Técnica Individual - Art. 72
- Estratégias / Táticas – Defesa.
3 – Posicionamentos do Defensor e Zonas de Direcionamento da Bola Defendida.
3.2 - Posicionamento Com Bloqueio (continuação do art. 67 , art. 68, art. 69, art. 70 e art. 71)
- Terceira Atribuição – Defesa das Bolas atacadas na Zona Protegida pelo Bloqueio.
- Defesa das bolas atacadas meias-batidas e/ou “lobs”, no terço final da quadra, no Terço Final da Quadra (paralela).
- Zonas para Direcionamento da Bola Defendida.
- Defesa Perfeita.
Nos diagramas a seguir, JD sai de seu posicionamento original (seta tracejada em azul claro) e defende a bola no terço final da quadra (quadrilátero destacado com linha laranja). A Zona de Levantamento ideal é o quadrilátero tracejado em vermelho, que ocupa quase todo o terço inicial da quadra na mesma metade em que a defesa foi executada.
JB, em seu posicionamento de bloqueio, está próximo. Basta se posicionar no ponto em que a bola chega para fazer o levantamento.
JD, em conseguindo controlar a bola, tem todas as opções de ataque, ou seja, perpendicularmente ou abrindo para atacar na extremidade da rede. Tem até a possibilidade de atacar na outra metade da rede (setas, verdes, mais claras).
Nota
JD, na medida do possível, deve controlar a bola com altura suficiente que possibilite fazer o deslocamento para o ataque. JB tem que considerar se o companheiro conseguiu uma boa aproximação. Conseguindo, o levantamento é normal; caso contrário, deve atrasar o tempo do levantamento, isto é, deixando a bola cair e executando com a manchete com o corpo agachado ou ainda com um dos joelhos no chão.
- Defesa Imperfeita.
Notas
- Nos artigos anteriores, fui exaustiva e intencionalmente repetitivo na apresentação dos posicionamentos do Jogador-Defensor (JD) e dos pontos em que a bola defendida deve ser direcionada.
Os posicionamentos apropriados influem no desempenho final de JD e, consequentemente, no aproveitamento defensivo, como todo, da dupla.
O ponto para o direcionamento das bolas defendidas influi para o sucesso das ações subsequentes, levantamento e ataque.
O pressuposto é seguinte. Defender não é simplesmente acertar o toque ou a manchete na bola atacada. É muito mais. É o controle da bola, quer com o amortecimento da mesma atacada com potência, quer com a execução dos outros fundamentos da defesa. Tudo isso, tendo em vista a conquista da posse da bola. Na sequência, o levantamento e o ataque, ou seja, o contra-ataque. Obviamente para a marcação do ponto.
Nos diagramas a seguir, apresentaremos a defesa imperfeita de JD em bolas atacadas por meio de meias-batidas e “lobs”, no terço final da quadra, na zona protegida pelo bloqueio. Como já apresentamos, em artigos anteriores, pontos mais comuns (retângulos tracejados em vermelho claro), vamos nos ater aos que não foram apresentados até aqui (retângulos tracejados em vermelho mais forte.
No diag. 17, a defesa de JD no terço final. Não consegue controla a bola e esta se dirige para fora da quadra, no prolongamento do mesmo terço.
JB sai do bloqueio e se desloca para o ponto em que tem que fazer o levantamento (seta tracejada em azul claro). Que é longo e oblíquo, em relação à rede (seta interrompida em azul claro).
JD, do ponto em que executou a defesa, aguarda a bola sair do levantamento e faz a aproximação para o ataque em linha reta, perpendicular em relação à rede (seta tracejada em verde).
Nota
JD deve esperar a saída da bola, a fim de possibilitar angulação propícia à trajetória da mesma. Também, para poder ter visão melhor da bola em toda sua trajetória, de um provável bloqueio e da quadra oposta. Do contrário, receberá a bola como se fosse de suas costas.
No diag. 18, a bola atrás da linha do fundo, no prolongamento da quadra. O deslocamento de JB é mais longo ainda. O levantamento é também mais complicado. JD, entretanto, tem a possibilidade de deslocar-se à esquerda para então fazer a aproximação do ataque na extremidade da rede.
No diag. 19, o exemplo no qual JB está na meia-quadra direita. É uma situação de jogo complicada. JD tem como alternativa mais simples o ataque no terço central da quadra. Não tem a alternativa de sair da quadra para propiciar angulação propícia para a trajetória da bola no levantamento.
No diag. 20, é diferente. O levantamento vem à sua direita. Na medida do possível, desloca-se ligeiramente à direita e aí, sim, aproxima-se perpendicularmente, em relação à rede, a fim de atacar na extremidade da rede.
Os Posicionamentos do Jogador-Defensor (JD) - Sem e Com Bloqueio, e as Zonas de Direcionamento para as Bolas Defendidas foram focalizados ao longo de oito artigos. Este artigo encerra quase todo o assunto. Ficam faltando os artigos em que serão abordados o Posicionamento do Jogador-Defensor quando com o Bloqueio obstruindo a passagem da bola para a Diagonal.
Até este ponto fui, repito, exautiva e intencionalmente repetitivo. Apresentei vários e vários exemplos. Todos detalhadamente ilustrados em vários diagramas. Por que tal procedimento?. Porque, na minha maneira de ver, são elementos da maior importância para o sucesso na execução da estratégia defensiva. Com o advento da regra que estabelece ponto a cada bola em jogo - "rally point", o ponto conquistado com contra-ataque tem valor extraordinário e... decide jogos.
Como é evidente o sucesso da ação não resulta exclusivamente da capacidade individual para defender, ou seja, de executar bem os fundamentos utilizados na defesa. É necessário pleno conhecimento da função. Domínio perfeito da bola atacada e entendimento de que não basta só fazer a defesa. Mas defender controlando a bola e direcionado-a para ponto que facilitem as ações subsequentes; levantamento e ataque. Esse o objetivo. Conquistar a posse da bola e realizar o contra-ataque. Na medida do possível, o ponto.
O treinamento técnico individual contribui para capacitar o Jogador-Defensor à execução correta e eficiente dos fundamentos da defesa. Durante o mesmo, o treinador deve cobrar de seus jogadores não só o aceto da defesa. Mas também com o direcionamento da bola para pontos da quadra com vistas a realização do contra-ataque. Em outras palavras, o compromisso para com o sucesso da ação como todo.
O treinamento tático-coletivo ajusta justamente as ações subsequentes. A saída do Jogador-Bloqueador de seu posicionamento para executar o levantamento. Os tipos de levantamento, os alvos, as alturas da bolas, etc. O deslocamento do Jogador-Defensor, do ponto que fez a defesa até o ponto que faz a aproximação final para o ataque.
Enfim, o treinamento global tem em vista harmonizar esse encadeamento de ações e funções. E dele, os pontos valiosos que podem contribuir para a conquista de pontos e vitórias.
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