Técnica Individual - Art. 74

- Estratégias / Táticas – Defesa.

 

3 – Posicionamentos do Defensor e Zonas de Direcionamento da Bola Defendida.

 

- Posicionamento do Bloqueio Fechando a Trajetória da Bola para a Diagonal.

- Segunda Atribuição – Defesa da bola atacada por meio de:

- “Largadas”

 

- Meias-Batidas

 

- “Lobs”.

No artigo 73, vimos a Zona a que JD é responsável pela defesa (paralela) e sua Primeira Atribuição: defesa das bolas atacadas por meio de cortada potente.
Vimos também as Zonas para as quais o Jogador de Defesa (JD) deve direcionar as bolas que consegue defender (defesas perfeitas).
Vimos também os procedimentos de ambos os jogadores nos casos em que JD não consegue controlar a bola (defesas imperfeitas).

Agora, vamos focalizar a Segunda Atribuição, bolas atacadas por meio de “largadas, meias-batidas e “lobs”, na faixa que o Jogador-Bloqueador (JB) não protege; a paralela.

Nos diagramas a seguir, o ataque (setas vermelhas) na metade 1 (diag. 1) e na metade 2 (diag. 2).
JD no Posicionamento de Expectativa, no centro do terço final da quadra. Desloca-se para o ponto que tentará a defesa (seta oblíqua em azul claro). No momento em que a bola é levantada, desloca-se para frente no caso de “largadas” no terço inicial da quadra (retângulo tracejado em verde); para trás no caso de bolas atacadas por meio de “lob” no terço final.

Nota

A linha tracejada em vermelho significa a faixa em que é possível o ataque por meio de cortada forte na diagonal.

 

 

Inicialmente, vamos focalizar as bolas “largadas” no terço inicial da quadra  Adiante as bolas atacadas com “lob” no terço final da quadra.

 

- Ataque por meio de “Largada” no terço inicial da quadra (retângulo tracejado em verde).

- Zonas para Direcionamento da Bola Defendida.

- Defesa Perfeita.

Nos diagramas a seguir, o deslocamento de JD para o terço inicial da quadra e o quadrilátero tracejado em vermelho para o qual a bola deve ser direcionada.
JB, responsável pelo levantamento, já está na zona e praticamente não tem que se deslocar.
JD executa a defesa alcançando a bola de modo que possa recuar e realizar uma boa aproximação para o ataque (setas tracejadas em verde). Na metade 2, a aproximação deve ser perpendicular em relação à rede (atacantes destros). Na metade 1, é possível recuar abrindo para além da linha lateral de maneira atacar a bola bem na extremidade da rede.

 

 

Nota

Vale lembrar que a movimentação dos jogadores canhotos para a aproximação é diferente; ao contrário dos destros. Na metade 1 pode recuar para fora da quadra, a fim de atacar bem na extremidade da rede. Na metade 2, não, deve recuar e aproximar-se perpendicularmente me relação à rede.
Procedimento diferente também deve ser observado no levantamento. Na metade 1, a bola pode ser levantada mais na extremidade da rede. Na 2, não deve passa da linha de aproximação de JD.

 

- Defesa Imperfeita.

 

JD, muitas vezes, não consegue controlar a bola e esta pode tomar diversas direções. Contudo, nada impede que a mesma possa ser levantada e, consequentemente, atacada tendo em vista a marcação do ponto. Para tanto é necessário treinar os procedimentos de ambos os jogadores. Ou seja, transformar a ação que começou com uma ação imperfeita numa ação vencedora. Vejamos a seguir, exemplos de ponto em que a bola se dirige após defesas imperfeitas.

No diagramas a seguir, o caso em que a bola sai pela linha lateral, no prolongamento do terço inicial da quadra (quadriláteros tracejados em vermelho).

JB tem que se deslocar (linha tracejada em azul claro) e executar o levantamento (seta interrompida em azul claro) para o terço da rede em que a defesa foi realizada.
JD, após a defesa, na medida do possível, recua ao início do terço inicial a fim de fazer a aproximação para o ataque (seta tracejada em verde).

