Estratégias/Táticas - Art. 43

- Ataque.

- Exercícios para a Aprendizagem e para o Aperfeiçoamento.

- Sequência de Exercícios no. 08.

  - na cobertura do ataque,
Objetivos: ataque após a Recuperação da Bola:  
  - na volta da bola imprensada no bloqueio.

 

A bola recuperada na cobertura do ataque e após dividida sobre a rede por dois jogadores são situações de jogo que ocorrem com freqüência. Devem ser treinadas como item importante da técnica individual. O sucesso da ação depende da qualidade técnica no domínio da bola que é recuperada, no levantamento e, obviamente, no próprio ataque. A Sequência de exercícios que se segue tem em vista a familiarização diante da situação e a aprendizagem/aperfeiçoamento da execução dos fundamentos utilizados nas ações.

 

59 - O treinador/colaborador, do outro lado da rede, segurando uma tabuleta acolchoada, utilizada em sequências anteriores, sobre a rede (figura abaixo). O exercício começa com a dupla oponente sacando, sem qualquer grau de dificuldade, apenas para dar início ao exercício. O J1 recepciona. J2 levanta. J1 ataca na tabuleta acolchoada. A bola pode ser recuperada, após o toque no bloqueio por qualquer dos dois jogadores:

 

 

- quando pelo J1, ele tenta golpeá-la para o alto, afasta-se, perpendicularmente em relação à rede, espera a bola sair das mãos do J2 (no levantamento) e realiza novo ataque;

- quando pelo J2 (mais provável), ele tenta alçá-la para o alto, recua perpendicularmente em relação à rede, espera a bola sair das mãos do J1, (no levantamento) e ataca. O ataque é livre, isto é, com qualquer tipo de golpe.

 

60 - Idem exercício 59, com o saque inicial no J2.

61 - Neste exercício o Treinador deve contar com a participação de um jogador/colaborador fazendo as vezes de um jogador adversário. O exercício começa com o jogador dos jogadores, J1, por exemplo, alçando a bola sobre o bordo superior da rede. O próprio J1 e o jogador/colaborador saltam, concomitantemente, para a disputa da bola sobre o bordo superior da rede. A mesma é imprensada (Fig. 1, abaixo). O J1 deve ser instruído para ceder à pressão do bloqueador adversário. Com isso, faz com que a bola venha para o seu lado da quadra. Neste momento, ele a deixa cair, executa uma manchete de maneira que a bola vá bem para o alto (Fig. 2, abaixo), recua perpendicularmente em relação à rede, espera a bola sair das mãos do J2 (no levantamento) e a ataca.

 

 

62 - Idem exercício 61, com o J2 começando o exercício.

 

Nota

Nos exercícios apresentados até aqui, o treinador deve chamar atenção para um aspecto tático individual. Por ocasião da recuperação da bola, o jogador que a realiza deve, na medida do possível:

- alçá-la de modo que possa recuar, perpendicularmente em relação à rede, a fim de obter espaço para fazer uma aproximação adequada para o ataque;

- alçá-la, também, na mediada do possível, entre o ponto em que se encontra e o ponto em que o outro jogador (o que levanta) se encontra.

Em suma a bola deve ser alçada entre os dois jogadores. No diagrama a seguir, exemplifico. J1 ataca e recupera a bola. J2, que de modo geral está posicionado para a cobertura do ataque, pode estar à sua direita/à sua esquerda. A bola (recuperada) deve ser alçada entre o ponto em que J1 recupera a mesma e o ponto em que J2 está posicionado (linhas verticais tracejadas em azul).

 

 

O jogador que executa o levantamento, por sua vez, deve, na medida do possível, considerar em que condição está o jogador que recupera a bola e que vai atacar:

- caso esteja em boas condições (recuou o suficiente e está pronto para o ataque), o levantamento é normal;

- caso não esteja em boas condições (não recuou ou não recuou o suficiente), existem duas alternativas;

1. executar o levantamento alçando a bola mais alta do que o normal,

2. atrasar a execução do levantamento, ou seja, deixar a bola cair ao máximo e levantar com a manchete (com o corpo agachado e/ou até com um os joelhos no chão).

