Técnica Individual - Art. 08

- Bloqueio

- Qualidades Indispensáveis para o Bloqueador.

 

F - Destreza.

Outra qualidade indispensável ao bloqueador, sempre dentro do mesmo pressuposto; se é possível desempenhar um maior número de funções, por que não? Refiro-me a algumas situações de jogo muito freqüentes.

 

- Bola que Ricocheteia no Bloqueio e é Recuperável.

O bloqueador deve tentar recuperá-la após tornar ao chão, sobretudo aquelas que se dirigem para fora da quadra ou que ficam perto da rede. A fim de que tenha essa capacidade, deve realizar o treinamento do bloqueio atento a essa possibilidade e tentar sempre recuperar todas as bolas que tocam em suas mãos. Esse expediente desenvolve a destreza; primeiro mental, depois motora.

Após o toque no bloqueio, volta-se para o local em que a bola se dirige e desloca-se em busca da sua recuperação.

Na figura a seguir, um exemplo da bola que toca no bloqueio e se dirige para fora da quadra, no lado oposto ao do companheiro da defesa (fora do seu alcance). A seta, em vermelho, representa o deslocamento do bloqueador e a linha interrompida, em azul, a trajetória levantada pelo mesmo.

 

 

 


 

- Bola Imprensada entre o Corpo do Bloqueador e a Rede.

Outra situação que ocorre freqüentemente no voleibol a partir de um erro, ou seja, o espaço incorreto entre os braços e o bordo superior da rede. A bola não cai subitamente; cai imprensada. O bloqueador ao tocar o chão flexiona as pernas e golpeia a bola para trás. Essa ação requer velocidade de reação e destreza, devendo ser treinada simultaneamente com o bloqueio.

Na figura a seguir, tento demonstrar a situação da bola que desce imprensada entre o bloqueador e a rede. Quando a bola entra entre os braços e a rede, o bloqueador deve, em movimento de muita destreza, cair, flexionar totalmente as duas pernas (uma das quais pode ajoelhar no solo) e recuperar a bola com a manchete e/ou com um golpe com uma das mãos. A primeira intenção é colocá-la para o alto junto do seu próprio corpo.

 

 


 

- Largada Próxima do Bloqueio.

Em geral o bloqueio protege uma faixa do campo e o defensor posiciona-se na faixa restante. Há a situação em que a bola é "largada" próxima do bloqueador e fora do alcance do defensor. Evidentemente, quando bem "largada", essa bola pode ser recuperada pelo bloqueador. No momento em que toca no chão, volta-se para o local em que a bola está caindo e tenta tocá-la. É uma ação semelhante àquela em que a bola ricocheteia no bloqueio, só que o tempo para efetuá-la é menor e, por conseguinte, requer maior destreza. No diagrama a seguir, uma representação gráfica que exemplifica a ação. O retângulo tracejado, em azul, e a área que o bloqueador pode se responsabilizar pela defesa de uma bola "largada". Em conseguindo, o ideal, embora muito difícil, é que consiga fazer o levantamento (linha interrompida em azul) para o ataque do jogador que está na defesa (JD).

 

 

 


 

- Bola que toca no bloqueio, sobe e pode ser atacada pelo Bloqueador.

A bola que toca no bloqueio pode tomar qualquer direção. Em algumas ocasiões ela sobe sobre a rede e pode ser atacada pelo bloqueador. Para conseguir isso, o atacante tem que ser capaz de cair, saltar novamente, realizar os movimentos do tronco e golpear a bola. Tudo isso tem que ser feito em pequena fração de tempo, o que requer muito boa destreza.

Na figura a seguir, a representação da situação de jogo. A bola toca e sobe, do lado do bloqueador. Este, com muita velocidade, tem que cair e saltar novamente para atacar.

 

 

 


 

- Bola que toca no bloqueio, sobe para o lado oposto da rede e pode ser re-atacada.

O mesmo caso do item anterior. No caso, o bloqueador tem que cair, posicionar-se no ponto em que a bola vai ser re-atacada (a bola pode afastar-se do ponto em que o bloqueio foi realizado), e executar o bloqueio novamente. É necessário destreza para realizar todos esses movimentos tão rapidamente.

Na figura anterior, a representação serve para exemplificar este caso. A diferença é que a bola, ao invés de ficar do lado do bloqueador, dirige-se para o lado oposto e pode ser re-atacada. O bloqueador tem que fazer dois bloqueios consecutivos. Para isso, tem que saltar, em ambos, da maneira mais equilibrada possível.

 

Nota

 

Na parte, do Just Volleyball, em que trato da preparação física e em artigos anteriores sobre o bloqueio, fiz considerações sobre a preparação física. Como enfatizei, repetidamente, o jogador deve ser preparado para suportar o volume do treinamento, a totalidade de um jogo, a intensidade de ações sucessivas e encadeadas e, sobretudo, para desempenhar, sem limitações, as suas atribuições. Estas, na realidade, requerem a execução com perfeição e precisão dos fundamentos e recursos da técnica individual.

Além disso, deve estar capacitado para muito mais. Ou seja, não basta ser um bom bloqueador. Deve possuir as qualidades físicas indispensáveis para realizar as ações que antecedem o bloqueio, como por exemplo; a velocidade no deslocamento para se posicionar; a velocidade de reação para antever uma jogada ou a direção de um levantamento; etc... e as que tem que realizar após o mesmo, como as que mencionei nos últimos artigos, ou seja; recuperar uma bola "largada" nas proximidades da rede ou atacada no fundo da quadra ("Reco-Reco"), sair para atacar uma bola de segunda, deslocar-se para executar um levantamento, etc...

Nos capítulos que se seguem apresentarei, detidamente, todas essas situações e alternativas de jogo. Considero muito importante que, na leitura, acompanhe-se o raciocínio de que o Vôlei de Praia é um jogo em que as funções do jogo são vinculadas umas as outras, em todo o decorrer de uma partida. A seguir apresentarei exercícios de bloqueio, que numa primeira etapa deve ser treinado tendo em vista o aperfeiçoamento do fundamento. Nas seguintes, deve ser treinado a função (bloquear) e, neste caso, os exercícios devem ser atrelados às funções do jogo que o precedem e o sucedem. O objetivo é o de simular , da melhor maneira possível, a realidade do jogo.

 

Cont. no artigo 09, com Pontos de Referência no Bloqueio

 

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