Técnica Individual - Art. 66

- Estratégias / Táticas – Defesa.

3 – Posicionamentos do Defensor e Zonas de Direcionamento da Bola Defendida.

3.1 - Posicionamentos Sem Bloqueio.

3.2 - Posicionamentos Com Bloqueio.

 

Nos artigos anteriores foram apresentados:

 

1 - Posição Fundamental de Expectativa:
1.1 - Posicionamentos Sem Bloqueio.
  1.2 - Posicionamentos com o Bloqueio.

 

2 – Zonas de Incidência – Tipos de Ataque.

 

Os conteúdos dos mesmos são essenciais para que o Jogador-Defensor (JD) possua elementos que o ajudem a decidir (tática individual) sobre o posicionamento mais adequado em diversas situações de jogo.

 


 

Antes de focalizarmos os tipos de defesa e os pontos em que as bolas tem que ser direcionadas, considero necessário importante abrir parenteses para abordar as Zonas de Levantamento (ZL). De modo geral, as duplas de competição utilizam duas: Zonas de Levantamento Convencionais.

1 – no centro da rede;

2 – defronte ao ponto em que o jogador que recepciona o saque ou executa a defesa.

 

Nos diagramas a seguir, os exemplos. No da esquerda, a ZL no centro da rede. No da direita, a ZL defronte aos jogadores.

 

Notas

 

- Em ambos os casos a bola deve ser passada:

- a cerca de um metro afastada da rede, de maneira que o Jogador-Levantador (JL) não se sinta desconfortável com a proximidade da mesma;

- suficientemente alta, de modo propiciar tempo ao companheiro (JL) se deslocar do ponto em que se encontra para executar o levantamento, como também ao próprio jogador que defendeu se ajustar para fazer a aproximação para o ataque.

- De acordo com o ponto em que a bola é defendida, as bolas devem ser direcionadas para pontos mais à direita/esquerda ou mais a frente/atrás, a fim de facilitar a aproximação do próprio jogador que recepcionou/defendeu, como veremos adiante

.


 

Como sempre, iniciaremos com posicionamentos diante de situações de jogo mais simples. Gradativamente, apresentaremos posicionamentos diante de situações mais complexas.

 

3.1 - Posicionamentos Sem Bloqueio.

 

É adotado:

- em jogos entre equipes (iniciantes, categorias de base, atletas idosos, etc.) em que os jogadores não atacam por meio de cortadas;

- em situações de jogo em que o atacante não pode cortar com potência e, por conseguinte, não há necessidade do bloqueio; por exemplo:

c - imperfeição na recepção do saque, ou na defesa, ou após o toque no bloqueio em que a bola não pode ser levantada perfeitamente;

b - levantamento incorreto;

c - erro no procedimento do atacante, a bola não pode ser atacada com cortadas potentes;

 

 

No artigo 63, foram apresentados Posicionamentos de Expectativa e Divisões da Quadra (quer 1/2 – 1/2 quer 2/3 - 1/3). Agora vamos partir de uma divisão física da quadra, ou seja: longitudinal e transversal.

 

No diag. 1, linhas tracejadas em azul claro dividem a quadra em duas metades, no sentido longitudinal, e em três terços, no sentido transversal. Os Jogadores de Defesa (JD) estão posicionados, rigorosamente, no centro de cada meia quadra.

No diag. 2, em cada meia-quadra, setas tracejadas em azul claro demonstram que JD está equidistante em relação às linhas central e do fundo (metade direita) e a todos os demais pontos da meia-quadra.

Importante salientar. São posicionamentos de expectativa (PE). Com a bola em jogo, os jogadores se movimentam (mais a frente/atrás, mais à esquerda/direita, a fim de se adequarem melhor, de acordo com o ponto do ataque.

 

 

Nota

Nos posicionamentos e zonas de direcionamento das bolas defendidas, que serão apresentadas a seguir, será considerado o ponto em que a bola é defendida.

 

 

- Zona de Direcionamento da Bola Defendida.

 

A defesa pode ser classificada de três maneiras:

- Absolutamente Perfeita;

- Imperfeita;

- Erro.

 

- Absolutamente Perfeita.

