Técnica Individual - Art. 70

- Estratégias / Táticas – Defesa.

 

3 – Posicionamentos do Defensor e Zonas de Direcionamento da Bola Defendida.

 

3.2 - Posicionamento Com Bloqueio (continuação do art. 67 , art. 68 e art. 69).

- Terceira Atribuição – Defesa das Bolas atacadas na Zona Protegida pelo Bloqueio.

 

Vimos anteriormente a primeira e a segunda atribuições de JD, defesa das bolas atacadas na meia-quadra em está posicionado originalmente (na diagonal).
A terceira é a defesa de bolas atacada na faixa em o Jogador-Bloqueador (JB) tem que tentar obstruir a passagem da bola atacada por meio de cortada potente (retângulo verde).
No caso, na medida do possível, a defesa:

- das bolas atacadas por meio de cortada, em toda a faixa protegida pelo bloqueio (paralela);

- das bolas “largadas” atrás do bloqueio, no terço inicial da quadra;

- das bolas atacadas por meio de meias-batidas e/ou “lobs”, no terço final da quadra;

- das bolas que tocam no bloqueio e saem da quadra pelas linhas lateral e do fundo.

 

Nos diagramas a seguir, a faixa da quadra em que JD tenta a defesa (representadas pelos retângulos verdes) e os deslocamentos do mesmo (setas tracejada em azul).

 

 

Nota

O Jogador-Bloqueador (JB) eficiente reduz significativamente a incidência de ataques por meio de cortadas potentes nesta área. Mas ocorrem. De modo geral e sobretudo por:

- grande capacidade do atacante, que passam pelo flanco e/ou por cima do bloqueio;

- falha do bloqueador.

 

Ao Jogador-Defensor (JD) é requerido:

- discernimento tático individual;

- grande velocidade nos deslocamentos;

- extraordinária capacidade técnica individual;

 

- Defesa das bolas atacadas por meio de cortada, em toda a faixa protegida pelo bloqueio (paralela).

- Zonas para Direcionamento da Bola Defendida.

- Defesa Perfeita.

 

Nos diagramas a seguir, a defesa de JD no terço médio da quadra, na faixa protegida pelo JB, em uma e outra metade. A bola defendida deve ser direcionada para os retângulos tracejados em vermelho. No sentido longitudinal, engloba todo o terço inicial da quadra. Transversalmente, entre as linhas do prolongamento do ponto em JB faz o bloqueio e o centro da quadra.
Após a defesa, JD faz a aproximação para o ataque, nas extremidades da rede, perpendicularmente, em relação ao ponto em que executa a defesa, ou ainda no centro da rede (setas tracejadas em verde).

 


 

- Defesa Imperfeita.

 

Nos diagramas a seguir, exemplos nos quais JD não consegue controlar a bola e esta sai da quadra pela linha lateral da meia quadra em que executou a defesa (quadriláteros em vermelho claro).

JB sai de seu posicionamento de bloqueio (setas tracejadas em azul mais claro) e faz o levantamento (setas interrompidas em azul claro). Repare que na metade esquerda da quadra a trajetória pode ser mais ou menos até o centro da rede (marcação em azul na quadra oposta). Na metade direita é mais estreita.

JD, como sempre, tem que esperar o levantamento a fim de realizar a aproximação para o ataque (setas tracejadas em verde).

 

 

Nos diagramas 5 e 6, exemplos em que a bola defendida sai da quadra, pelas linhas laterais, no prolongamento dos terços finais, nas mesmas meias-quadra em que as executou (quadriláteros em vermelho claro).

JB se desloca e faz o levantamento oblíquo em relação à rede. A trajetória da bola é entre seu ponto e a linha perpendicular do ponto em que JD faz a aproximação para o ataque.

JD, após a defesa, naturalmente, se desloca acompanhando JB. No ponto em que para, aguarda a saída da bola e faz a aproximação para o ataque (setas tracejadas em verde claro), prependicularmente, em relação à rede.

 

 

Notas

- É comum JD defender e ficar olhando, torcendo para que o companheiro alcance a bola. O procedimento correto é o de acompanhar o deslocamento do companheiro. Pode acontecer deste não conseguir chegar a tempo para o levantamento. Mas pode recuperar a bola. No caso, JD está próximo para colocá-la para a quadra do adversário.

- Quando o levantamento é possível, JD, no ponto em que parou, espera o levantamento (a bola tem que ser bem alta) e inicia suas aproximações. A Primeira, do ponto em que sai até o mais ou menos o início do terço inicial da quadra. Daí, a Final; as passadas que antecedem o ataque.

- Nos exemplos anteriores, foram apresentadas bolas saem da quadra na mesma meia em que foram defendidas. Nos casos em que se dirigem para a meia-quadra oposta, os procedimentos são semelhantes:
JB tem um deslocamento mais longo. Todavia, o ângulo para o levantamento é muito mais propício. JD pode fazer sua aproximação saindo um pouco mais adiante.

 

Nos diagramas a seguir, mais um exemplo. A bola defendida para o terço final, no centro da quadra (retângulo tracejado em vermelho claro).

JB se desloca (seta tracejada em azul claro) e executa o levantamento. A trajetória da bola é oblíqua em relação à rede (seta interrompida em azul mais escuro).

JD, após a defesa, recua um pouco, aguarda o levantamento. Faz a aproximação para o ataque saindo da quadra lateralmente, a fim de atacar a bola na extremidade da rede. Desta maneira, propicia angulação propícia ao levantamento. Em linha reta, por exemplo, a trajetória da bola tem que ser mais aguda.

 

 

Continuação no próximo artigo (71) com a Defesa das bolas “largadas” no terço inicial da quadra (atrás do bloqueio) na faixa protegida pelo bloqueio (paralela).

 

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