Técnica Individual - Art. 64
- MEIOS DE ATAQUE.
- Exercícios para a Aprendizagem e o Aperfeiçoamento dos Meios de Ataque - Parte III.
- Seqüência de Exercícios no 03.
Objetivos: - coordenação e velocidade dos movimentos; - equilíbrio do corpo - no ar - para a execução dos golpes.
19 - O jogador afastado cerca de 1 metro, perpendicularmente em relação à rede, segurando uma bola com as duas mãos, na altura da cintura. O exercício consiste em alçá-la sobre sua própria cabeça, de maneira tal que tenha tempo para saltar, executar os movimentos do tronco e dos braços e, no ponto morto da impulsão, executar uma Cortada para a quadra oposta.
20 - Idem 19, com o jogador, agora, afastado cerca de 2 metros. Neste exercício ele alça a bola ligeiramente a sua frente. Dá uma passada bem larga, salta, realiza os movimentos do tronco e dos braços e corta a bola para quadra oposta.
21 - Idem 21, agora, afastado 3 metros da rede. Alça a bola um pouco mais para frente, dá duas passadas, salta, executa os movimentos do tronco e dos braços e dá uma Cortada para a quadra oposta.
Nota
Dois aspectos importantes a serem observados, sobretudo no processo de aprendizagem:
1 - nos três exercícios a bola deve ser golpeada a uma distância de, no máximo, 1 metro afastada da rede; de maneira alguma, mais próxima da rede. A proximidade com a rede tolhe os movimentos dos braços;
2 - a altura da rede deve ser proporcional à estatura do aprendiz; no caso de crianças, um adequação válida é abaixar um pouco a rede.
22 - Idem 19, com o jogador saltando sem passada e atacando por meio de uma "Caixinha".
23 - Idem 20, com o jogador executando uma passada e atacando com uma "Caixinha".
24 - Idem 21, com o jogador executando duas passadas e atacando com uma "Caixinha".
25 - O professor/treinador alçando a bola. O jogador, afastado cerca de 1 metro da rede, salta e, enquanto a bola está em sua trajetória ascendente, executa os movimentos do tronco e dos braços e ataca por meio de uma Cortada, para a quadra oposta.
26 - Idem 25, com uma passada, salto e Cortada.
27 - Idem 25, com duas passadas, salto e Cortada.
28 - Idem 25, com o ataque, sem passada, por meio de uma "Caixinha".
29 - Idem 26, ataque com uma passada, por meio de uma "Caixinha".
30 - O professor/treinador alçando a bola. O jogador afastado, cerca de 1 metro da rede, aguarda o momento exato para saltar. Durante a ascensão do corpo ele eleva os dois braços e, no momento do golpe, aponta a bola com o dedo indicador da mão esquerda e executa a Cortada com a mão direita; e/ou vice-versa.
Na figura a seguir, uma tentativa de mostrar os movimentos dos braços. Por ocasião da ascensão do corpo, os dois se elevam. Tem-se a impressão inclusive, que o golpe será dado com as duas mãos. Repare no posicionamento do braço esquerdo - o que não golpeia a bola - em vermelho tracejado. No momento do golpe ele está muito próximo da bola.
31 - Idem 30, com o jogador afastado 2 metros da rede. Dá uma passada, salta, aponta a bola com o dedo indicador da mão esquerda e executa a cortada com o braço esquerdo; e/ou vice-versa.
32 - Idem 31, com o jogador afastado 3 metros. Dá duas passadas, salta, aponta a bola com o dedo indicador da mão esquerda e executa a cortada com o braço esquerdo; e/ou vice-versa.
33 - Idem 30, com o ataque (sem passada) por meio da "Caixinha".
34 - Idem 31, com o ataque (com uma passada) por meio da "Caixinha".
35 - Idem 32, com o ataque (com duas passadas) por meio da "Caixinha".
- Aspectos a serem observados durante a execução dos exercícios.
1 - Nesta seqüência a primeira dificuldade, principalmente para as crianças iniciantes, é alçar a bola sobre sua própria cabeça. É comum tentarem alçar com apenas uma das mãos, não é correto. O movimento tem que se assemelhar aos realizados nas seqüências anteriores, nos quais os jogadores seguram a bola na linha da cintura e elevam até sobre a cabeça. No caso, no momento de alçar o jogador tem que segurar também na altura da cintura e, quando houver o acerto, realizar o restante das ações, isto é: a flexão/extensão das pernas; o salto, os movimentos do tronco e dos braços e o golpe na bola.
Nenhum problema errar o lançamento da bola para cima. O atleta tem que se sentir à vontade para repetir, repetir... até fazer o lançamento correto. O que não pode ocorrer: alçar a bola erradamente e tentar ajustar-se para acertar o golpe. Quase sempre "a emenda fica pior que o soneto".
2 - Outra dificuldade difícil de contornar, mas que o objetivo com os exercícios, é a de coordenar todos os movimentos no espaço de tempo compreendido entre a ascensão da bola e o momento exato do golpe. O professor/treinador tem que ter bastante paciência e estar atento às individualidades. Existem indivíduos com maior e menor coordenação. Alguns iniciantes têm sérios problemas e precisam ser ajudados. No caso, um bom recurso é o de o próprio professor/treinador alçar as bolas, pelo menos até que o iniciante adquira o mínimo de coordenação para executar os exercícios sem ajuda.
Nota
Pelo que está mencionado no item 2, é possível perceber o porquê e a importância da seqüência pedagógica. Começamos com o jogador segurando a bola com as duas mãos, realizando os movimentos e lançando a bola para quadra oposta. Depois, com a bolinha de tênis. Enfim, são exercícios que estimulam a coordenação motora, de modo simples e gradativo.
3 - É extremamente importante atentar para os movimentos dos braços. Eles, primeiramente, auxiliam demais na impulsão, quer para o impulso quer para o alcance final. Depois, para o movimento final da cortada. O professor/treinador deve insistir para que os jogadores elevem os dois braços: razão do apontar a bola.
Para se ter uma idéia, existem jogadores consagrados que saltam com o braço que não golpeia bola, estendido para baixo e colado ao corpo: isso é um impressionante fator limitante, para o salto e para o desembaraço do golpe na bola.
4 - Queiramos ou não, os iniciantes querem bater forte na bola; não, nunca permitir. O primeiro objetivo a ser alcançado é a aquisição das valências - sobretudo a coordenação - que contribuem para a execução correta da técnica, da habilidade.
5 - Erros mais freqüentes:
a - alçar incorretamente a bola; tem que ser ri-go-ro-sa-men-te sobre a própria cabeça;
b - não utilizar os braços para saltar;
c - não realizar os movimentos do tronco com a amplitude correta;
d - não elevar os dois braços;
e - não estender corretamente o braço que golpeia a bola; e - golpear a bola incorretamente.
Nota
Com relação aos itens D e E, a referência ideal são as linhas - imaginárias - dos olhos e dos cotovelos. No momento que o jogador eleva os dois braços, a linha dos cotovelos chega à linha dos olhos. No momento do golpe, a linha do cotovelo do braço que golpeia a bola fica acima da linha dos olhos.
Nas fotos a seguir, Loyla (na praia) e Gustavo (na quadra) atacando por meio de cortada. Repare que o braço que golpeia a bola encontra-se acima da linha dos olhos. Os braços esquerdos, os que não golpeiam a bola, já se encontram em queda, mas é possível depreender que foram elevados.
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Cont. no art. 65, com outra Seqüência de Exercícios.