Estratégias/Táticas - Art. 35

Ataque

- Ataque da Bola de Segunda. (no Segundo Toque).

 

- Situação de Jogo.

Ocorre após a recepção do saque, de uma defesa, de um toque da bola no bloqueio, etc... A bola, nestes casos, fica alta e próxima da rede e em condições de ser atacada no Sugundo Toque. Pode ser realizada de maneira intencional ou circunstancial.

 

- Intencional.

É realizada de maneira intencional, por ocasião da recepção do saque ou da defesa. O jogador que a recepciona ou a defende, o faz alçando a bola alta e em direção a rede, para que o companheiro a ataque. O atacante tem 3 opções:

a - atacar a bola por meio do golpe que considerar mais conveniente, no caso do adversário não ter, ainda, armado o seu sistema defensivo;

b - atacar a bola com uma colocada utilizando toque, manchete ou cortada com os pés no chão, no caso do adversário não estar armado defensivamente;

c - fintar o ataque e executar o levantamento para o companheiro atacar no terceiro toque, no caso de não ter a convicção de que o ataque de 2a. é conveniente.

 

Nota

Em muitas ocasiões o jogador que tem a possibilidade do ataque no segundo toque, por algum motivo, não sente-se suficientemente convicto de que o ataque é a opção apropriada. Natural. Como é o segundo toque, pode ainda realizar o levantamento para o ataque do companheiro, no terceiro toque.

 

- Procedimentos do Jogador que Levanta.

 

- No Momento da Recepção do Saque ou da Defesa.

- Posicionar-se, na medida do possível, em frente da bola e de frente para o local em que passará/levantará a bola.

 

- No Momento do Levantamento.

- Alçar , entre si e o atacante, a bola suficiente alta e afastada da rede (cerca de 1 metro ), de maneira que o atacante tenha tempo para se deslocar e atacá-la com total equilíbrio.

 

- Após o Levantamento.

 

- Aproximar-se para o ataque, como o faz normalmente, uma vez que, o atacante pode optar pelo levantamento;

- Encorajar o companheiro para realizar o ataque, "cantando"; ninguém no bloqueio !, tá sozinho !, porrada !, etc...

- Dirigir-se para o local do ataque, para que, no caso de bloqueio, realizar a cobertura.

 


 

- Procedimentos do Jogador que Ataca.

 

- No Momento da Recepção do Saque.

- Aproximar-se para a Zona de Levantamento, como o faz normalmente.

 

- No Momento da Aproximação.

- Ao perceber a intenção do companheiro, em levantar a bola para o ataque de Segunda, acelerar a aproximação;

- Alargar ao máximo as passadas finais, a fim de saltar o mais verticalmente possível.

 

- No Momento do Salto.

- Posicionar-se com o eixo do seu corpo rigorosamente sob a bola.

 

- No Momento do Golpe.

- De modo geral, os adversários estão se posicionando para o bloqueio e para a defesa. Com isso, o mais importante é optar pelo golpe no sentido contrário, ao que os jogadores estão se deslocando.

- Executá-lo sem hesitar

.


 

- Circunstancial.

 

É realizada nas seguintes circunstâncias.

1 - Com bola na quadra da própria equipe:

 

- bola recepcionada, imperfeitamente, que se dirige para o lado oposto da rede e, ainda alta, pode ser atacada no Segundo Toque;

- uma defesa em que a bola não é dominada e se dirige para o lado oposto da rede e, ainda alta, pode ser atacada no Segundo Toque;

- uma bola que toca no bloqueio e permanece alta nas proximidades da rede.

Os dois primeiros casos são decorrentes de erros da própria equipe. O terceiro, de um lance de sorte.

 

2 - Com a bola na quadra da equipe adversária:

- bola recepcionada, imperfeitamente, vem na "de graça" e é levantada para ataque no Segundo Toque;

- uma defesa em que a bola não é dominada e vem "de graça" e é levantada para o ataque no Segundo Toque;

- uma bola que toca no bloqueio, sobe, passa para o lado oposto da rede, e é levantada para o ataque no Segundo Toque.

Em ambos os casos, os procedimentos do jogador que executa o levantamento e o que ataca são os mencionados anteriormente. Alguns aspectos de grande importância.

