilibrado.
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- Golpear a bola no ponto “morto” da impulsão, nem na subida nem na descida do corpo, e com a bola posicionada, rigorosamente, sobre o prolongamento do eixo do corpo do atacante (figura a seguir).
- Diminuir, ao máximo, a amplitude do movimento do braço que executa o golpe. O golpe de ser desferido com ligeira extensão do antebraço sobre o braço, no momento que o punho está próximo da bola (cerca de 20 cm) Na figura a seguir, estão destacados o ângulo de flexão do braço e o prolongamento do eixo do atacante.
Feitas estas importantes considerações, vamos aos exercícios.
67 – O atleta sobre uma plataforma, de modo a cabeça fique, mais ou menos, na linha do bordo superior da rede. O treinador, do outro lado da rede, segura uma bola afixada numa haste e a coloca acima da cabeça do atleta, que executa o golpe, apenas para aprender (figura a seguir). O objetivo é o de fazer o atleta entender que o movimento de flexão-extensão do braço não é amplo.
Nota
O recurso de colocar o atleta sobre a plataforma parace bobagem, mas não é. O atleta aprende o golpe sem as dificudades, enormes para iniciantes, de saltar, equilibrar o corpo no ar e desferir o golpe. Vamos imaginar que o treinador ao invés de utilizá-lo, lance bolas para o atleta golpear. Com toda certeza, vai lançar um sem número de bolas e a cada uma vai dizer está certo, está errado, é assim, não é assim, etc, até que o golpe seja realmente aprendido.
68 – Ainda para aprendizagem do golpe. O treinador/colaborador segurando uma haste com uma bola afixada na extremidade. O atleta, afastado cerca de 1, 5 m da rede. Salta, sem passada, e executa o “soco”.
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Nota
No vôlei de quadra, os treinadores utilizam a forca, para esse fim. Na praia, é um equipamento inadequado, pois é pesado e difícil de ser guardado.
69 – Idem 68, com o atleta afastado cerca de 2,5 m. Dá uma passada, salta e executa o golpe.
70 – Idem, ex. 69, com o atleta afastado cerca de 3,5 m. Dá duas passadas, salta e executa o golpe.
Notas
Nos ataques visando o terço final da quadra, a bola deve passar a cerca de 1 m do bordo superior da rede. Na foto a seguir, um exemplo num ataque do extraordinário Fábio Luiz. Repare que ele goleia a bola com o braço bem estendido e a mesma passa mais ou menos um metro sobre o bordo da rede.
71 – Agora com o treinador/colaborador afastado cerca de 1 m da rede, alçando a bola cerca de 3 m. O cortador aguarda a bola sair das mãos do treinador, salta (sem passada) e executa o “soco”, apenas para colocar a bola para a quadra oposta.
72 – Idem ex. 71. O atleta afastado da rede, cerca de 2,5 m. Dá uma passada, salta e desfere o golpe para o terço final da quadra.
73 – Idem ex. 71. O atleta afastado da rede, cerca de 3,5 m. Dá duas passadas, salta e golpeia a bola para o terço final da quadra oposta.
74 – Mesma mecânica dos exercícios anteriores. O ataque sem passada. O ataque é na paralela, no terço final da quadra.
75 – Idem, o ataque, sem passada, na diagonal, no terço final da quadra.
76 – Idem, o ataque, com uma passada, na paralela, no terço final da quadra.
77 – Idem, o ataque com uma passada, na diagonal, no terço final da quadra.
78 – Idem, o ataque com duas passadas, na paralela, no terço final da quadra, no terço final da quadra.
79 – Idem, o ataque com duas passadas, na diagonal, no terço final da quadra.
80 – A mesma mecânica dos exercícios anteriores. Agora, os cortadores devem direcionar a bola para o terço inicial da quadra. Neste primeiro, sem passada, o ataque é na paralela.
81 – Idem, com o ataque sem passada, na diagonal.
82 – Idem, o ataque com uma passada, na paralela.
83 – Idem, o ataque com uma passada, na diagonal.
84 – Idem, o ataque com duas passadas, na paralela.
85 – Idem, o ataque com duas passadas, na diagonal.
Nota
Na aprendizagem, como mencionado no início do artigo, o salto é fundamental. Para aperfeiçoá-lo vale utilizar o educativo em que o jogador salta, aponta a bola com o dedo da mão que não ataca e executa o golpe.
86 – Partindo do pressuposto de que as passadas e o salto foram assimilados, a próxima etapa tem em vista aplicar a habilidade às situações de jogo. Primeiramente, as mais simples. Ou seja, o treinador sacando – sem qualquer grau de dificuldade. O jogador recepciona a bola para sua frente, desloca, executa um levantamento em direção à rede, dá duas passadas, salta e golpeia a bola por meio do “soco”. O objetivo é o de apenas acertar o golpe no terço final da quadra.
87 – Idem, com o ataque na paralela, no terço final da quadra.
88 – Idem, com o ataque na diagonal, no terço final da quadra.
89 – Agora os ataques para o terço inicial da quadra oposta. Na paralela.
90 – Idem, como ataque na diagonal.
Nota
A fim de proporcionar um ponto de referência ao cortador, vale recorrer à tabuleta (figura a seguir) utilizada em exercícios da seqüência anteriore. É meio auxiliar útil que facilita a tarefa do cortador.
- Aspectos a serem observados durante a execução dos exercícios.
1 – Vale repetir. O objetivo é a aprendizagem do golpe. Como outros, a correta execução resulta a aproximação com passadas compridas e um salto equilibrado.
2 – No momento do golpe o corpo tem que estar absolutamente equilibrado e afastado da rede, pelo menos 1 m.
3 – Por ser tratar de habilidade de fina técnica, é fundamental que o movimento de flexão-extensão do braço seja realizado o mais próximo possível da bola. Isto é, o movimento final de extensão deve ser a cerca de 20 cm da bola.
4 – O treinador/colaborador que alça a bola é elemento essencial para o bom aproveitamento com exercícios. A bola deve ser alçada com precisão: afastada 1 m, em relação à rede, e com altura de cerca de 3 m.
5 – Inicialmente os atletas encontrarão extrema dificuldade de direcionar a bola com precisão. É normal. Com a repetição, pouco a pouco, a técnica é assimilada e, conseqüentemente, a precisão vai melhorando. Vale enfatizar: a precisão do golpe resulta e muito da correção da execução da técnica, passando pelas passadas, a qualidade do salto e o movimento final do mesmo.
Continuação no artigo 68, com outra Seqüência de Exercícios (em construção).