Estratégias/Táticas - Art. 24
- Ataque
- Grau de Importância na Estratégia/Tática Ofensiva.
O ataque é a ação final do sistema ofensivo e/ou da transição do sistema defensivo para o ofensivo, quando as funções precedentes (recepção do saque e/ou defesa e levantamento) das sequências são bem sucedidas. O sucesso da ação ofensiva resulta:
- quando o saque é desferido pelo adversário ("side-out"); da eficácia da recepção do saque e do levantamento,
- quando o saque é da própria equipe, o ataque (contra-ataque); do controle da bola pela defesa e/ou após um toque do bloqueio.
Em outras palavras, o ataque é a ação que conclui e é consequência das ações precedentes, ou seja, do controle e da preparação da bola:
- a recepção e na defesa domina-se a bola que era do adversário;
- o levantamento é a preparação.
As três funções são igualmente importantes para o sucesso da estratégia ofensiva.
A marcação sistemática de pontos por meio do ataque constitui-se no ponto de equilíbrio - emocional e psicológico - de uma dupla. Isto é, o ataque influi significativamente no expediente emocional do jogador. Quando ataca desembaraçadamente e é bem sucedido, o atleta ganha confiança e motivação para desempenhar as demais funções. Quando não o faz, irrita-se, perde o controle facilmente e apresenta um decréscimo de rendimento.
Faço esta observação com o objetivo de chamar a atenção para um fator muito importante. O jogador deve saber "o porquê" do erro e também do acerto. Ambos, repito, acertos e erros ocorrem em virtude de uma série de fatores, como focalizei na parte que trata da técnica individual (vôlei de praia>técnica individual>meios de ataque).
Como vimos, o cortador tem chance de sucesso quando executa corretamente todos os procedimentos para a execução do golpe propriamente dito, repetindo:
- a aproximação;
- o salto;
- os movimentos do tronco e dos braços;
- golpeia a bola no ponto mais alto possível.
Além disso, para um ataque contundente, existem outros fatores como o "timing", o ponto e o momento exato em que a bola deve ser golpeada, adicionalmente às qualidades físicas indispensáveis. Isto tudo pode ser obtido com o treinamento e será melhor assimilado quando o jogador entender que o ataque é consequência de uma série de fatores físicos, técnicos e racionais.
Outro aspecto que saliento é o de que o jogador deve ser treinado em diversas situações de jogo que culminam com o ataque. Por exemplo, após:
- a recepção;
- a defesa;
- um bloqueio;
- uma cobertura de ataque;
- um levantamento de " prima ";
- uma recepção que se dirige para o lado do adversário;
- uma bola de "xeque";
- etc...
Uma vez preparado nessas situações de jogo, resta conscientizar-se de que os adversários também possuem grandes qualidades e, por essa razão, deve aproximar-se para um ataque "como se fosse um prato de comida".
Nos próximos artigos focalizaremos o ataque realizado após:
- defesa ou toque do bloqueio (contra-ataque),
- recepção do saque ("side-out"),
- cobertura do ataque (re-ataque),
- bola de "xeque".
Nota
No treinamento técnico individual estas ações devem ser treinadas de modo isolado, isto é, uma a uma, obviamente para que o atleta adquira o desembaraço requerido e realizá-las com eficiência. No treinamento tático coletivo, o treinador deve simular as situações de jogo. Ora de maneira estanque e ora simulando - o mais próximo da realidade - o jogo propriamentedito, por exemplo, contra uma dupla oponente.
Continuação no artigo 25, com Ataque após a Recepção do Saque.
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