Técnica Individual - Art. 66
- Exercícios para a Aprendizagem e o Aperfeiçoamento dos Meios de Ataque - Parte III.
- Seqüência de Exercícios no 05.
- Objetivos: - aperfeiçoamento do fundamento; - coordenação entre passadas, salto e golpe na bola; - equilíbrio do corpo - no ar - para a execução dos golpes; - tempo do ataque.
Exercícios sugeridos nessa seqüência contarão con auxílio do treinador/professor e vão se aproximando da realidade do jogo. Ele e/ou um colaborador alçam a bola e o atacante espera a saída da bola de suas mãos para executar passadas, salto e o golpe. A bola deve ser alçada cerca de 1 m de distância da rede, de maneira que o atacante tenha espaço suficiente para realizar o salto, os movimentos do tronco e dos braços.
46 – O atleta afastado a 1,5 m da rede. O professor/treinador, afastado 1 m da rede. Isto é, entre o atleta e a rede. Alça a bola com altura de cerca de 3 m. O atleta salta, realiza os movimentos do tronco e dos braços e golpeia a bola para a o terço final da quadra oposta.
47 – O atleta afastado a 2,5 da rede. O professor/treinador no mesmo ponto do ex. 1. Alça a bola 3 metros de altura. O atleta dá uma passada larga, salta, realiza os movimentos do tronco e dos braços e golpeia a bola para a o terço final da quadra oposta.
48 – Mesma mecânica do exercício 47. O atleta afastado cerca de 3,5 m. O professor no mesmo ponto. Alça a bola a cerca de 3 m. O atleta dá duas passadas, salta, realiza os movimentos do tronco e dos braços e golpeia a bola para o terço final da quadra oposta.
Nota
Também nesta seqüência o treinador pode adotar o educativo (da seqüência anterior) de apontar a bola com o dedo indicador (da mão que não ataca). É válido, pois contribui para aperfeiçoar a utilização dos movimentos dos braços para auxiliar a impulsão.
49 – O atleta a 1,5 m da rede, como no ex. 46, ataque sem passada, na paralela, no terço final da quadra oposta.
50 –. Idem ex. 49, com o ataque sem passada, na diagonal, no terço final da quadra oposta.
51 – O atleta afastado a 2,5 da rede Idem ex. 47, ataque com uma passada, para a paralela, no terço final da quadra oposta.
52 – Idem ex. 51, ataque com uma passada, para a diagonal, no terço final da quadra oposta.
53 – O atleta afastado a 3,5 m da rede (como no ex. 48). O ataque com duas passadas, para a paralela, no terço final da quadra oposta.
54 – Idem ex. 53. Ataque com duas passadas, para a diagonal, no terço final da quadra oposta.
55 – Observando-se a mesma mecânica dos exercícios anteriores. O ataque é do tipo “lob”. Ou seja, a bola deve passar a cerca de 1 m sobre o bordo superior da rede e descair no terço final da quadra oposta. Sem passada, na paralela.
56- Idem ex. 55. O ataque, sem passada na diagonal.
57 – O atleta afastado a 2,5 m da rede. O ataque, com uma passada, na paralela.
58 – Idem ex. 57. O ataque, com uma passada, na diagonal.
59 – O atleta afastado a 3,5 m da rede. O ataque, com duas passadas, na paralela.
60 – Idem ex. 59. O ataque, com duas passadas, na diagonal.
61 – Observando-se a mesma mecânica dos exercícios anteriores. O ataque é do tipo “caixinha”, nas diagonais curtas. Ou seja, a bola deve passar a cerca de 1 m sobre o bordo superior da rede e descair no terço inicial da quadra oposta. Sem passada, na paralela.
62 – Idem ex. 61. O ataque, sem passada, diagonal.
63 – O atleta afastado a 2,5 m da rede. O ataque, com uma passada, na paralela.
64 – Idem ex. 63. O ataque, com uma passada, na diagonal.
65 – O atleta afastado a 3,5 m da rede. O ataque, com duas passadas, na paralela.
66 – O atleta afastado a 3,5 m da rede. O ataque, com duas passadas, na diagonal.
- Aspectos a serem observados durante a execução dos exercícios.
1. – Como sempre, os exercícios devem ser realizados nas duas extremidades da rede.
2. – Como o estágio é de aprendizagem e de aperfeiçoamento das habilidades, a potência dos golpes não é importante.
3. – O professor/treinador deve alçar a bola, no máximo, a meio metro da rede. Evitar aproximar a bola do bordo, para não tolher os movimentos dos braços e dificultar a aquisição do equilíbrio do corpo no ar.
4 – A qualidade do salto resulta, além da força explosiva dos grupos musculares das pernas e das coxas, dos seguintes aspectos técnicos.
- No ataque sem passada: - no amplo e veloz movimento de elevação dos braços.
- No ataque com uma passada: - no comprimento da passada; - na coordenação entre a passada e o salto; - no amplo e veloz movimento de elevação dos braços;
- No ataque com duas passadas: - no comprimento da passada; - na velocidade de execução das duas passadas; - na coordenação no final das passadas e o salto; - no amplo e veloz movimento de elevação dos braços;
A observação destes aspectos deve ser uma preocupação do treinador e dos atletas. A qualidade do golpe e, consequentemente, a precisão do mesmo é influenciada e muito pelo equilíbrio do corpo no ar; decorrente de um bom salto.
5 – O ataque do tipo “lob” e por meio da “caixinha” são meios de ataque muito técnicos. Executá-los e ainda fazer com que a bola passe a cerca de 1 m do bordo superior da rede, não é tarefa muito simples. A fim de facilitar a correta execução dos mesmos, vale recorrer a um simples meio auxiliar: uma tabuleta.
Na figura a seguir, o desenho da mesma. Um colaborador a segura a haste vertical e se posiciona rigorosamente na frente do corpo do atacante, que passa a ter um valioso ponto de referência; semelhante ao bloqueio.
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6 – Nos exercícios em que o golpe é por meio da “caixinha”, o treinador deve insistir com o atacante pegue a bola no ponto mais alto possível, de maneira que a trajetória da bola seja de cima para baixo. Na representação a seguir, a comparação entre as trajetórias. A mais indicada (em azul) é, praticamente, retilínea, portanto mais rápida. A menos indicada (em vermelho), a bola sobe para depois descer e, por conseguinte, torna-se mais lenta.
A fim de consultar detalhes da técnica dos meios de ataque clique nos vínculos abaixo:
Na proxima seqüência os exercícios passam a ser executados com a memsa mecânica e o ataque por meio do golpe tipo "soco"; habilidade fundamental de ataque.