Estratégias/Táticas - Art. 34

Ataque

- Ataque da Bola de " Xeque ".

A Bola de Xeque - nome popular no Brasil - é a que enviada da quadra do adversário passa rente a rede e é propícia para o ataque no primeiro toque. De modo geral, decorre:

 

- recepção de saque, incorreta, em que a bola volta à quadra da dupla que sacou;

- defesa em que a bola não é amortecida ou é golpeada mais forte que o necessário e volta à quadra da dupla que atacou;

- levantamento imperfeito, da dupla oponente, em que a bola passa para o lado do adversário;

- qualquer bola enviada para o lado do adversário, que passa rente ao bordo superior da rede.

 

De modo geral, é uma ação individual e muito rápida. É concretizada por qualquer um dos dois jogadores e, portanto, os dois devem estar igualmente atentos para aproveitarem as oportunidades que surgem com grande frequência, sobretudo, nos jogos em que há vento.

 

- Procedimento do Jogador que Ataca.

 

No momento em que se depara com a situação de jogo, deve decidir entre:

a - atacar com uma cortada forte, quando o adversário não se rearma para bloquear;

b - atacar com uma cortada colocada, quando o adversário consegue rearmar-se e tenta o bloqueio. Uma cortada inconsequente pode possibilitar o bloqueio pelo adversário;

c - bloquear (gesto do bloqueio) golpeando a bola ligeiramente para os lados (evitar golpear reto e para baixo), quando a cortada torna-se arriscada, uma vez que o adversário pode estar adequadamente postado para o bloqueio;

d - golpear com um "soquinho" para o fundo da quadra, quando os dois jogadores da dupla adversária estão nas proximidades da rede.

 

De qualquer maneira, a ação deve ser realizada com a maior velocidade possível. É muito importante a "cantada" do companheiro, pois está fora do lance e tem uma melhor visão do posicionamento dos jogadores adversários.

 

Nota

Fiz questão de apresentar o ataque após a Cobertura do Ataque e da Bola da "Xeque", além das mais frequentes, com o intuito de enfatizar as suas importâncias, sobretudo no Vôlei de Praia. Como venho mencionando e continuarei a fazê-lo, a modalidade possui uma dinâmica peculiar na qual essas situações ocorrem com altíssima frequência e, pelo que tenho observado, não há preparação correspondente. De um modo geral, o ataque é praticado em "bate-bolas" e após a Recepção.

Após o Toque no Bloqueio e após a Defesa, de alguma forma é treinado por ocasião de "coletivos" e jogos amistosos. A Cobertura do Ataque, por vários motivos, não é treinada; no jogo, evidentemente, não é sequer realizada e a bola, muitas vezes, não é recuperada.

A Bola de "Xeque" é tida como de fácil ataque e não se considera necessário treiná-la. O resultado é que muitas oportunidades de ponto são desperdiçadas, principalmente no vôlei feminino.

 

Cont. no art 35, com o Ataque de Bola de Segunda.

 

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