Estratégias / Táticas - Art. 81

- Defesa

- Funções que Sucedem a Defesa.

Em continuidade às Funções que Sucedem a Defesa, vamos abordar o Ataque. Função que fecha a cadeia Defesa-Levantamento-Ataque.

Vale recapitular. A posse da bola é conquistada com a Defesa. O próprio Jogador-Defensor (JD) quem a realiza é quem ataca. Ele tem que fazer as Aproximações para o Ataque (Primeira e Final), aguardar o Levantamento e partir para o Ataque. Cabe ao companheiro, de modo geral o Jogador-Bloqueador (JB), o Levantamento.

 

Nota

Em duas circunstâncias JD não ataca:

- quando a bola toca no bloqueio (só são permitidos mais dois toques);

- quando JD executa a defesa levantando para o ataque no segundo toque.

Em ambos os casos JB tem que se afastar da rede, o quanto for possível, e realizar o ataque.

 

 

A eficácia do Ataque resulta da qualidade com que essas ações são executadas. Isto é.

 

1 – Desembaraço de JD para sair do ponto em que executou a defesa para o que faz a aproximação Final.

 

Nota

Como vimos em artigos precedentes e, sobretudo, no art. 79, em defesas em que a bola não é perfeitamente controlada, JD tem que propiciar ângulo favorável para a trajetória dos Levantamentos.
Nos diagramas a seguir, alguns exemplos. No diag. 1, a bola é defendida imperfeitamente e fica no centro da quadra (retângulo vermelho). JB, encarregado pelo Levantamento, se desloca de seu posicionamento e se desloca (seta tracejada em azul) para o ponto do levantamento (PL). JD, a fim de propiciar ângulo favorável à trajetória do levantamento, afasta-se no sentido da linha lateral, aguarda a saída da bola e parte para o ataque, na extremidade da rede (seta tracejada em verde). A trajetória da bola está representada pela seta interrompida em azul claro.

No diag. 2, uma situação de jogo ainda mais complicada. A bola é levantada do centro do terço final da quadra (PL). Repare que JD tem que recuar até o prolongamento do ponto do levantamento (PL), aguardar a saída da bola, no levantamento, e partir retilineamente para o ataque na extremidade da rede. Na saída da rede, os atacantes destros não devem sair da quadra pela linha lateral.

 

 

 

 

No diag. 3, a bola levantada de fora da quadra. JD tem que aguardar o levantamento, praticamente, no ponto em que fez a defesa. A aproximação para o ataque é perpendicular à rede.

No diag. 4, a bola é levantada de fora da quadra, no prolongamento do terço final da quadra. JD, na medida do possível, deve recuar afastando-se no sentido do centro da quadra e aproximar-se perpendicularmente à rede.

Com os procedimentos mencionados, o Jogador-Atacante (JD) propicia um ângulo possível para a trajetória da bola no levantamento. Caso não proceda assim, torna o levantamento de difícil execução. E o pior: recebe a bola como se a mesma viesse de suas costas, o que é mais uma grande dificuldade.

 

 

 

 

2 – Estar no ponto em que faz a Aproximação Final para o ataque no momento exato em que o companheiro executa o Levantamento.

 

Nota

Quando por qualquer motivo não estivar pronto, é fundamental que se comunique com o companheiro. Pedindo a bola mais alta, na frente, atrás, perto, etc.

 

3 – Preocupar-se em golpear a bola no ponto mais alto possível, de modo poder desferir qualquer tipo de golpe.

4 – Evitar atacar a bola muito rente do bordo superior da rede. Com a bola passando mais alta, no caso de bloqueio, é maior a probabilidade de recuperação da mesma pela Cobertura do Ataque.

Na figuras a seguir, dois exemplos. Na A, a bola atacada mais alta em relação ao bordo superior da rede. A bola bate no bloqueio e pode subir ou voltar mais para baixo. Nos dois casos pode se recuperada pela cobertura do ataque. Na B, o contrário. A bola é atacada muito rente ao bordo. Com o bloqueio bem postado, a bola volta, praticamente, para baixo; sem chance para a cobertura.

 

 

 

5 – Preocupar-se em golpear a bola rigorosamente sobre o prolongamento do eixo longitudinal do corpo. De maneira poder atacar, com a mesma facilidade, para qualquer ponto da quadra adversária.

Na foto a seguir, um atacaque do grande campeão, Loyla. Repare como seu golpe é desferido com a bola, em ponto bem alto, e sobre o eixo do seu próprio corpo. Nesta altura, tem todas as possibilidades de ataque; com igual facilidade. Também, no caso da mesma bater no bloqueio é grande a probabilidade de voltar alta (para sua quadra) e ser recuperada na Cobertura do Ataque.

 

 

 

6 – Algumas vezes a bola não é perfeitamente levantada (fora da rede, baixa, muito à esquerda / à direta do atacante, curta, etc.). Enfim, quando não há a possibilidade do ataque por meio de cortada potente. Nessas circunstâncias, existe a possibilidade de o bloqueador adversário sair do bloqueio – manobra “Reco-Reco”. No caso, evitar atacar a bola no terço médio da quadra oposta; optar por um ataque mais colocado (nas linhas laterais, entre os dois jogadores, etc.).

7 – No caso em que a bola é levantada muito próxima da rede, o Bloqueador adversário tem vantagem. Pode se posicionar corretamente e saltar no tempo adequado. Logo, é preciso aventar outras possibilidades, como por exemplo:

a – Explorar o Bloqueio.

b – Atacar propositalmente no bloqueio e recuperar a bola com a Cobertura do Ataque.

 

Concluindo, o Ataque não deve ser considerado como ação isolada. Resulta de uma série de fatores. Técnicos e Táticos. A execução perfeita dos fundamentos da técnica individual e os procedimentos táticos contribuem fortemente para o sucesso da ação ofensiva, como todo.

No artigos sobre a Técnica Individual, a execução da Cortada e dos demais Meios de Ataque são abordados com máximo detalhamento. Em Estratégias / Táticas, focalizamos todos os procedimentos do Levantador e do Atacante. São subsídios importantes que podem contribuir para melhorar a compreensão de tudo que envolve as ações que compõem a Transição Defesa-Ataque.

Nos próximos artigos vamos encerrar a Defesa. Com duas situações de jogo:

- a bola que toca no Bloqueio e tem que ser levantada no segundo toque e atacada pelo Jogador-Bloqueador (JB);

- a bola que é defendida com levantamento ("de prima") para o Ataque do Jogador-Bloqueador (JB) no segundo toque.

 

Cont. no art. 82, com o Ataque após o toque da bola no Bloqueio

 

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