Estratégias/Táticas - Defensiva - Art. 60

- Estratégias / Táticas – Bloqueio.

- Bloqueio – Treinamento Aplicado à Estratégia Defensiva - Parte 5.

- Seqüências de Exercícios para Aperfeiçoar a Execução das Estratégias/Táticas Defensivas.

- Seqüência de Exercícios no. 4

 

- Objetivos: Bloqueio após as Transições de um Sistema para o outro: - do defensivo para o ofensivo.
                                                                                                        - do ofensivo para o defensivo.

 

Nos exercícios das seqüências anteriores, o objetivo foi o de consolidar os meios de marcação no bloqueio: marcação da bola; marcação de acordo com a trajetória da bola.

Os exercícios desta seqüência são muito mais dinâmicos. Simulam as situações reais do jogo como todo. Começam de modo mais lento e gradativamente vão sendo acelerados. O objetivo é propiciar a oportunidade dos atletas irem assimilando seus procedimentos, no bloqueio e na defesa, gradativamente, de maneira semelhante às que encontrarão no jogo.

 

19 – O exercício é realizado em movimentos.

Movimento 1. JB saca. JB e JD se deslocam para seus posicionamentos de bloqueio e defesa, respectivamente. Os jogadores da Dupla Oponente (DO), recepcionam, levantam e atacam; inicialmente somente para as paralelas. Os jogadores da Dupla em Treinamento (DT) tentam o bloqueio-ponto, ou o amortecimento da bola pelo bloqueio e realizam o contra-ataque, ou a conquista da posse da bola coma defesa e posterior contra-ataque.

Movimento 2. Quando conseguirem o ponto com o bloqueio e/ou quando não conseguirem a defesa e contra-ataque, o treinador/colaborador lança uma outra bola para que a DO defenda, levante e ataque, novamente. A DT, neste momento, novamente, se mobiliza para o bloqueio e a defesa com os mesmos objetivos; conseguindo o jogo continua, não conseguindo o exercício se encerra.

20 – Idem exercício 19, com a DO atacando somente para as diagonais.

21 – Idem 19, com JD executando o saque. A DO ataca somente para as paralelas.

22 – Idem 20, com JD executando o saque. A DO ataca somente para as diagonais.

23 – Agora, mecânica semelhante com três movimentos.

Movimento 1. A DT saca e se mobiliza no sistema defensivo. DO recepciona, levanta e ataca, somente para as paralelas.

Movimento 2. Caso DT consiga o ponto de bloqueio ou não consiga a posse da bola pela defesa, o treinador/colaborador lança uma segunda bola para a DO defender, levantar e atacar novamente, somente para as paralelas. Caso DT consiga a posse da bola, o jogo continua até que a bola “morra”.

Movimento 3. Caso DT consiga o ponto de bloqueio ou não consiga a posse da bola pela defesa, o treinador/colaborador lança uma terceira bola para a DO defender, levantar e atacar, somente para as paralelas. Caso DT consiga a posse da bola, o jogo continua até que a bola “morra”.

24 – Idem 23, com a DO atacando somente para as diagonais.

Notas

 

- A duração de cada módulo, nos exercícios 11 e 12, deve ser em torno de 40 segundos, a fim de que a qualidade técnica não seja comprometida em decorrência de aspectos físicos.

- Dependendo do nível técnico individual dos jogadores da Dupla Oponente (DO), os saque devem ser executados com grau de dificuldade máximo.

 

25 – Neste e nos próximos exercícios as funções se invertem. A DT faz o papel de DO e vice versa. Com uma diferença: o ataque da DT é apenas para começar a seqüência, não deve ser para marcar o ponto. Recapitulando.

Movimento 1. A bola é sacada pela DO e seus jogadores se posicionam no bloqueio e na defesa. A DT recepciona, levanta e ataca, repito, só para colocar a bola em jogo. Neste momento começa a simulação real. A DO bloqueia, defende e contra-ataca, somente para as paralelas.

Movimento 2. A DT tenta o ponto no bloqueio ou a conquista da posse da bola e conseqüente contra-ataque. Caso a DT consiga a posse da bola com a defesa, o jogo continua. Caso consiga o ponto pelo bloqueio ou não consiga a posse da bola pela defesa, o treinador lança uma segunda bola para a DT realizar um novo ataque, novamente, somente para as paralelas.

Movimento 3. Caso a DT consiga a posse da bola com a defesa o jogo continua até que a bola “morra”. Caso consiga o ponto com o bloqueio ou não consiga a posse de bola com a defesa, o treinador/colaborador lança uma terceira bola, para a DO defender e contra-atacar, somente para as paralelas.

26 – Idem 25, com os ataques da DO, nos três movimentos, sendo direcionados exclusivamente para as diagonais.

