Estratégias/Táticas - Defensiva - Art. 52
Estratégias / Táticas – Bloqueio.
- Considerações sobre Fatores Essenciais para a Concepção da Estratégias e Táticas Defensivas.
Nos artigos / capítulos em que o Bloqueio foi focalizado como fundamento da técnica individual, estão mencionadas qualidades indispensáveis para uma performance.
Algumas são essenciais para o bloqueador, com vistas à boa eficiência individual, tais como:
- estatura;
- envergadura;
- qualidades físicas;
Outras influem significativamente na elaboração da estratégia e de táticas defensivas. Dentre as mais importantes:
- familiaridade com os pontos de referência no bloqueio;
- noção do tempo de bloqueio;
- percepção de direção da trajetória da bola.
Nota
Importante rever os artigos em que o Bloqueio está focalizado como fundamento da técnica individual: do 45 ao 51 (Clique).
A construção da Estratégia e das Táticas Defensivas é um trabalho meticuloso e requer considerações a cerca de vários pontos de grande importância; das equipes adversárias e da própria equipe.
Das Equipes Adversárias.
- Absoluto conhecimento de estratégias e de táticas das diferentes equipes participantes das competições em que a dupla estará envolvida.
- Conhecimento profundo das caracaterísticas individuais dos jogadores das equipes participantes das competições.
Da Própria Equipe.
- Aproveitamento, ao máximo, das características do bloqueador e do defensor, de acordo com o raciocínio que norteia a contrução da estratégia e da táticas a serem utilizadas.
- Estabelecer os procedimentos do bloqueador e do defensor diante de cada ação ofensiva da dupla adversária, a fim de obter a maior eficiência possível, isto é a conquista do maior número de posses da bola e/ou o maior número de pontos.
Considerados esses pontos, a contrução da Estratégia e as Táticas deve possuir algumas características.
1 - Adequação às Características dos Atletas.
A Estratégia e as Táticas Defensivas devem ser elaboradas de acordo com a real capacidade dos atletas, isto é, no bloqueio e na defesa, de discernimento tático individual, de tomadas de iniciativas.
2 - Dimensionamento Correto das Capacidades dos Atletas.
É necessário um dimensionamento correto das mencionadas no item anterior (1). Superdimensionar ou subdimensionar pode levar a inadequações, isto é: estabelecer algo que não é possível ser realizado; não obter aproveitamento compatível às mesmas.
3 - Investimento no discernimento tático individual.
O treinamento deve ter como objetivos a familiarização com os procedimentos no bloqueio e na defesa, e a assimilação dos raciocínio que foram levados em conta para o estabelecimento dos mesmos. Em outras palavras, o treinamento não é apenas executar o que é proposto pura e simplismente. Muito pelo contrário, os atletas não devem ser considerados robôs. Deve ser realizado a partir do entendimento de que o procedimento x ou y é realmente o que há de melhor a ser feito.
4 - Simulação – no treinamento – de situações de jogo mais próximas das que serão encontradas na competição.
Durante um campeonato ua equipe se depara com diversos tipos de duplas que atuam com diferentes estratégias e táticas ofensivas. O treinador, ainda que seja muito difícil, deve tentar elaborar o treinamento simulando todos os tipos de situações de jogo. Com altura do golpe, velocidade da bola, etc, tal qual como ocorre nos jogos. Ou seja, o nível do treinamento deve se aproximar, ao máximo, ao que será encontrado nas competições.
- Estratégias e Táticas Defensivas - Bloqueio - Tipo de Ações.
O Bloqueio é componente fundamental na concepção das estratégias e táticas defensivas. Deve ser considerado de três maneiras.
1 - Marcação do ponto.
Deve ser prioridade para o bloqueador; jamais uma obsessão. O bom bloqueador, de modo geral, possui as qualidades mencionadas anteriormente. Diante de determinadas situações de jogo, ele tem maiores possibilidades; diante de outras, menores possibilidades.
O que não deve passar por sua cabeça, de maneira alguma, que é intransponível, que o sucesso da ação defensiva depende, exclusivamente, dele, etc… Ou seja, conseguiu o bloqueio direto… ótimo; não conseguiu, existe a possibilidade do defensor conquista a posse da bola e, por conseguinte, o contra-ataque e, conseqüentemente, o ponto.
2 - Obstrução de determinada trajetória da bola.
A eficácia da estratégia e de qualquer tática defensiva resulta da performance do bloqueador… + … a do defensor. Partindo deste pressuposto, muitas vezes, o bloqueador tem como atribuição obstruir a passagem da bola para determinado ponto da quadra, por exemplo, para a diagonal, para a paralela, etc. Cabe ao defensor a defesa da bola atacada nos pontos, diria, vulneráveis. Cada qual cumprindo seu papel é muito maior a chance de sucesso da estratégia, isto é, da marcação de pontos; não havendo esta vinculação, a terefa torna-se mais difícil.
3 - Ponto de Referência para a Defesa.
É comum, mas muito comum mesmo, o combinado não poder ser realizado. Por virtude dos adversários, por equívocos na previsão do que pode ocorrer, enfim, por uma série de fatores. Nestes casos, não pode ocorrer a desmobilização do que foi combinado.
Por exemplo, o bloqueador combinou que vai fechar a bola. O defensor tem esta informação. Por algum motivo, como por exemplo, a bola é levantada afastada da rede, o bloqueador impossibilitado de cumprir sua atribuição, toma outra decisão qualquer. Outro exemplo. O bloqueador marca que vai fechar a passagem da bola para a diagonal. Por qualquer motivo, ele troca e fecha a paralela. Ora, o defensor tinha uma informação, posiciona-se de acordo com a mesma e, no exato momento do ataque, ocorre algo diferente do combinado. Muito provavelmente ele estará fora de jogo, ou seja, sem qualquer possibilidade de defender a bola. Isso pode ocorrer, ocasionalmente; não pode ser prática comum. Nestes casos, o recomendável é que o bloqueador marque posição, isto é, cumpra o combinado apenas para servir como Ponto de Referência para o Defensor.
Nota
A carcaterística do atacante adversário e as potencialidades do bloqueador e do defensor, são elementos fundamentais a serem considerados, no momento de estabelecer que marcação que deve ser adotada na estratégia ou em qualquer tática – eventual – defensiva.
No art. 53, Modalidades de Bloqueio para elaborar diferentes Estratégias / Táticas
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