Técnica Individual - Art. 73
- Estratégias / Táticas – Defesa.
3 – Posicionamentos do Defensor e Zonas de Direcionamento da Bola Defendida.
- Posicionamento do Bloqueio Fechando a Trajetória da Bola para a Diagonal.
Nos seis últimos artigos, apresentamos os Posicionamentos do Jogador-Defensor (JD) e as Zonas da Quadra para Direcionamento das Bolas Defendidas. No art. 66, Sem Bloqueio. Do 67 ao 72, com o Bloqueio Obstruindo a passagem da Bola para a Paralela. Estão vinculados uns aos outros. É recomendável revê-los, a fim de não se perder o fio da meada.
A partir deste, com o Bloqueio Obstruindo a Passagem da Bola para a Diagonal. Nos diagramas a seguir, ataques nas duas extremidades da rede (setas vermelhas). O espaço em que o mesmo é realizado/ocupado é variável; pode ser um pouco mais para as extremidades da rede (faixa vermelha na quadra oposta).
A linha tracejada oblíqua, em vermelho, delimita a faixa em que o atacante adversário dispõe para direcionar a bola na diagonal. A Zona desprotegida pelo bloqueio está compreendida entre a linha vertical, tracejada em azul claro e a linha lateral da quadra.
O Jogador-Defensor (JD) no Posicionamento de Expectativa; é variável, pode ser mais adiante/atrás, mais à direita/à esquerda. As setas tracejadas, em azul claro, significam os deslocamentos que JD tem que fazer para realizar as defesas.
O Posicionamento Fundamental de JD é baseado no posicionamento de JB. Isto é:
- à direita da mão direita de JB, quando o ataque na metade 1;
- à esquerda da mão esquerda de JB, quando ataque na metade 2.
Deste ponto, se ajusta de acordo alguns elementos.
- O ponto da rede em que a bola é atacada: - mais longa; - mais curta. - O ponto de proximidade da rede: - mais próxima; - mais afastada. - A altura em que a bola é atacada: - mais alta; - mais baixa.
Como fizemos anteriormente, vamos focalizar as Zonas da Quadra nas quais JD deve direcionar as Bolas Defendidas divididas em duas partes:- Absolutamente Perfeita;
- Imperfeita.
- Primeira Atribuição – Defesa da bola atacada por meio de Cortada Potente.
De modo geral, a bola pode ser atacada em toda a extensão da faixa desprotegida pelo bloqueio. JD, no seu Posicionamento de Expectativa, aguarda o levantamento e, momentos antes do ataque, desloca-se (com velocidade máxima), e se posiciona no terço central da quadra. De modo que, no momento do ataque já esteja corretamente posicionado para a defesa. Nos diagramas a seguir, o terço central está destacado com linhas obliquas em verde; é a área de maior incidência das bolas atacadas por meio da cortada potente.
- Zonas para Direcionamento da Bola Defendida.
- Defesa Absolutamente Perfeita.
JD consegue controlar a bola e a direciona para o terço inicial da quadra, entre a linha lateral e o limiar a meia-metade da quadra (quadrilátero tracejado em vermelho). Após a defesa, tem a facilidade de se aproximar para o ataque em linha reta, abrindo para atacar na extremidade (setas tracejadas em verde) e até no terço central da rede (setas tracejadas em verde claro).
JB já está na zona convencionada e, portanto, praticamente não tem que se deslocar para executar o levantamento.
- Defesa Imperfeita.
Ocorre frequentemente por alguns motivos:
1 - a velocidade da trajetória atacada por meio de cortada;
2 - proximidade de JD em relação ao ponto do ataque, cerca de quatro metros;
3 - dificuldade para chegar à zona de defesa a tempo e, por conseguinte, se preparar adequadamente para a mesma;
4 - erro, na execução da manchete.
Nos diagramas a seguir, o exemplo da defesa imperfeita em que a bola sai pela linha lateral em que JD está posicionado.
