Estratégias/Táticas - Art. 42

- Ataque.

- Exercícios para a Aprendizagem e para o Aperfeiçoamento.

- Sequência de Exercícios no. 7.

- Objetivo: consolidar a estratégia de ataque após a recepção do saque longo.

No artigo 41, o Ataque foi realizado forjando-se umas situações de jogo possíveis: depois da recepção do Saque Curto. Como vimos, requer uma série de procedimentos do jogador que recebe e ataca e do jogador que levanta. O produto final, isto é, o sucesso do ataque resulta justamente na observação de tais procedimentos.

Na Sequência que será apresentada, vamos sugerir exercícios nos quais o ataque será executado depois da recepção do Saque Longo. Vejamos quais procedimentos são importantes para a que a ação ofensiva seja bem sucedida.

 

51 - O Treinador/Colaborador sacando no fundo da quadra. Em três pontos, de modo alternado: entre os dois jogadores; na metade direita e na metade esquerda. Na direita, J1 se desloca para o fundo e à direita, recepciona o saque enviando a bola para a Zona de Levantamento. J2 se desloca para a Zona de Levantamento e executa o mesmo para o ataque de J1. Finalizada a ação, inicia-se a seguinte com o saque em J2, na metade esquerda da quadra. O Treinador determina o tipo de golpe a ser executado e os pontos da quadra oposta a serem buscados.

Nos diagramas a seguir, a dinâmica dos exercícios. No da esquerda o saque direcionado à metade direita da quadra, para J1. No da direita para J2. As setas tracejadas em vermelho e azul representam os deslocamentos de ambos.

 

 

Nota Importante

 

Muitas vezes J1 não consegue enviar a bola para a Zona de Levantamento. No diagrama a seguir, um exemplo em que a bola, depois da recepção fica no terço central da quadra. Essa situação de jogo requer observação de ambos os jogadores para - passo a passo - os seguintes procedimentos:

- J1 executa a recepção e faz duas aproximações. A primeira até a mesma linha em que o Jogador-Levantador (J2) executa o levantamento (linha tracejada em verde). Deste ponto, aguarda a saída da bola das mãos de J2 para, então, fazer a aproximação final para o ataque. Quando passa da linha J2, dificulta o ângulo da trajetória do levantamento; a impressão que se tem é a de que bola vem às costas.

- J2 se desloca e analisa o posicionamento em que J1 se encontra. No caso do recomendado (parágrafo anterior) de executar o levantamento com as seguintes características:

a - a bola tem que sair de suas mãos bem alta de modo chegar suficiente alta na rede;

b - a trajetória da bola é praticamente perpendicular em relação à rede, ou seja, entre o ponto em que executa o levantamento e ponto em que J1 salta para atacá-la (seta interrompida em verde).

 

No diagrama da esquerda, a mesma situação com J2. Repare que este tem a possibilidade de fazer a primeira aproximação saindo da quadra, a fim de proporcionar ângulo mais favorável à trajetória do levantamento. Logo, recepciona, sai da quadra pela linha lateral, aguarda o levantamento e faz a aproximação final para o ataque.

 

 

 

52 - A mesma dinâmica do exercício 51, com um meio auxiliar: as tabuletas (retângulos verdes, no diagramas anteriores). Os atacantes têm que atacar por cima e pelos lados da mesma, e buscar os pontos da quadra oposta, de acordo com a determinação do treinador.

53 - Mesma dinâmica dos exercícios 51 e 52. Agora o saque, no fundo da quadra, entre os dois jogadores.

 

 

 

Notas

 

- A nota anterior vale para essa circunstância da recepção e aproximação para o ataque. O ideal é que os jogadores recepcionem o saque enviando a bola para a Zona de Levantamento, com altura tal que lhes seja possível atacar nas extremidades da rede (setas tracejadas, em vermelho e azul mais fortes).'

- Muitas vezes não é possível. Logo, a saída tática é atacar no terço central da rede. No caso o jogador recepciona o saque e faz sua aproximação retilineamente (setas tracejadas, em vermelho e azul mais claros). A trajetória da bola do levantamento é praticamente perpendicular em relação ao terço central da rede. O jogador-atacante deve aguardar a saída da bola, no levantamento, para então iniciar sua aproximação para o ataque.

- Novamente, J2 tem a possibilidade de recepcionar e sair da quadra pela linha lateral, a fim de propiciar ângulo favorável à trajetória da bola do levantamento.

 

54 - Mesma dinâmica do exercício 53. O saque, no fundo da quadra, entre os dois jogadores. O ataque é realizado com as tabuletas. O Treinador deve estabelecer os tipos de golpes e os pontos da quadra oposta a serem buscados.

