Téc. Individual - Art. 53

Ataque

- Elementos Fundamentos da Técnica Individual.

 

- Exercícios para a Aprendizagem e o Aperfeiçoamento da Técnica Individual.

Antes de apresentar as várias seqüências de exercícios que se seguirão nos próximos artigos, acho interessante distinguir claramente:

- a aprendizagem e o aperfeiçoamento da técnica individual;

- o treinamento de ataque, por exemplo, para equipes competitivas.

Existe uma grande diferença entre aplicar o exercício tendo em vista a aprendizagem e o aperfeiçoamento da técnica e tendo em vista o treinamento do ataque.

No treinamento do ataque os atletas, presumivelmente, já executam, com suficiente desembaraço, os fundamentos da técnica individual. Logo, a fluência na execução dos exercícios é bem diferente. Da mesma maneira, a freqüência com que os exercícios são repetidos é muito mais alta. Enfim, a atividade como todo é muito mais intensa e, por conseguinte, requer dos atletas acentuado grau de desenvolvimento de valências físicas inerentes a esta prática, ou seja, resistência orgânica e muscular, força explosiva, velocidade, flexibilidade, etc...

Na aprendizagem e no aperfeiçoamento o objetivo deve ser a execução correta dos fundamentos da técnica. Não deve haver preocupação com tempo de execução dos exercícios, com a freqüência na repetitividade de um mesmo exercício, com a potência dos golpes, enfim, com tudo que possa desviar o atleta do seu objetivo. Logo, valências físicas indispensáveis no treinamento do ataque, neste segmento não têm tanta importância. Porém, a uma deve-se dar a maior atenção: a coordenação motora.

Como vimos ao longo da apresentação dos artigos da técnica individual, o ataque resulta de uma série de fatores físicos e técnicos. Na aprendizagem, sobretudo, e no aperfeiçoamento a coordenação motora é extremamente importante. Recapitulando, mencionei repetitiva e detalhadamente que a eficiência do ataque é influenciada por procedimentos que o antecede, ou seja:

- a aproximação para o ataque;

- o salto;

- os movimentos do corpo - tronco e braços - em suspensão;

- o momento final do golpe.

Em todos estes procedimentos é requerida a coordenação de movimentos. Como todas as demais valências físicas, ela é inata, nasce com o indivíduo; em maior ou menor grau.

Os atletas com maior dotação, obviamente, encontram muito maior facilidade para executar os exercícios e, portanto, adquirirem a técnica individual, igualmente com maior facilidade.

Os menos coordenados, não. Ela tem que ser adquirida, melhorada, etc... de modo lento e gradual. Por isso, têm extrema dificuldade para executar os exercícios e, conseqüentemente, maior dificuldade na aquisição da técnica individual.

Dito isso, a apresentação das seqüências de exercícios obedecerá a uma progressão: da mais simples para a mais complexa. Todos os exercícios podem ser ministrados para o iniciante e para o atleta de alta competitividade, uma vez que todos, sem exceção apuram a técnica individual. A diferença fundamental, como mencionado anteriormente, é no tempo, freqüência, potência, com que os exercícios são executados.

 

- Sequência de Exercícios no. 1.

- Objetivos: - aproximação - passadas - final para o ataque;
  - equilíbrio do corpo em suspensão;
  - movimentos do tronco e dos braços.

 

01 - Jogadores dispostos 2 a 2, cada um de um lado da rede realizam os exercícios alternadamente. Um dos quais afastado perpendicularmente da rede a uma distância de um braço esticado (1 m), como está exemplificado no diagrama a seguir..

Neste ponto, segura a bola com as duas mãos, salta (sem qualquer passada), realiza os movimentos do tronco e, no ponto morto da impulsão, eleva os braços e atira a bola para o outro lado da rede - gesto semelhante a de uma enterrada no basquetebol. Na representaçào a seguir, um exemplo da movimentação do tronco e dos braços.

Na fig. 1, o momento em em a bola está mais atrás; na fig. 2, no momento em que passa pela cabeça; na fig. 3, no momento em que o jogagor atira a bola para o outro lado da quadra. Este movimento é realizado por ocasião do ataque e será requerido na execução de todos os execícios que serão propostos a seguir.

 

02 - Idem, com uma diferença: após o salto, o atleta gira o tronco no sentido horário e atira a bola.

03 - Idem 02, atirando a bola após o giro do tronco no sentido anti-horário.

Nota

O giro do tronco é um educativo para desenvolver o equilíbrio do corpo em suspensão e para simular uma ação que ocorre de modo repetitivo no decorrer de um jogo, ou seja, o jogador gira o tronco para atacar para a diagonal, tanto na entrada quanto na saída da rede.

 

04 - Jogadores dispostos 2 a 2, cada um de um lado da rede, realizam o exercício alternadamente. Um dos quais afasta-se - perpendicularmente em relação à rede - a uma distância equivalente a um braço esticado e mais um passo. Partindo deste ponto, segura a bola com as duas mãos, dá uma passada bem comprida, salta e, no ponto morto da impulsão, eleva os braços e realiza os movimentos do tronco, e atira a bola para o outro lado da rede - gesto semelhante ao de uma enterrada no basquetebol.

05 - Idem 04, realizar um giro com o corpo no sentido horário, antes de atirar a bola para o lado oposto.

06 - Idem 05, com o giro do corpo no sentido anti-horário.

07 - Idem 04, com o jogador afastado da rede a uma distância equivalente a um braço esticado e mais duas passadas. Partindo deste ponto, realiza duas passadas bem compridas antes de saltar para atirar a bola.

08 - Idem 07, realizando um giro com o corpo no sentido horário, antes de atirar a bola para o outro lado da rede.

09 - Idem 08, realizando o giro do corpo no sentido anti-horário.

 

- Aspectos a serem observados durante a realização dos exercícios.

 

1. A distância de um braço esticado, em relação à rede, mencionada no exercício 01, tem uma razão de ser. Distância menor do que esta concorre para tolher os movimentos do tronco e dos braços, pela falta de espaço entre o corpo no ar e a rede.

2. Nos exercícios seguintes, em que o atleta executa uma e duas passadas, no momento do salto, ele deve estar com a distância da rede equivalente a um braço esticado.

3. O comprimento das passadas é fundamental para realizar um bom salto e, sobretudo, para se obter equilíbrio do corpo em suspensão.

4. O atleta deve saltar no ponto convencionado (a um braço esticado da rede), realizar os movimentos do tronco, atirar a bola e cair no mesmo ponto em que realizou o salto. É o indício de que manteve o equilíbrio do corpo no ar.

5. Os movimentos do tronco, os giros do corpo, nos sentidos horário e anti-horário, e o arremesso da bola devem ser realizados no ponto morto da impulsão e com velocidade máxima; até porque o tempo para isso é exíguo.

6. A arremesso da bola deve ser feito no momento em que os braços estão com sua extensão máxima.

 

Cont. no art. 54, com outra Sequência de Exercícios.

 

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