Técnica Individual - Art. 19

- Bloqueio

 

Conclusão - Técnica Individual do Bloqueio.

 

O bloqueio é a base do sistema defensivo no vôlei de praia. Como vimos, ele tem dois objetivos bem definidos: o de conquistar o ponto e o de propiciar ponto de referência para o jogador que atua na defesa. O jogador que atua no bloqueio tem que ter bem compreendidos esses objetivos; tem que ser um estrategista.

É comum bloqueadores acreditarem que o bloqueio é uma função única. Isso é possível ser observado quando assistimos a um bloqueador desempenhar a função como se estivesse sozinho no jogo. Isto é, salta sempre como se fosse "seu último bloqueio da vida". Muitas vezes nem bloqueia nem contribui para a defesa do companheiro; nada pior para uma dupla do que um bloqueador dispersivo, sem compromisso com o todo.

Digo isso, a fim de chamar atenção para um aspecto que considero fundamental: o treinamento deve começar na cabeça do bloqueador. Em primeiríssimo lugar, ele tem se conscientizar da importância de sua função. Depois, que sua função faz parte de um contexto, ou seja, muitas vezes ele terá que saltar para o bloqueio tendo em vista facilitar o trabalho do seu companheiro da defesa. Por último, que tem que aprimorar sua técnica individual e seu condicionamento físico, de maneira tal que possa cumprir sua atribuição com bom aproveitamento e sem qualquer tipo de limitação.

Vamos continuar raciocinando juntos. O treinamento da técnica individual do bloqueio tem que ser polivalente. Deve servir para aperfeiçoar a técnica individual; deve simular situações de jogo para o bloqueador poder praticar suas atribuições estratégicas/táticas; contribuir para a melhoria do condicionamento físico dos jogadores. Dito isso, chamo atenção para a importância do Planejamento Global. Neste, o treinamento do bloqueio deve ser distribuído em sessões freqüentes. Cada sessão deve conter, intercaladamente, estímulos de longa e curta duração, bem como de baixa e alta intensidade.

Por essas peculiaridades o treinamento do bloqueio não pode, de maneira alguma, ser considerada uma atividade estanque, simplesmente um treinamento. Ao contrário, repito, por sua natureza polivalente, deve ser cuidadosamente inserido no Planejamento Global.

Tomando como base do que está mencionado nestes parágrafos anteriores, fui intencionalmente repetitivo ao enfatizar os porquês da cada item ao longo de toda a apresentação do assunto. Detalhei ao máximo a execução do fundamento, o tempo de bloqueio, os deslocamentos que precedem o salto, enfim, procurei enriquecer a apresentação da matéria com todos os elementos essenciais para a boa técnica. Focalizei com insistência a aplicabilidade do fundamento para com o desempenho das funções do bloqueador. Por fim, apresentei nove sequências com mais de cem exercícios, todos revestidos de bastante objetividade, para, primeiramente a aprendizagem, depois, para o aperfeiçoamento. Tenho a convicção de que os mesmos se prestam aos treinadores e aos jogadores de qualquer nível de competitividade.

Na parte em que trato das estratégias e táticas do sistema defensivo o bloqueador tem mais oportunidades de se aperfeiçoar. E mais: será possível dimensionar o grau de importância da boa técnica individual, da capacidade de discernir e tomar decisões diante de várias situações de jogo e do bom condicionamento físico, para uma boa performance no bloqueio e, por conseguinte, do sistema defensivo. Será fácil perceber - treinadores e atletas - a validade do treinamento bem elaborado.

 

Nos próximos artigos sobre a Técnica Individual passaremos a abordar o Meios (Fundamentos) do Ataque.

 

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