Técnica Individual - Art. 62

- Ataque.

- Exercícios para a Aprendizagem e o Aperfeiçoamento da Técnica Individual.

- Seqüência de Exercícios no. 10.

- Objetivo: aprendizagem e aperfeiçoamento das bolas atacadas do fundo.

 

O raciocínio para a aprendizagem e/ou aperfeiçoamento das bolas atacadas do fundo é semelhante ao aplicado para as bolas de tempo. Atualmente, já temos jogadores atacando esta bola, praticamente, no mesmo tempo em que as bolas de tempo são atacadas. Exemplo vivo: Giba, Geovane e Dante nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004.

Alguns aspectos são muito importantes na aprendizagem.

1. O ponto exato em que o salto - atrás da linha dos 3 metros - de ser dado; No ataque da bola do fundo o atleta tem que saltar antes da linha que divide as zonas de defesa e de ataque. Ele pode, depois do golpe, pousar dentro da zona de ataque. Qualquer imprecisão, saltar pisando na linha ou dentro da zona de ataque, constitui violação da regra. Portanto, é essencial que o atleta se familiarize muito bem com o ponto exato em que deve saltar.

2. Coordenação das passadas com o salto - no ponto exato. De modo geral, o atleta que ataca sistematicamente a bola do fundo não participa da recepção. Eles ficam nas proximidades da linha do fundo, e deslocam-se para o ataque, apenas após a recepção do saque. No caso, ele desloca do ponto em que se encontra no momento da recepção até o ponto em que faz a aproximação final para o ataque (primeira aproximação). Deste ponto, executa suas duas últimas passadas que precedem o salto (aproximação final). A fim de que as duas aproximações e o salto - no ponto exato - ocorram de maneira desembaraçada, o treinamento deve ser realizado com os jogadores realizando todo o percurso: primeira aproximação, aproximação final, salto e, obviamente, golpe.

Nota

Existe o caso dos jogadores que participam da recepção e atacam do fundo. Por exemplo, Nalbert, Giba, Geovane e Dante, da Seleção Brasileira. É tarefa que requer extraordinário coordenação e velocidade de uma série de movimentos.

3. Coordenação do salto com os movimentos do tronco e dos braços. A técnica individual para o ataque da bola do fundo é bastante complexa e requer boa coordenação dos seguintes elementos:

- saltar muito, e em ligeira extensão;

- realizar um amplo movimento do tronco;

- possuir extraordinária velocidade dos movimentos dos braços;

Tudo isso, tem em vista imprimir efeito tal que a mesma descaia antes da linha do fundo.

4. Ponto da bola em que o golpe deve ser desferido. O golpe na bola, no ataque da bola do fundo, é específico. A mesma tem que descrever uma trajetória curvilínea, ou seja, da mão do atacante para a linha do fundo da quadra oposta. Para isso, a golpe tem que ser desferido do meio para o topo da mesma, quer em sua faca direita, quer em sua face esquerda. Na figura a seguir, está exemplificado os pontos da bola em que o atacante deve golpeá-la.

 

Considerando estes elementos, a aprendizagem e o aperfeiçoamento aproveitam exercícios sugeridos para outras bolas.

 

86 - O Plinto colocado à cerca de 3 metros da linha de ataque. Os jogadores começam o exercício sobre o mesmo. Caem, executam duas passadas bem largas, saltam e atacam a bola, alçada pelo treinador, à cerca de 1 metro da linha de ataque (dentro da zona de ataque). O ataque é na diagonal; ponto mais afastado da quadra oposta.

87 - Idem 86, com o ataque na paralela.

88 - O Plinto no mesmo lugar dos exercícios anteriores. Os jogadores iniciam o exercício sobre o mesmo. O treinador no centro da quadra, em que os atacantes estão realizando o exercício, atirando as bolas para o levantador, na zona de levantamento. Este, executa o levantamento da bola para ser atacada pelo atacante do fundo. No exato momento em que a bola sai das mãos do levantador, o atacante cai do plinto dá duas passadas, salta e ataca na diagonal.

89 - Idem 88, como o ataque na paralela.

Nota

No período de aprendizagem, o treinador pode orientar seus levantadores para alçarem as bolas, primeiramente, mais altas e irem abaixando-as na medida em que os atacantes forem ganhando desembaraço na execução do exercício. Quanto mais baixa for a altura da bola, mais rapidamente o atacante tem que realizar as passadas o salto e os movimentos do tronco e dos braços.

90 - O atacante posicionado na linha de fundo. O treinador lança a bola para o levantador e este alça para o ataque do fundo pela pos. 1, 6 e 5. No exato momento em que a bola está nas mãos do levantador, o atacante deve estar pronto para dar as duas passadas e atacar. O ataque é na interseção das linhas laterais e do fundo.

No diagrama seguir, a linha (tracejada) paralela à linha de ataque significa o ponto em o atacante tem que estar no momento em que a bola está nas mãos do levantador. Daí, dá suas últimas passadas para o ataque.

 

91 - Idem 90, com uma diferença. O treinador/colaborador sacando para um jogador recepcionar. Os procedimento dos atacantes é o mesmo, isto é, devem estar na linha traceja (diagrama anterior).

92 - O treinador/colaborador sacando para os jogadores que recepcionam e atacam do fundo (Ar, no diagrama). O jogador recepciona, faz a primeira aproximação (do ponto em que fez a recepção até a linha tracejada), faz as últimas passadas e ataca, nos retângulos laranja.

No diagrama a seguir, dois exemplos. O atacante (Ar em azul) recepciona o saque no fundo da quadra, faz a primeira aproximação, pela pos. 1, até a linha tracejada e dali parte para o ataque. O atacante (Ar em vermelho) faz a aproximação pela pos. 6 e/ou pela pos. 5. Em ambas, ele (Ar em vermelho) recepciona, recua dois ou três metros e começa a primeira aproximação (até a linha tracejada).

 

- Aspectos a serem observados durante a execução dos exercícios.

 

1 - A altura da bola por ocasião do processo de aprendizagem pode ser mais alta. Na medida em que os atacantes forem assimilando a técnica, as bolas devem ser levantadas mais baixa. No voleibol atual, como mencionado anteriormente, a bola atacada do fundo ocorre, praticamente, no mesmo tempo das bolas de tempo. Por isso, ela não pode ser muito alta. Tal evolução no tempo de ataque é decorrente da evolução dos bloqueios. Ainda sobre o tempo de ataque, cabe ao atacante imprimir a maior velocidade possível nas últimas passadas que antecedem o salto, e aos movimentos do tronco e dos braços. Resumindo, não pode perder qualquer fração de tempo.

É de extrema importância, desde a aprendizagem, o ataque capacitar-se para atacar em todos os pontos da quadra oposta. Muitas vezes, o bloqueio adversário se posicionar adequadamente e, com isso, o atacante tem que ser capaz de sair pelos dois lados; não tendo esta capacidade, encontrará muita dificuldade para marcar o ponto.

O treinador deve submeter os atacantes que recepcionam, às mais diversas dificuldade. Os saques para estes jogadores devem longos, curtos, etc... Para cada qual, são necessários procedimentos específicos. Por exemplo, nos saques curtos o jogador tem que recepcionar, recuar para ganhar espaço e realizar a aproximação.

Cont. no art. 63, com outra Seqüência de Exercícios.

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