 

A bola é controlada e direcionada para ponto da quadra que permite o levantamento e, consequentemente, o ataque. Ou seja, entre as linhas longitudinais, do prolongamento do ponto em que JD defendeu e a linha longitudinal do ponto em que o companheiro (o que fará o levantamento) encontra-se posicionado no momento da defesa. E, entre os mesmos e a linha central da quadra (rede).

Nos diagramas a seguir, dois exemplos.

No diag. 3, os Jogadores de Defesa executam a defesa no local em que se encontram. A bola deve ser defendida, controlada, e deve ficar entre a linha, longitudinal, dos dois no momento da defesa. E entre a linha dos mesmos e a linha central da quadra; linhas tracejadas em vermelho.

No diag. 4, uma outra situação de jogo. JD, da metade direita, realiza a defesa próximo da linha central e no limiar de sua meia-metade. Em seguida ele tem que, na medida do possível, recuar, pelo menos, três metros em relação à linha central (linha tracejada em verde) para então iniciar sua aproximação final para o ataque. Por isso, deve controlar a bola de modo que a mesma fique (linhas tracejadas em vermelho):

- entre sua linha e do companheiro;

- três metros em relação à linha central da quadra;

- suficientemente alta de modo propiciar tempo a ambos para realizarem suas ações subsequentes (levantamento e ataque, respctitivamente).

 

 

 

- Imperfeita.

 

A bola é defendida, mas não é controlada com perfeição e não fica, como na defesa absolutamente perfeita, entre os dois jogadores. Ou, não fica entre eles e a rede.

 

- Defesa em que a Bola passa/fica atrás da linha do JD que realizou a defesa.

 

JD realiza a defesa e não consegue endereçá-la para a Zona de Levantamento, nas proximidades da rede. A bola vai para trás de sua linha (transversal). Dali tem que ser levantada.

No diag. 5, o ponto em JD (em azul mais escuro) realiza a defesa. O local em que a bola tem que ser levantada por JL. A faixa entre os dois (linhas verticais tracejadas em vermelho claro). A trajetória da bola (linha interrompida em azul claro); repare que a trajetória da bola é praticamente perpendicular, em relação à rede.

No diag. 6, JD se desloca para sua esquerda, a fim de propiciar angulação maior e, com isso, facilitar o levantamento. Espera a saída da bola das mãos de JL para então fazer a aproximação final para o ataque (linha tracejada em verde). Repare que as linhas em vermelho claro mostram a angulação mais ampla para a trajetória da bola (linha interrompida em azul claro).

 

 

- Defesa em que a Bola defendida fica à esquerda/direita da linha longitudinal de JD.

 

 A bola defendida não é controlada adequadamente. Dirige-se lateralmente no sentido da linha lateral e, muitas vezes, até sai da quadra.

JL tem que se deslocar e executar o levantamento. Entre seu posicionamento e o prolongamento da linha longitudinal de JD. Este, aguarda o levantamento e inicia sua aproximação final para o ataque.

No diag. 7, o exemplo com a bola levantada à esquerda de JD. No diag. 8, o exemplo com o levantamento à direita de JD.

 

 

Nota

Existe uma diferença importante entre jogadores que atacam com o braço direito e o esquerdo.

Braço Direito – a bola, na metade 2, pode passar um pouco à direita da linha do atacante; na metade 1, não, ele atacará a mesma saindo de seu alcance, no sentido do centro da rede; o que é bastante difícil.

Braço Esquerdo – a bola, na metade 2, pode ficar aquém da linha longitudinal de JD; na metade 1, não, de maneira alguma; o atacante ficará com faixa muito restrita para atacar.

 

A defesa imperfeita não impede o levantamento e, por conseguinte, o ataque. É situação de jogo, diria, especial. Tem que ser treinada sistematicamente. De modo que os jogadores se familiarizem e se sintam confiantes para executá-la no momento em a mesma ocorre.

 

- Erro.

 

A bola não é controlada e impossibilita o levantamento e, consequentemente, o ataque. Na melhor das hipóteses, a bola é passada “de graça” para a quadra do adversário; na pior, a bola “morre”.

 

No próximo artigo serão focalizados posicionamentos do Jogador-Defensor (JD) e em que zonas da quadra as bolas defendidas devem ser direcionadas, em situações de jogo com o bloqueio, de modo facilitar o levantamento pelo Jogador-Bloqueador (JB).

 

Continuação no artigo 67, com Posicionamentos Com Bloqueio.

 

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