Técnica Individual - Art. 56
- Ataque
- Exercícios para a Aprendizagem e o Aperfeiçoamento da Técnica Individual.
- Seqüência de Exercícios no. 4.
- Objetivos: aprendizagem da bola alta e da "meia" bola.
31 - Os jogadores dispostos em três colunas, perpendicularmente em relação à rede. O treinador na Zona de Ataque lança bolas altas, na entrada, no meio e na saída da rede, para serem atacadas nos retângulos em laranja (Clique). Neste exercício o jogador ataca a bola sem dar qualquer passada, ou seja, distancia-se cerca de 1 metro da rede, salta e executa a cortada. No diagrama a seguir, a disposição do jogador e do treinador durante a realização do exercício.
32 - A mesma disposição do exercício 31. O posicionamento inicial dos jogadores, agora, é afastado da rede 0,5 m e mais uma passada. O treinador alça a bola alta e estes dão uma passada bem longa e atacam a bola nos retângulos em laranja (Clique).
33 - Idem 32, com os jogadores afastados da rede 0,5m e mais duas passadas. Dão duas passadas bem longas e atacam a bola nos retângulos em laranja (Clique).
34 - Idem 31, com o treinador alçando "meias bolas". O ataque é realizado sem passada.
35 - Idem 32, com o treinador alçando "meias bolas".O ataque é realizado após uma passada bem longa, com o treinador alçando "meias bolas".
36 - Idem 33, isto é, com o treinador alçando "meias bolas". O ataque é realizado após duas passadas bem longas.
Nota
O treinador, em um primeiro momento, deve alçar as bolas. Ninguém melhor do que ele sabe a altura e a distância, em relação à rede, rede em que a bola deve ser alçada. Todavia, existe uma desvantagem: ele não tem como visualizar plenamente a execução pelos jogadores e, em virtude disso, tem dificuldade para fazer as correções. Com o tempo ele pode colocar um auxiliar ou mesmo os próprios jogadores para desempenhar a função.
- Aspectos a serem observados durante a execução dos exercícios.
1. Nesta seqüência de exercícios o ataque começa a ser praticado de maneira mais aproximada da forma real, mas ainda passo a passo. O mais importante de tudo é o fato de possibilitar a execução fracionada, ou seja, primeiramente sem passada, depois com uma passada e finalmente com as duas passadas. Os erros ainda ocorrerão com elevada freqüência e, portanto, devem ser corrigidos. São eles:
a. dificuldade para coordenar o salto e os movimentos do tronco com a execução do golpe;
b. dificuldade para coordenar as passadas com o salto e, conseqüentemente, com os movimentos do tronco com a execução do golpe;
c. execução de passadas curtas, ao invés de bem longas que, com decorrência, provoca desequilíbrio nos saltos;
d. pouca ou nenhuma amplitude nos movimentos do tronco;
e. erros - bastante freqüentes - nos movimentos dos braços. Os mais comuns são: salto sem auxílio dos braços, o braço que não golpeia a bola sem movimento, braço encolhido, falta de velocidade nos movimentos dos braços, erro no encaixe da mão na bola, por ocasião do golpe, etc...
2. Um procedimento importante é o jogador esperar a bola ser alçada para, só então, dar as passadas para o ataque. É comum o erro de sair adiantado e/ou atrasado, o que influi em todo o restante da cadeira, ou seja, salto, movimentos do tronco e golpe.
3. Um erro gravíssimo e de conseqüências terríveis é o salto com um dos pés mais adiantado do que o outro. Quando o pé direito está mais na frente, a tendência é que o corpo gire - em relação ao eixo longitudinal do corpo - no sentido anti-horário.
Cont. no art. 57, com outra seqüência de exercícios.
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