Estratégias/Táticas - Art. 25

- Ataque

- Situações de Jogo que precedem o Ataque (cont. do art. 24).

 

- Ataque após a Defesa ou Toque do Bloqueio (contra-ataque).

 

É a situação de jogo na qual o ataque decorre da conquista da posse da bola, por ocasião de uma defesa e/ou um toque no bloqueio e da preparação da mesma com o levantamento. Existe grande diferença entre as duas situações e procedimentos distintos a serem observados.

 

- Ataque - Contra-Ataque - após a Defesa.

É ação difícil, pois a bola, nestes casos, raramente é controlada perfeitamente e direcionada - de modo ideal - para a zona de levantamento. Requer extrema habilidade do jogador que executará o levantamento, pois estará provavelmente deslocando-se de um posicionamento defensivo ou saindo do bloqueio. A fim de realizar um bom levantamento, :

 

A - Terá que se deslocar velozmente, posicionar-se sob a bola, a fim de fazer um levantamento em boa condição de ataque. Nos diagramas, o JB está no bloqueio e após a defesa do companheiro JD, se desloca (seta tracejada em azul) para executar o levantamento, enquanto o JD se desloca e se aproxima para atacar (seta tracejada em vermelho).

Chamo atenção para a área em cinza tracejada. É a área na qual a bola deve permanecer após ser controlada pelo JD - por ocasião de uma defesa e/ou uma recepção do saque.

 

B - Terá que avaliar a situação em que está o cortador após a defesa, a fim de discernir se deve esperar ou não e, com isso, executar um levantamento mais alto ou não.

Nos diagrama a seguir, uma outra situação de jogo que requer raciocínio do jogador que levanta (JB). A bola é defendida pelo JD e permanece na área ideal, retângulo tracejado em azul claro). JBse desloca para o local em que bola tem que ser levantada. O levantamento deve ser realizado entre a linha do jogador que defende (JD) e a linha do jogador que levanta (JB), tracejadas em vermelho e azul claros, respectivamente. Duas trajetória do levantamento são possíveis. Para a extremidade da rede (a ideal). Ou, perpendiculamente em relação à rede; entre as linha de JD (tracejada em vermelho claro) e a de JB (tracejada em azul claro). Em ambas, é fundamental que a bola saia bem para o alto (da mãos do levantador, de maneira chegar ainda alta no ponto do ataque.

 

 

 

O ataque após a defesa - o conta-ataque - requer, sob o aspecto físico, de atacante e levantador, extrema velocidade de deslocamento. O primeiro sairá do bloqueio e deslocar-se-á para o ponto em que a bola se encontra a fim de executar o levantamento. O segundo, aproximar-se-á para o ataque após uma defesa que pode ser realizada em um local distante daquele em que fará a aproximação final para o ataque..

Sob o aspecto tático individual requer também tirocínio do jogador levanta e o que ataca, pelas capacidades que ambos têm que ter para avaliarem as circunstâncias de cada momento.

 

Nota

Vale lembrar que as ações que envolvem o contra-ataque são realizadas, muitas vezes, sob exaustão física.

 


 

- Ataque - Contra-Ataque - após o Toque da Bola no Bloqueio.

 

É uma das ações mais complicadas do vôlei de praia, uma vez que, a regra - diferentemente do vôlei de quadra - determina que após o toque da bola no bloqueio só é permitido mais dois toques. Ocorre que, muitas vezes, a bola quando toca no bloqueio toma direções imprevisíveis. No caso, o segundo toque, na medida do possível, deve ser o levantamento para o ataque do jogador que está no bloqueio. Ora, vejam quantos procedimentos devem ser realizados pelos dois jogadores.

1 - O jogador que está no bloqueio tem que tocar o solo, afastar-se da rede o máximo possível e aproximar-se para o ataque.

2 - O jogador que está na defesa tem que se deslocar, alcançar o ponto em que a bola é levantada e executar o levantamento. Importante: avaliar as condições que o companheiro se encontra a fim de levantar a bola mais alta, mais próxima/mais afastada da rede, etc.

A seguir, exemplifico os procedimentos. No diag. 5, o jogador que está no bloqueio (JB) tem que se recuar diagonalmente (se possível) o mais rapidamente possível. Tendo em vista conseguir fazer a melhor aproximação para o ataque (possível) e ainda propiciar o ângulo favorável à trajetória da bola no levantamento. Está mencionado o posicionamento de jogador-defesa (JD) e seus deslocamentos (linhas tracejada em vermelho) para pontos em que a bola deve ser levantada. A setas interrompida em azul claro significam as trajetórias da bola levantada.