55 - O objetivo dos exercícios sugeridos a seguir é o de submeter a eficiência da estratégia ofensiva, após a recepção de diferentes saques: situações semelhantes às encontradas no jogo. O Treinador utiliza 3 jogadores do lado contrário, fazendo o papel de uma dupla oponente. Armam-se da seguinte maneira: um no bloqueio e dois na defesa. Obviamente para aumentar o grau de dificuldade da a ação ofensiva da dupla em treinamento.

O exercício é em forma de um "joguinho", cujo as regras são:

1. apenas a trinca oponente saca; curto.

2. a trinca oponente arma-se com um no bloqueio e dois na defesa. No caso de defesa, o contra-ataque só pode ser realizado pelo jogador que defendeu; o levantamento pode ser feito pelo bloqueador e/ou pelo outro jogador da defesa.

3. o saque é curto, executado por um dos três jogadores oponentes.

4. os saques têm que ser colocados, alternadamente, em um e outro jogador da dupla em treinamento.

5. a dupla em treinamento recepciona, levanta e ataca, como o fazem em um jogo.

6. a trinca oponente empenha-se para não deixar a dupla em treinamento marcar o ponto.

No diagrama a seguir, a mecânica do exercício. Um dos jogadores da trinca oponente saca (curto) e coloca-se para a defesa. O segundo já fica no seu posicionamento de defesa. O terceiro é responsável pelo bloqueio. As os retângulos coloridos e as linhas tracejadas (em vermelho) na quadra da dupla em treinamento representam os locais em que os saques devem ser direcionados.

 

 

O Time Oponente (TO) executando saques curtos. J1 se desloca para frente, recepciona o saque, recua o máximo possível e parte para o ataque. O J2 se desloca para a zona de levantamento; quando o saque for no J2, os papéis invertem-se. O retângulo amarelo representa a área em que os oponentes tentarão colocar os saques curtos. Os tipos de ataque são de acordo com a conveniência dos jogadores. O objetivo é marcar o ponto.

 

56 - Idem 55, com os saques sendo colocados no fundo da quadra. No diagrama anterior, o retângulo azul, próxima da linha do fundo, representa a zona em que os saques devem ser dirigidos. Os jogadores J1 e J2, alternadamente, deslocam-se para trás, recepcionam o saque, fazem a primeira aproximação, aguardam o levantamento e a aproximação final para o ataque.

57 - Idem 55, com os saques sendo colocados o mais próximo das linhas laterais. As linhas tracejadas em vermelho, paralelas às linhas laterais, delimitam as zonas em que os saques devem ser colocados. O J1 e J2, alternadamente, deslocam-se lateralmente, recepcionam o saque, fazem uma primeira aproximação, aguardam o levantamento e a aproximação final para o ataque.

58 - Idem 55, com o saque entre os jogadores da dupla em treinamento. O retângulo tracejado verde, no diagrama anterior, determina a região em que os saques devem ser dirigidos. O jogador que está em diagonal, em relação ao ponto em que o saque é desferido, deve se responsabilizar pela recepção do saque colocado entre os dois passadores.

 

- Aspectos a serem observados durante a execução dos exercícios.

 

Os exercícios desta Sequência são muito úteis para a consolidar a estratégia ofensiva da equipe. O expediente de colocar o Time Oponente com 3 jogadores aumenta muito o grau de dificuldade para a marcação do ponto. Os jogadores da dupla, em treinamento, precisam ter eficiência máxima na primeira ação ofensiva, isto é, precisão na recepção do saque e do levantamento e, sobretudo, grande potência de ataque. Pelo fato de a equipe oponente dispor de um bloqueador e dois defensores, a probabilidade de sucesso do ataque por meio de "largadas" é muito pequena. Ou seja, os atacantes têm que ter, sempre, a intenção de atacar com cortadas fortes.

Outra qualidade que os exercícios contribuem para aperfeiçoar é a capacidade da dupla em executar as transições dos sistemas:

- do ofensivo para o defensivo, no momento em que a equipe oponente conquista a posse da bola;

- do defensivo para o ofensivo, no momento em que, em ações subsequentes, a dupla em treinamento conquista a posse da bola.

Outra importante função que se desenvolve é a cobertura de ataque. Como a tônica é de ataques por meio de cortadas fortes, aumenta a probabilidade de sucesso do bloqueio adversário. No caso de sucesso na cobertura, a dupla em treinamento tem que ser eficaz no reataque.

Esta sessão de exercícios constitui intenso trabalho físico, uma vez que a bola fica mais tempo em jogo. Por isso, o treinador deve estipular o número de bolas em jogo em e os intervalos entre as mesmas.

 

Cont. no art. 43, com outra Sequência de Exercícios.

 

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