Téc. Individual - Art. 54

Ataque

- Elementos Fundamentos da Técnica Individual.

 

- Exercícios para a Aprendizagem e o Aperfeiçoamento da Técnica Individual.

- Seqüência de Exercícios no. 2.

- Objetivos: coordenação das passadas, salto e movimentos do tronco e braços.

- Material Auxiliar: bolas de tamanho menor - que seja possível segurar.

 

10 - Jogadores dispostos em quatro colunas, duas em cada metade da quadra: uma na entrada da rede, uma na saída da rede, de cada meia quadra, como está exemplificado no diagrama a seguir.

Os jogadores representados por botões amarelos realizam determinado número de repetições do exercício e os da quadra oposta (botões azuis) ajudam catando as bolinhas; depois trocam. Todos executam os exercícios na entrada e na saída da rede. O jogador afasta-se - perpendicularmente em relação à rede - a uma distância equivalente a um braço esticado e mais dois passos bem compridos. Partindo deste ponto, segura a bola menor com uma das mãos, dá duas passadas bem compridas, salta e, no ponto morto da impulsão, realiza os movimentos do tronco, eleva os braços e atira a bola para o outro lado da rede, no retângulos verdes e laranjas (diagrama a seguir).

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11 - Idem 10, atirando a bolinha, após um giro do tronco no sentido horário, nos retângulos verdes e laranjas.

12 - Idem 11, após o giro do tronco no sentido anti-horário.

13 - Idem 10 com uma diferença: o jogador inicia as duas passadas segurando a bolinha com uma das mãos, salta, eleva os dois braços, troca a bolinha de mão e a atira nos retângulos verdes e laranjas.

14 - Idem 13, trocando de mão; que fez com a mão direita faz com a esquerda e vice-versa.

15 - Idem 13, fazendo um giro com o corpo no sentido horário e atirando nos retângulos verdes e laranjas.

16 - Idem 15, fazendo o giro com o corpo no sentido anti-horário.

Nota

Os exercícios 13, 14, 15 e 16 são educativos para desenvolver a coordenação de movimentos como todo e, especificamente, para desenvolver a ação de utilizar os dois braços melhorar a qualidade do salto.

 

17 - O professor/treinador alça a bola menor, com um afastamento da rede de cerca de 1 m. O jogador no ponto em que vem realizando os exercícios (equivalente a um braço esticado mais dois passos bem compridos), dá as duas passadas, salta e eleva os dois braços. Com um ele aponta a bola e com o outro ele ataca a bola, por meio de uma cortada.

 

Nota

Outro educativo tendo em vista desenvolver a mesma habilidade. Neste, o jogador interessa-se, motiva-se no desafio de apontar da bola. Para conseguir é preciso, queira ou não queira, elevar os dois braços. Por ocasião da execução do exercício tem-se a nítida impressão de as duas mãos tocarão a bola. O dedo que aponta deve se aproximar ao máximo da bola.

 

18 - Idem 17, como o ataque por meio de uma "largada".

19 - Idem 17, com o ataque por meio de uma cortada em o jogador bate nas faces laterais (centro-direita e centro-esquerda) da bola.

20 - Idem 17, com o ataque por meio do tipo "meia batida".

21 - Idem 17, com o ataque por meio do tipo "efeito contra".

Nota

É muito importante que, por ocasião da aprendizagem, do aperfeiçoamento e até em treinamento de atletas de competição, o treinador solicite aos seus comandados a execução dos exercícios utilizando todos os golpes. Também que visem, com seus ataques, diferentes pontos da quadra oposta. Ou seja, o objetivo deve ser o de tornar o atleta o mais eclético possível.

 

- Aspectos a serem observados durante a realização dos exercícios.

1. Nesta seqüência a bola, embora menor do que a de voleibol, contribui para o aumento da motivação e, conseqüentemente, para a ânsia do jogador de realizar os exercícios com perfeição. Esta ansiedade pode resultar em dissipação, em relação aos procedimentos a serem observados. No caso, os atletas passam a priorizar força, etc... Nunca é demais lembrar que o mais importante nesta etapa é a correção na execução do fundamento.

2. As passadas que antecedem o salto devem ser, sempre, bem compridas. É muito importante que a impulsão seja absolutamente vertical e que, com isso, o corpo no ar fique bem equilibrado. Não me furtarei a enfatizar que a maioria dos erros nos movimentos do tronco e dos braços, que muitas vezes acompanha o atleta pelo resto de sua carreira, decorre da falta de equilíbrio do corpo no ar.

3. A distância do corpo em relação à rede é de aproximadamente 1 m (um braço esticado). O treinador deve insistir para que seus atletas não ataquem as bolas "grudadas" na rede. Quando, por qualquer motivo, errarem o lançamento da bola, não tem problema; a ordem deve ser a de parar e repetir o lançamento. Atacar a bola "grudada" na rede não é nada bom para aprendizagem da técnica e pode acarretar lesões - sobretudo entorse dos tornozelos.

4. A maior dificuldade, não só nesta fase que é de aprendizagem e aperfeiçoamento, mas seja em qual for o nível de competitividade, é a perfeita coordenação de todos os movimentos realizados no ataque. Por isso, é fundamental que todos entendam que a cortada forte, por exemplo, não é fruto da força do braço. Que não é fruto de uma boa impulsão. Enfim, que não decorre apenas de uma ou outra componente. Resulta de uma soma de componentes bem executados: uma boa aproximação (passadas bem compridas), um salto qualitativamente bem executado, passa por amplos movimentos do tronco e dos braços e, finalmente, do golpe na bola. Por tudo isso, é extremamente indispensável a atenção com todos estes detalhes.

Cont. no art 55, com outra Seqüência de Exercícios.

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