Téc. Individual - Artigo 15
- Toque de Bola Acima da Cabeça, para o Levantamento e para a Defesa.
- Para o Levantamento.
- Treinamento do Toque
Antes de iniciar a apresentação das seqüências de exercícios para o treinamento do Toque, considero importante fazer algumas observações. O objetivo é o de fornecer elementos importantes para enriquecer o treinamento e, com isso, obter com o melhor aproveitamento possível.
1 - Diferenciar Fundamento - Função.
O Fundamento é o Toque. A Função é o Levantar, o Defender, o Passar. Nesta etapa os exercícios terão em vista a aprendizagem, para aqueles que não sabem ou têm dificuldade de executar, e para aqueles que já sabem e desejam aperfeiçoar a execução do Toque. Portanto, é bom não confundir. O atleta tem que, primeiro, aprender a executar o toque de todos os tipos e maneiras. Mais tarde, aí sim, utilizálo para executar as funções do jogo.
É muito comum haver a confusão. Por exemplo. A sessão é para a aprendizagem e o treinador estabelece: "vamos executar tantas levantadas". Ora, o atleta que não sabe ou tem dificuldade para tocar, muito provavelmete encontrará enorme dificuldade para fazer o levantamento. Resultado: o atleta, de modo geral, não aprende nem a tocar e nem a levantar. Ou seja, o aproveitamento não será o desejado, os objetivos não serão alcançados.
2 - Qualidades Indispensáveis para a correta execução..
O toque de bola é executado em diversas situações de jogo, desde as mais simples até as mais complexas. Por este motivo, o toque requer treinamento acurado. O treinador deve observar e fazer com que os jogadores observem três componentes importantes que influenciam diretamente na qualidade do toque e, consequentemente, na precisão que se quer dar à trajetória da bola.
- Velocidade,
- Coordenação Motora,
- Relação Tempo-Espaço.
2. 1. Velocidade.
Uma vez aprendida a execução do toque, o próximo passo é aproximar a execução às situações de jogo. Isto é, no jogo o jogador quase sempre tem que se deslocar para se posicionar sob a bola. A velocidade é necessária, sobretudo nos deslocamentos, para atingir-se o local ideal para a execução do toque: embaixo da bola. Sabemos que em muitas ocasiões - recepção imperfeita, defesa em que a bola não é controlada, etc... - a bola não é direcionada para a Zona de Levantamento. Nestas situações, o jogador tem que se deslocar com velocidade máxima, a fim de posicionar-se adequadamente em relação ao ponto em que a bola se encontra. Ou seja, com o corpo exatamente sob a mesma.
2.2. Coordenação Motora.
A Coordenação Motora é requerida de duas maneiras:
a - o toque é o produto final de um movimento de todo o corpo: pernas, coxas, tronco, braços, mãos e dedos. Basta que uma dessas componentes não seja coordenada com as demais para que a precisão fique comprometida.
b - o toque é executado, quase sempre, após um deslocamento realizado com variadas velocidades. A Coordenação requerida, no caso, é entre o final do deslocamento e a execução do toque.
Nota
São pouco freqüentes as situações de jogo em que o toque de bola é executado no local em que o jogador se encontra. Geralmente é executado após deslocamentos em diferentes velocidades. Por essa razão as duas qualidades são interligadas e o toque, por conseqüência, deve ser treinado após diferentes tipos de deslocamento.
2.3. Relação Tempo-Espaço.
Esta qualidade é inata no jogador. Como tal, não pode ser adquirida com o treinamento, mas sim (melhorada) até atingir níveis altamente eficientes. Na linguagem voleibolística é identificada como "mão", isto é, é usual dizer-se que um Levantador tem ou não tem "mão". Assim, o Levantador que tem "mão" é aquele que consegue, sem esforço, com naturalidade, colocar a bola no ponto ideal para o atacante. Isto ocorre porque possui, inerente a ele, a relação tempo-espaço correta.
3 - Aplicação da Força.
Nos primeiros execícios o treinador ministrar a execução do toque em distâncias curtas, a fim de que seus atletas não tenham que fazer força para impulsionar a bola. A aplicação da força com a execução incorreta não é apropriada. Pode resulta em "vícios" que mais tarde se tornam incorrigíveis. Na medida em que houver assimilação da técnica correta, a ditância deve ser aumentada gradativamente. É necessário salientar que a trajetória não resulta da força, mas sim da execução coordenada de todos os movimentos envolvidos em sua execução.
Feitas essa observações vamos as seqüência de exercícios. Vale enfatizar que o processo de aprendizagem é longo. O de aperfeiçoamento, então, deve ser eterno. Enquanto um atleta jogar voleibol deve se preocupar em aperfeiçoá-lo; em algum momento de sua carreira será colocado a prova e... A seguir uma história para exemplificar a provação.
Cont. no art. 16 A, com Seqüências de Exercícios para a Aprendizagem e o Aperfeiçoamento do Toque.