No diag. 6, a mesma situação de jogo com o bloqueio sendo executado na saída da rede. JB sai do bloqueio recuando. De preferência sem sair para além da linha lateral (atacantes destros); os canhotos podem sair além da linha lateral. Estão em destaque a trajetória do levantamento (seta interropida em azul claro) destacadas e o deslocamento de JD para o ponto do levantamento.

No diag. 7, uma situação de jogo especial. A toca no bloqueio e sai da quadra pela linha lateral. Repare que, neste caso, o JB pode recuar no sentido do centro da quadra e atacar no terço central da rede. Obviamente, com o objetivo de propiciar o ângulo favorável para o levantamento. Repare que o deslocamento de JD, para realizar o levantamento, é bem longo.

 

 

 

 

Nos diagramas pode-se notar que o levantamento é bastante difícil em pontos em que a bola e o atacante encontram-se praticamente na mesma linha. Em ambos os casos é altamente requerido ao levantador:

1 - grande velocidade no deslocamento,para chegar no ponto da quadra em que fará o levantamento;

2 - extraordinária capacidade técnica individual, para executar o levantamento em circunstâncias especiais;

3 - discernimento tático individual, a fim de avaliar corretamente;

- o tempo do levantamento - avaliar se deve acelerar ou atrasar a execução do levantamento (deixando a bola cair ou não),

- a altura da trajetória da bola - alçar a bola mais alta ou não, a proximidade da bola em relação à rede,

- o ângulo da trajetória da bola em relação à rede e em relação ao atacante - imprimir trajetória da bola mais curta ou mais esticada, etc...

 

Notas

- Importante salientar três aspectos fundamentais, tanto na situação de jogos em que a bola é defendida quanto na que a mesma toca no bloqueio.

1 - A movimentação de ambos os jogadores deve ser extremamente rápida, pois, muitas vezes, não há tempo para que ambos realizem até ações menos complicadas quanto mais as especiais. Vou mais além: são ações que destituem jogadores de jogadores e times de times.

2 - Por se tratar de ações especiais é requerido aos dois jogadores enorme discernimento tático individual e, obviamente, extraordinário entrosamento entre eles.

3 - Ambas as situações - após a defesa e após o toque no bloqueio - devem ser treinadas, entre outras, de duas maneiras bem distintas:

a - com ensaios de maneira que os procedimentos fiquem bem assimilados;

b- em simulações bem reais, ou seja, com auxílio de uma dupla oponente.

 

- Adriana Behar e Shelda, consagradíssima dupla brasileira, é um exemplo vivo de uma dupla que desempenha com extraordinária competência o ataque após a defesa e/ou o toque no bloqueio, sobretudo pela grande capacidade ambas têm para o levantamento.

- Ricardo e Zé Marco, dupla que fez a final olímpica, em Sidney, 2002, perdeu o jogo, sob meu ponto de vista, porque desperdiçou alguns contra-ataques, em momentos decisivos, após defesas fantásticas de Zé Marco.

 

O ataque após a defesa ou toque no bloqueio pode ser efetuado das maneiras a seguir focalizadas:

 

- De Bola Alta.

- Situações de Jogo.

- Defesa ou Toque no Bloqueio em que a bola é levantada de local distante da zona de levantamento.

- Defesa da bola "Largada" próxima da rede, na qual o jogador-defensor (JD), após a defesa, tem que recuar a fim de fazer uma aproximação adequada para o ataque.

- Defesa da bola "Largada" atrás ou próxima do bloqueio recuperada pelo próprio jogador-bloqueador (JB), que o mesmo terá que recuar a fim de aproximar-se apropriadamente para o ataque.

 

- De Bola "Chutada", "Barriguda" ou Meia Bola.

- Situações de Jogo.

- Após uma defesa em que o jogador envia a bola para a zona de levantamento de tal forma que pode fazer sua aproximação apropriadamente.

- Bola "De Graça", passada pelo adversário.

 

Notas

- A bola "Chutada" é levantada quando a distância entre o levantador e o cortador é maior.

- Na bola "De Graça" passada pelo adversário não há bloqueio. Os dois jogadores a esperam do mesmo modo que o fazem na recepção. Por motivo tático deve recebê-la o melhor atacante.

 

Continuação no artigo 26, com Ataque após a Recepção do Saque.

 

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