Técnica Individual - Art. 62

- Estratégias / Táticas – Bloqueio.

- Bloqueio – Treinamento Aplicado à Estratégia Defensiva - Parte 5.

- Seqüências de Exercícios para Aperfeiçoar a Execução das Estratégias/Táticas Defensivas.

- Exercícios para a Aprendizagem e o Aperfeiçoamento dos Meios de Ataque.

- Seqüência de Exercícios no. 4

Objetivos: - Bloqueio após as Transições de um Sistema para o outro: - do defensivo para o ofensivo.
    - do ofensivo para o defensivo.

 

Os exercícios desta seqüência têm em vista familiarizar os jogadores, no treinamento, ao grau de dificuldade que encontram nos jogos para marcar, pontos quando tem o saque. Os jogadores realizarão tarefas. Devem alcançar índices propostos pelo treinador. A mecânica exige aplicação dos jogadores no cumprimento de suas atribuições. Se encarado como um desafio, contribui para mantê-los concentrados e motivados ao longo de toda a sessão do treinamento.

 

31 – O exercício é dividido em seqüências de 04 saques, executados pela Dupla em Treinamento (DT). A cada duas seqüências um intervalo de 1 minuto, para descanso e para correções do treinador.
DT saca e se mobiliza defensivamente. DO recepciona, levanta e ataca buscando o ponto. DT tenta marcar o ponto por meio do bloqueio ou pela conquista da posse da bola e contra-ataque.

O treinador pode estabelecer como índice: 1 ponto a cada 4 saques (aproveitamento de 25%); 2 pontos a cada 4 saques (aproveitamento de 50%).

É interessante confeccionar uma planilha para ajudar na avaliação do treinamento. A seguir, um exemplo. Vamos imaginar duas seqüências de 04 saques, isto é 08 saques. Cada qual tem um resultado. Ou Ponto, obtido por meio do bloqueio ou do contra-ataque. Ou Insucesso, por erro em alguma ação. Nas colunas abaixo, deve ser colocado se foi decorrente de erro do bloqueio, da defesa, do levantamentoou do ataque. Na última linha os totais. No caso, foram 5 pontos contra 3 insucessos. Logo, aproveitamento de 62,5%.

 

No. Saq.

Ponto

Insucesso

Observações

Blq.

C.A.

Blq.

Def.

Lev.

Atq.

01

1

02

1

03

1

04

1

05

1

06

1

07

1

08

1

Totais

2
3
1
1
0
1

 

32 – A tarefa defensiva (bloqueio-defesa) é muito mais difícil do que a ofensiva. Logo, a DT perde a motivação no caso de insucesso recorrente. A fim de manter as duas duplas motivadas o tempo todo, neste exercício há inversão dos papéis; DO saca e defende e DT, recepciona e ataca.

33 – Agora o treinamento em formato de jogo. A DT começa um set de 25 pontos com o placar favorável; por exemplo, de 12 x 0 . Apenas a DT executa os saques. Ou seja, saca, bloqueia ou defende, e contra-ataca. DO só recepciona, levanta e ataca. O objetivo de DT é o de não permitir que a DO consiga ganhar o jogo; de modo geral a dupla que ataca tem mais facilidade de marcar pontos.

34 – Idem 33, com inversão dos papéis. DO saca, bloqueia ou defende e contra-ataca. DT recepciona, levanta e ataca. Da mesma maneira, DO começa o jogo ganhando também de 12 x 0 e DT tem que tentar ganhar o jogo.

35 – O exercício agora é o jogo propriamente dito. Com uma diferença; fracionado. “N” sets de 6 pontos. As equipe sacam quando vencerem um rally, como nos jogos. O objetivo é estimular os jogadores a começarem os jogos com concentração máxima.

 

Nota

É comum uma dupla começar mal um jogo. Por aquecimento insuficiente, por falta de concentração, por subestimar o adversário, enfim, por uma série de motivos. O exercício 35 e os que se seguirão têm em vista, justamente, chamar atenção para a importância de um bom início de jogo.

 

36 – Sets de 12 pontos, como a DO começando com vantagem no placar de, por exemplo, 3 pontos: 0 x 3.

37 – Sets de 21 pontos, começando 0 x 0.

38 – Sets de 21 pontos, com a DO começando com vantagem, por exemplo, de 7 pontos.

 

Nota

É muito difícil encontrar uma dupla oponente à altura da dupla titular. O objetivo como os exercícios 36, 37 e 38 é o de criar dificuldade para a dupla em treinamento.

 

 

- Aspectos a serem observados durante a execução dos exercícios.

 

1 - A rivalidade entre as duplas torna os exercícios-jogos bastante disputados. O treinador deve advertir os jogadores para o compromisso que os mesmos devem ter com os acertos. Ou seja, o comportamento deve ser o mesmo dos jogos.

2 - O sucesso no cumprimento das tarefas resulta da performance ponto-a-ponto. Não adianta realizar bem uma ou outra ação. É necessário que a equipe colocada à prova mantenha-se concentrada o tempo todo, a fim de não perder o “fio da meada”. Isto é, depois de cada acerto e/ou erro, os dois jogadores devem combinar o que fazer na próxima bola que entrar em jogo. Em outras palavras, os jogadores devem saber o porquê do erro e, sobretudo, o porquê do acerto. Repetir, obviamente, as decisões acertadas e não repetir as erradas. Esse jogo de raciocínio é parte fundamental na realização dos exercícios.

3 - O treinador deve utilizar um árbitro – com apito – para dirigir a prática. Com os mesmos critérios adotados pelas arbitragens nas competições. A intenção é a de evitar que a prática se transforme em “pelada”. É um meio de aproximar, ainda mais, à realidade de um jogo.

4 - A dupla que saca deve fazê-lo como em um jogo, com intenção de acertar. É comum o jogador sacar “tudo ou nada”, ou seja, com o intuito de marcar o ponto, sem se preocupar com o acerto/erro. O treinador deve que avaliar a intenção do sacador. Quando o saque errado for acidental, deve permitir um novo saque. Sendo inconseqüente, não, ponto para a dupla oponente.

5 – A planilha sugerida é excelente meio para o treinador, juntamente com os atletas, identificar em que ação ocorreu o acerto e o erro. Na medida em que as sessões do treinamento forem se sucedendo, será possível apontar que ação precisa ser mais trabalhada.

 

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