 

 

Nos diagramas 7 e 8, os casos em que a bola se dirige para a metade oposta (ainda no terço inicial) em que a defesa foi realizada.
JB tem que ser rápido no deslocamento, uma vez que, a bola está saindo de seu alcance. A trajetória do levantamento é bem mais longa.

 

 

Mais dois exemplos. A bola que se dirige para centro do terço final da quadra.
JB tem um longo deslocamento a ser feito com máxima velocidade. A trajetória é longa. A bola deve sair alta de maneira que chegue alta na rede. A fim de que o atacante tenha boa visão do bloqueio e da quadra oposta.
JD, em virtude do ponto em que a bola é levantada, deve recuar ainda mais, de maneira que possa visualizar a saída da bola e, ao longo de sua aproximação, ter boa visão do bloqueio e da quadra oposta.

 

 

 

No diagramas a seguir, a bola que sai pela linha lateral no prolongamento do terço final da quadra, na mesma meia-quadra em que a mesma foi realizada.
JB tem que se deslocar e executar um levantamento longo em que a bola deve chegar alta na rede.
JD, como em todas as bolas levantadas do fundo da quadra, deve recuar abrindo (o que for possível). Na metade 1, no sentido da linha lateral, na metade 2, para o centro da quadra. A providência tem vista proporcionar ângulo propício a passagem da bola levantada.

 

 

A seguir o exemplo em que a bola sai da quadra, pela linha lateral no prolongamento do terço final da quadra, na metade oposta em relação ao ponto em que a defesa foi realizada.
JB, mais uma vez, tem um longo deslocamento para fazer o levantamento. A trajetória da bola, por ter ângulo mais aberto, é mais favorável ao ataque.
JD tem que recuar de modo propiciar o ângulo para a trajetória do levantamento. Na metade 1, tem que fazer a aproximação de modo retilíneo em relação à rede. Na metade 2, pode recuar abrindo para além da linha lateral, a fim de atacar a bola bem na extremidade da rede.

 

 

Com mais esses exemplos, é possível constatar que a Zonas para Direcionamento das Bolas Defendidas se repetem, isto é:

- a bola defendida tem que ser - sempre - direcionada para pontos predeterminados;

- de modo geral entre os dois jogadores e entre os dois e a rede;

- independentemente do grau de dificuldade, as defesas têm que ser executadas com vistas ao controle da bola, em direção e altura de modo facilitar as ações subsequentes.

 

Os procedimentos são similares:

O Jogador-Levantador (JB, nos exemplos):

- velocidade máxima nos deslocamentos para chegar ao ponto do levantamento;

- executar os levantamentos com precisão e altura apropriadas às condições de JD, de maneira facilitar suas aproximações e, por conseguinte, seus ataques;

A Jogador-Defensor (JD):

- controle da bola;

- direcionamento da bola para as zonas de levantamento preestabelecidas;

- velocidade nos deslocamento para chegar aos pontos em faz suas aproximações finais;

- realizar uma boa aproximação final para o ataque.

 

O treinamento técnico individual capacita para a execução dos fundamentos:

- toque acima da cabeça, para a defesa e para os levantamentos;

- manchete, para a defesa e para os levantamentos;

 

O treinamento tático individual aperfeiçoa a execução das funções - defesa e levantamento - tendo em vista os objetivos a serem atingidos:

- na defesa, direcionamento da bola para as zonas de levantamento;

- no levantamento, nas mais complexas situações de jogo.

 

No momento em que o treinador elabora o Planejamento Global, são componentes - de máxima importância – a serem considerados e incluídos; contribuem e muito para a melhoria da competitividade da dupla.

 

Continuação no art. 75, Segunda Atribuição da Defesa - com Bolas Atacadas, por meio de Meia-Batida e "Lob", no Terço Final da Quadra.

 

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