Téc. Individual - Art. 16 B

 

- Toque de Bola Acima da Cabeça, para o Levantamento e para a Defesa.

- Para o Levantamento.

- Treinamento do Toque

- Exercícios para Aprendizagem e Aperfeiçoamento.

 

- Seqüência de Exercícios no 2

- Objetivo:     - aprendizagem da execução global do fundamento;
  - familiarização com o tempo.

 

 Exercícios para serem realizados individualmente.

18 – Cada jogador exercitando-se com uma bola. O jogador alça a bola com as duas mãos sobre sua própria cabeça. Dá um toque, rigorosamente, sobre sua cabeça. No máximo 3 m. Enquanto a bola desce o jogador faz a flexão das pernas e dos braços e os estende quando a bola chega às suas mãos. Dependendo da habilidade do iniciante o treinador/professor pode estabelecer como seqüência:

- um toque – segura a bola – outro toque – segura a bola, e assim, sucessivamente.
- dois toques consecutivos– segura a bola – dois toques – segura a bola, e assim, sucessivamente.
- 3, 4, 6 .... 8, 9, 10 toques consecutivos, sem para a bola.

Na figura a seguir, a mecânica do exercício. Repare que uma linha tracejada, em cinza, indica o eixo do corpo. É o posicionamento correto em relação à bola. A bola tem que subir e descer rigorosamente dentro deste eixo.

 

 

Notas

- Nos primeiros passos da iniciação os alunos terão dificuldade para alçar a bola sobre sua cabeça. Depois, dar toques consecutivos. É absolutamente natural. Diante de erros é recomendável parar a bola e reiniciar a seqüência.

- Vale lembrar. Os toques devem ser executados com alternância das pernas, Um toque com apoio com uma das pernas, outro com apoio da outra.

 

19 – Mesma mecânica do ex. 18. Um toque para cima (3 m) e para frente. Um passo ou dois e outro toque. Sempre com o mesmo posicionamento do corpo em relação à bola. Número de toques de acordo com o que o professor/treinador estabelecer.

 

21 – Idem ex. 18. Agora, com um toque de costas. A bola é tocada, ligeiramente, mas ligeiramente mesmo, atrás da própria cabeça (eixo do corpo). A bola tem que sair para o alto (mais ou menos 3 m) para então descrever a curva (máximo 3 m de distância, em relação ao corpo do atleta). A progressão pode ser a mesma; um toque – segura a bola – outro toque – segura a bola ... Depois, consecutivamente 2, 3, 4, ... 8,9, 10 toques. O exemplo, na figura a seguir.

 

 

22 – Mesma mecânica do ex. 21. Um toque de costas para cima (3 m) e para trás. Um passo ou dois para trás, outro toque. Sempre com o mesmo posicionamento do corpo em relação à bola. Número de toques de acordo com o que o professor/treinador estabelecer.

23 – Mesma mecânica do ex. 21. Um toque de costas, para cima (3 m) e para trás (3 m). Um passo ou dois para trás e outro toque e, assim, sucessivamente. Sempre com o mesmo posicionamento do corpo em relação à bola. Número de toques consecutivos de acordo com o que o professor/treinador estabelecer.

24 – Agora, vamos conjugar os toques de frente e de costas. O jogador dá um toque de frente, para cima (3 m) e para frente (3 m), desloca para frente, posiciona-se sob a bola, e dá um segundo toque de costas pra trás (3 m) e pára bola.

 

 

25 – Idem ex. 25, com 3, 4, 5 ... 8, 9, 10 toques consecutivos. Sempre um para frente e um para trás. O treinador/professor estabelece o número de repetições.

26 – Agora, um toque de costas, desloca velozmente para trás e segura a bola. Outro toque de costas, desloca e segura a bola. E assim por diante por quantas vezes o treinador/professor determinar.

27 – Idem ex. 26, com toques, de costas, consecutivos sem segurar a bola. Toca, desloca de costas, toca, desloca de costa, toca... O treinador/professor estabelece o número de repetições.

28 - Repetir toda a seqüências (do exercício 18 ao 27) com toques em suspensão.

 

Nota

 

O deslocamento de costas não é muito fácil, sobretudo para criança e pré-adolescentes. É recomendável exercitá-lo primeiramente sem os toques. Depois, dois toques e pára... três toques e pára... e assim por diante. Na medida em que forem ganhando boa coordenação, aumentar o número de toques.

 

 

- Aspectos a serem observados durante a execução do exercícios.

 

1 - É muito comum pensar-se que o toque de costas deva ser executado com a acentuação da inclinação do corpo para trás. Engano. Com inclinação acentuada do tronco, a tendência é que a bola tenha trajetória retilínea. O correto é não inclinar demasiadamente o troco. Como o toque é para o levantamento, a trajetória bola deve sair, sempre: primeiramente, para cima (sobre a cabeça); depois, para o ponto que se deseja enviar a mesma.

2 - Sobre o exposto no item anterior, a correção é no posicionamento das pernas: uma mais na frente do que a outra. O maior apoio é com a perna detrás. Ela proporciona a alavanca para a extensão do corpo, como todo, que, consequentemente, influi no movimento de impulsionar a bola. Não se deve tocar de costas com as duas pernas paralelas.

3 - Para o toque de frente o procedimento é contrário; o maior apoio se dá com a perna que está a frente.

4 - Um ponto a ser observado e corrigido, pelo menos na iniciação. A bola deve sair - sempre - primeiramente para cima, depois para o alvo. Com crianças, existe um recurso de comunicação válido: pedir que elas toquem a bola na direção do céu.

5 - Nos exercícios com toques consecutivos o erro ocorre com elevada freqüência, pelo menos na fase de iniciação. O atleta quer consertar com a bola em movimento. Dá vários toques errados e... não conserta. O melhor é parar a bola e recomeçar a seqüência.

 

Continuação no art. 16 C com outra Seqüência de Exercícios.

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