1 - O Ataque no Segundo Toque é um opção tática que, como vimos anteriormente pode ser intencional - opção tática - ou circunstancial. Uma e outra alternativa deve ser treinada sistematicamente. De maneira aproveitar as oportunidades. Por exemplo. É cada vez mais comum a opção tática das duplas se utilizarem de saque curtos com intenção de dificultar a recepção e a movimentação do jogador que a ataca. É uma oportunidade. Por ocasião da recepção, o jogador recepciona alçando a bola de modo propiciar a o ataque no Segundo Toque. Neste caso os procedimentos - do jogador que recepciona e do que ataca - devem estar absolutamente estabelecido, a fim de que a oportunidade não seja perdida bisonhamente.

2 - Ambos os jogadores devem aventar a reação dos adversários. Isto é, podem encontar o bloqueador bem postado e preparado para ação. Neste caso, os fundamentos tanto do levantamento com do ataque devem executados perfeitamente. É comum, mas muito comum mesmo, o jogador que ataca não considerar a ação do adversário e atacar de qualquer maneira. Ou seja, cometendo erros fundamentais, tais como:

- não se posicionar corretamente em relação à bola

- deixar a bola baixar - não atacar no ponto mais alto;

- cortar em linha reta

- não aventar outros tipod de ataque, como "largadas" e "lobs" no fundo da quadra;

- o jogador que levanta não se posicionar para a cobertura;

- etc.

3 - Nas situações de jogos que decorrem de erros, da própria equipe ou da adversária, toda atenção no jogo é... pouco. Repito, as ações são muito rápidas e requerem velocidade de raciocínio e execução dos fundamentos.

 


 

 

- Conclusão

 

Nunca é demais enfatizar, como venho fazendo ao longo de todos os artigos sobre o Vôlei de Praia, que existe diferença entre o fundamento e a função/ação. O fundamento do ataque é a cortada, a "largada", etc... Já o ataque como função/ação ofensiva decorre de funções/ações precedentes. Por isso, fiz questão de apresentar o ataque nas mais variadas situações de jogo. Procurei ser minucioso no detalhamento dos procedimentos de ambos os jogadores, em todas as situações de jogo. Lembro que fiz o mesmo para com a recepção do saque e o levantamento.

Recomendo acessar Vôlei de Praia > Técnica Individual. Estão listados artigos sobre, obviamente, a técnica individual dos fundamentos requeridos para a execução das funções/ações do sistema ofensivo; do Recepção, Levantamento e Ataque.

Com isso, é possível planejar o treinamento global de uma equipe relacionando-se, passo a passo: o sistema a ser trabalhado; as situações de jogo a serem treinadas; as funções/ações específicas de cada situação; os fundamentos da técnica a serem aperfeiçoados. Num quadro sinótico a seguir, o exemplo de um dos itens; o Ataque após a Recepção do Saque.

 

Sistema

Situação de Jogo

Função/Ação

Fundamento da Tec. Individual

Sist. Ofensivo

Ataque, após a Rec. do Saque

- Recepção

- manchete p/ a rec. do saque

- toque p/ o levantamento

- manchete p/ o levantamento

- Levantamento

- toque p/ o levantamento

- manchete p/ o levantamento

- Ataque

- cortada, na diagonal longa e na paralela

- "largada", atrás do bloq. e diagonal curta.

- "meia batida", no fundo, diagonal e paralela

 

A idéia e realizar todo treinamento de modo encadeado. Isto é, um sistema, as situações de jogo mais requeridas, os fundamentos específicos, etc...

Vamos raciocinar juntos. Por exemplo: a sessão do treinamento tem em vista melhorar o rendimento ofensivo da equipe. De que adianta trabalhar fundamentos requeridos em ações defensivas. O toque e a manchete são requeridos para execução de ações ofensivas, ou seja, na recepção saque e no levantamento. Em ações defensivas, também. Mas a natureza da prática é bastante diferente. Na ofensiva, o objetivo é a precisão nas trajetórias da bola. Na defensiva, é o contrário; o objetivo é o amortecimento, o controle da bola, etc...

Bem o que gostaria de deixar claro, com estes exemplo, é o grau de importância do aspecto objetividade no treinamento global. No momento em que o conteúdo possui vínculos entre sistemas, funções, fundamentos, como exemplificado acima, a tendência é de que este se torne mais objetivo. Em um treinamento longo, este fator é de extrema importância, uma vez que, é possível poupar tempo e, ainda mais importante, a saúde dos atletas.

 

Cont. no art. 36 com Sequências de Exercícios para o Aperfeiçoamento do Sistema Ofensivo.

 

Home

Ir para Menu Vôlei de Quadra