JB se desloca (setas tracejadas em azul claro) e executa o levantamento (seta interrompida em azul mais escuro).
JD, após a defesa, aguarda o levantamento e realiza a aproximação para o ataque (seta tracejada em verde), Não tem opções, seu trajeto é perpendicular em relação à rede.
Mais dois exemplos. A bola defendida se dirige para o terço final da meia-quadra oposta.
JB tem que fazer um deslocamento mais longo. A trajetória do levantamento é mais longa (seta tracejada em azul claro).
JD, após a defesa, aguarda o levantamento, e faz a aproximação para o ataque. De modo retilíneo e perpendicular em relação à rede e/ou, na medida do possível, abrindo para atacar na extremidade da rede. Na metade 1, não tem alternativa. A aproximação mais fácil é retilínea e perpendicular.
Os exemplos nos quais a bola se dirige para o centro do terço final da quadra.
JB tem um deslocamento longo (setas tracejadas em azul claro) e executar o levantamento cuja trajetória (seta interrompida em azul mais escuro) é longa e, praticamente, perpendicular em relação ao ponto do ataque. A angulação da mesma é altamente desfavorável ao atacante.
JD, após o levantamento, na medida do possível, deve deslocar mais para a linha lateral, a fim de ajustar-se à trajetória do levantamento.
Na metade 1, o jogador destro deve abrir, no máximo, até a linha lateral. Na metade 2, pode até sair pela linha lateral de modo poder propiciar uma angulação bem propícia e para atacar bem na extremidade da rede.
Com jogadores canhotos o procedimento é inverso; pode abrir mais na metade 1; menos na metade 2.
Nos diagramas a seguir, exemplos em que a bola sai pela linha lateral, no prolongamento do terço final da quadra.
JB tem o longo deslocamento para fazer o levantamento. A bola descreve uma trajetória entre o ponto do levantamento e o ponto em que JD inicia sua aproximação.
JD, a fim de propiciar uma angulação propícia ao levantamento, faz a defesa e se desloca, para trás e para o centro da quadra (setas tracejadas em verde). Deste ponto, aguarda a saída da bola e inicia a aproximação para o ataque.
Nota
O procedimento de deslocar obliquamente para trás é providencial. Não fazendo, JD recebe a bola com trajetória mais aguda ainda. O que dificulta sua visão para o bloqueio do adversário e da quadra oposta.
A seguir mais dois exemplos. A bola que sai da quadra pela linha lateral, no prolongamento do terço final, da mesma linha lateral em que a defesa é realizada.
O deslocamento de JB é mais longo ainda. Assim como a trajetória do levantamento. É mais longa, todavia, com angulação mais favorável.
JD tem a opção de atacar em linha reta e nas extremidades da rede (setas tracejadas em verde).
A extremamente difícil a tarefa de defender a bola atacada por meio de cortada potente na faixa em que o Jogador-Bloqueador não protege. Em virtude, como vimos no início, da velocidade da trajetória da bola, a dificuldade para chegar ao posicionamento convencionada e a técnica individual para controlar a bola.
Como vimos também anteriormente, são necessárias qualidade física (velocidade de deslocamento), capacidade técnica (amortecimento do impacto da bola) e discernimento tático individual (posicionar-se adaquadamente). Ou seja, o sucesso da ação resulta da soma desses fatores. Uma vez bem sucedida, as funções subsequentes (levantamento e ataque) se tornam mais fáceis. Por coseguinte, o contra-ataque e a marcação do ponto.
Pela dificuldade, é mais do que comum a ocorrência de defesas imperfeitas. Por isso, é absolutamente necessário o treinamento dos procedimentos para o levantamento e o ataque nessas circuntâncias. O exemplos apresentados, são justamente para o treinador elaborar seu planejamento. Ou seja, listar situação por situação e propiciar aos seus jogadores oportunidade de familiarização com os mesmo.
Home