Técnica Individual

 

- Saque - Parte II

 

- Tipos de Saque (cont. do art. 02)

 

- Saque "Viagem ao Fundo do Mar"(*).

É o saque mais usado no voleibol atual. Embora fosse utilizado na praia e na quadra esporadicamente por alguns jogadores (considerados irresponsáveis nestas ocasiões), o "Viagem" surgiu e popularizou-se, internacionalmente, no vôlei de quadra, executado pela primeira vez por William Carvalho da Silva, ex-capitão da seleção brasileira. É extremamente violento (uma violenta cortada) e exige do jogador que o recebe, não só a técnica da recepção, mas também a do amortecimento (semelhante à da defesa), a fim de que seja contido o impacto da bola.

No vôlei de quadra, entre sextetos, o "Viagem" é recepcionado por 03 ou 04 jogadores. Na praia, apenas por 02, em terreno menos favorável aos deslocamentos.

 

- Execução Passo a Passo.

1- O jogador alça a bola com uma (mais usado) ou duas mãos à sua frente,

2 - Dá duas ou três passadas sendo que a última bem larga.

3 - Salta com os dois pés e, no ponto mais alto da impulsão, golpeia a bola, da mesma maneira que o faz em uma cortada.

 

- Variações do Saque Viagem.

O Viagem evoluiu de tal maneira que, atualmente, é largamente utilizado de duas maneiras:

- Golpe tipo Top Spin

O jogador golpeia a bola na sua parte centro-alta fazendo com que a mesma passe o rente ao bordo superior da rede e descaia rapidamente.

- Golpe tipo Chapado

O jogador golpeia o centro da bola, a fim de que a trajetória da mesma seja paralela ao solo e descaia mais no fundo da quadra.

 

Notas

O vento, muito frequente em jogos na praia, influi na decisão sobre o tipo do saque Viagem a ser dado.

- Com o vento contra o Top Spin é mais apropriado. Como o objetivo é o ponto ou a "quebra" do passe, esse tipo de saque permite que se imprima maior potência ao golpe e, por conseguinte, a trajetória da bola torna-se extremamente rápida e com descaída súbita (fig. a seguir).

 

 

 

 

Com o vento a favor o Viagem tipo Chapado é mais apropriado. É executado com menor potência e a trajetória da bola, mais no fundo da quadra (fig. a seguir), obriga o jogador a fazer deslocamento longo para realizar o ataque.

 

 

No "Viagem ao Fundo do Mar" os jogadores também utilizam-se da batida "Rosca", à direita ou à esquerda da bola.

(*) O nome do saque, chamado assim por nós brasileiro, foi idealizado pelo ex-levantador da seleção brasileira William, Vice-Campeão Olímpico em Los Angeles, 1984. A intensão foi a de brincar com o companheiro Bernard Razjman, que batizara pouco tempo antes o saque Jornada nas Estrelas.

Cont. no art. 04, com o saque Jornada nas Estrelas.

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