Em ambas as alternativas o objetivo deve ser o de propiciar tempo ao jogador que ataca um melhor recuo e, consequentemente, uma aproximação adequada para o ataque. Vale lembrar, com toda ênfase, que esses procedimentos devem ser treinados até que fiquem assimilados e automatizados.

 

63 - Neste exercício e nos seguintes, vamos utilizar uma Trinca fazendo o papél de uma Dupla Oponente, como na sequência anterior. A mesma dinâmica do exercício 59. A ação começa com um saque sem qualquer grau de dificuldade, em J1 e J2 alternadamente. J1 ataca no ataque do bloqueador. J2 recupera na cobertura. J1 ataca. A Trinca Oponente tenta o bloqueio/ponto ou a posse da bola pela defesa. Conseguindo, o jogo continua até que um dos times marque o ponto. Finalizada a ação, o próximo saque é em J2.

64 - Mesma dinâmica do exercício 63. Agora a ação começa com a bola disputada sobre o bordo superior da rede entre J1 e o bloqueador da Trinca Oponente.

 

- Aspectos Técnicos e Táticos a serem observados durante a execução dos exercícios.

1 - A execução dos exercícios desta sequência requer boa capacidade técnica individual e, acima de tudo, elevado espírito de colaboração; dos jogadores da Dupla em Treinamento (DT) e da Trinca Oponente (TO). As cortadas no bloqueio e as bolas divididas sobre o bordo da rede são meios auxiliares para um bom aproveitamento com o treinamento. O jogador-bloqueador da TO tem que executar o bloqueio de maneira que seja possível a recuperação pela cobertura. O mesmo nas bolas divididas. Ele tem que empurrar a bola de tal maneira que o jogador da DO possa ceder à pressão e recuperá-la na cobertura.

Vale lembrar. É um tipo de treinamento que pode não sair perfeito, com fluência, nas primeiras vezes que são realizadas. Justamente por causa da dificuldade de execução de parte a parte. Requer um pouco de paciência. Na medida em que for sendo repetindo a fluência melhora e, por conseguinte, o aproveitamento torna-se máximo.

2 - A fim de diversificar o treinamento e, com isso aumentar a motivação dos jogadores, o treinador deve estabelecer os alvos na quadra oposta de maneira programada. Ou seja, um alvo a cada treinamento, um alvo em cada sessão, um alvo a cada situação de jogo, etc. Nesta sequência, entretanto, o ataque é realizado em situação muito especial, ou seja, podem ocorrer imperfeições na recuperação da bola (na cobertura do ataque), no levantamento e no golpe de ataque.

Prevendo isso, o tipo do ataque deve ser adequado à cada situação. Por exemplo: ataque para o fundo da quadra, "explorada" do bloqueio, etc. Atacar por meio de "largadas", por exemplo, pode ser alternativa óbvia e ineficaz; não atacar, a pior alternativa.

3 - Além de estabelecer alvos na quadra oposta, o treinador deve estabelecer, também, com que tipo de golpe pelo qual o ataque deve ser realizado (toque, manchete, cortada, "soquinho", "caixinha", "lob", etc.). Esta atribuição contribui para desenvolver a sensibilidade de ataque dos jogadores. O ideal é que todos os exercícios sejam realizados com a utilização de todos os golpes de ataque.

4 - Em todos os exercícios, é essencial corrigir e ajustar a primeira aproximação e a aproximação final para o ataque. Nos exercícios dessa sequência só é possível, quando muito, a aproximação final. O ato de recuperar a bola recuar o máximo possível é fundamental para ganhar o maior espaço e, com isso, realizar uma aproximação adequada.

5 - Outra maneira de motivar os jogadores e habituá-los ao compromisso com o acerto, é estabelecer metas. Por exemplo, instituir séries com número de acertos (8 em 10 ações, 6 em 8, 5 em 6, etc...) a serem alcançados.

6 - Em razão das dificuldades mencionadas, o treinador deve criar mecanismos e cobrar dos jogadores; a "cantada", após o levantamento e a olhada para o lado do adversário, antes do ataque.

 

Cont. no art. 44, com outra Sequência de Exercícios.

 

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