 

- Aspectos a serem observados durante a execução dos exercícios.

 

1 - Nos exercícios sugeridos nesta seqüência, as duplas, em treinamento e oponente, realizam, seguidamente, as transições de um sistema para o outro. A fim de que o aproveitamento com os mesmos seja o melhor possível, treinador e atletas devem observar aspectos/procedimentos básicos.

a - Velocidade máxima nos deslocamentos dos posicionamentos iniciais para os defensivos (DT) e ofensivos (DO);

b - Velocidade máxima nos deslocamentos para os posicionamentos defensivos e ofensivos, por ocasião das transições de um sistema para o outro. De maneira que quando a bola passar de uma quadra para a outra todos os jogadores estejam prontos para dar seguimento às ações.

c - Capricho na execução dos fundamentos por ocasião da execução de funções mais simples. Por exemplo, defesa de bolas mal atacadas, passe de um companheiro para o outro, levantamentos, ataque em bolas mal levantadas, etc. Muitas vezes, ocorre de um jogador executar de qualquer maneira e errar. No caso a bola “morre”. Isso é prejudicial à dinâmica dos exercícios. Irrita companheiros e treinadores. Contribui para a quebra de concentração de todos.

d - Obediência pelos jogadores da dupla oponente das determinações do treinador. Quando ele determinar ataque para as paralelas, por exemplo, os jogadores têm que tentar não errar. Também, não querer sair demais do bloqueio, não atacar na rede, não atacar para fora, etc. Esses erros quebram a fluência do desenrolar dos exercícios.

 

2 - A dupla em treinamento deve combinar - sempre - a estratégia defensiva a ser executada, em toda e qualquer ação. De modo geral, as duplas (o bloqueador) utilizam o expediente de sinalizar com as mãos e os dedos a estratégia. Por exemplo, 1 (fechar a paralela); 2 (fechar a diagonal); punho cerrado (marcar a bola); etc. Com isso, ambos sabem que procedimento devem adotar... sempre.
Nas seqüências que serão apresentadas a seguir, os ataques não serão em pontos pré-determinados; os atacantes da DO terão a prerrogativa de atacarem para qualquer ponto da quadra. No caso, a sinalização será na primeira ação. Nas demais, serão feitos com a bola em jogo.

 

3 - É extremamente importante, e o treinador deve estimular e muito, a tomada de iniciativa, por ambos os jogadores, e a comunicação entre ambos, antes da bola entrar em jogo e enquanto a bola em jogo. Por exemplo, uma correção, uma breve recapitulação acerca de um procedimento, uma palavra de estímulo, um comentário, enfim, algo relacionado às ações realizadas e as a serem realizadas, etc.

 

4 - Quando me refiro ao ataque nas paralelas e/ou diagonais, estão incluídos todos os golpes: cortadas com toda potência, “meias” batidas, “largadas”, “lobs” etc.

 

5 – As segundas e/ou terceiras bolas devem ser lançadas, pelo treinador/colaborador, em diferentes pontos da quadra da dupla oponente. Por exemplo, no fundo da quadra, rente a rede, perto do jogador que estava no bloqueio, etc. O objetivo é o de diversificar o ritmo de execução nos exerçicios.

 

6 - É essencial a recomendação tática, pelo treinador, acerca dos pontos em que as bolas devem ser defendidas, levantadas, passadas, etc. Todos mencionados nos artigos sobre técnica individual.

Nos diagramas a seguir, três exemplos. No diag 1, sobre a defesa. A bola defendida por JD não deve ultrapassar as linhas (tracejadas em vermelho) dos pontos em que estão posicionados JD e JB.

No diag. 2, sobre o levantamento. Vamos supor que a bola defendida por JD fique rigorosamente a frente do ponto que este estava posicionado no momento da defesa. JB se desloca (seta tracejada em verde) e executa o levantamento. Pode ser para frente ou para trás. Todavia, na faixa compreendida pelas linhas tracejadas em vermelho, isto é, um pouco mais a frente, um pouco mais atrás. Coloco linhas horizontais (tracejadas em vermelho) para destacar um faixa, à esquerda de JD, em que, de maneira alguma a bola deve ser levantada.

No diagrama 3, JD defende uma bola, por exemplo, "largada". O passe deve ser para o alto (a fim de que tenha tempo de recuar e aproximar-se para o ataque) e entre as linhas tracejadas em vermelho.

Estas, diria, convenções são fundamentais. É procedimento tático individual, portanto, os jogadores devem estar conscientizados de que é uma regra. Obviamente, para facilitar o trabalho dos jogadores na construção do contra-ataque.

 

 

 

Continuação no art. 61, com outra Seqüência de Exercícios.

 

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