Téc. Individual - Art. 48

- Ataque

- Elementos Fundamentos da Técnica Individual (continuação).

 

- Aproximação para o Ataque.

Importância da boa Aproximação para o Ataque:

- propicia um salto com amplitude ideal de flexão das pernas, o que resulta em maior alcance no ponto do ataque;

- propicia um salto equilibrado, base para a amplitude dos movimentos do tronco e dos braços, essenciais para um golpe eficaz.

Na foto a seguir, Giba atacando com o corpo absolutamente equilibrado e com bom alcance; aspectos decorrentes de correta Aproximação.

 

 

Atualmente, sobretudo no voleibol de alto nível, existem alguns tipos de atacantes, classificados de acordo com o tipo de bola que ataca:

- de Bola Alta, nas extremidades da rede;

- de Bola "Chutada", nas extremidades da rede;

- de Bola de Tempo;

- de Segundo Tempo;

- de Bolas Atacadas do Fundo.

Uma outra classificação importante é quanto a função que exercem no sistema de ataque, isto é:

- atacantes que não participam da recepção do saque (diagrama à esquerda);

- atacantes passadores, participam da recepção do saque e se deslocam para o ataque (diagrama à direita).

Nos diagramas a seguir, dois casos distintos. No da esquerda, os três jogadores prontos para realizarem a aproximação. Depois que a bola sai das mãos do levantador o atacante que receberá parte, por meio de passadas largas, salta e ataca.

No da direita, o exemplo do jogador que participa da recepção do saque (quadrículo em azul). O jogador faz a recepção, faz uma primeira aproximação (do A ao B) para o ponto que parte para a aproximação final (do B ao C).

 

 

Esta introdução é importante. A aproximação para o ataque pode variar de acordo o classificação do tipo de bola e/ou das funções que os atacantes exercem. Vejamos as variações.

- Primeira Aproximação.

De modo geral, no momento em que a bola se dirige à Zona de Levantamento os jogadores podem estar distantes dos pontos dos quais parte para o ataque. Por exemplo:

- por ocasião da recepção de saque;

- no momento que a equipe conquista a posse da bola, com a defesa e se mobiliza para realizar o contra-ataque.

 

A Primeira Aproximação os deslocamentos dos pontos em que os atacantes se encontram para o ponto em que partem para o ataque.

 

- Aproximação Final.

No momento em que a bola chega às mãos do levantador, cada atacante, de acordo com o tipo de bola, executa as passadas finais que precedem o salto para o ataque. Atenção às variações.

- Bola Alta nas Extremidades da Rede.

O atacante, no ponto em que faz a Aproximação Final, espera a saída da bola das mãos do levantador, e executa as duas (ou mais) passadas, salta e realiza o ataque. Existem atacantes que saem mais da frente ou mais atrás. O mais importante são as duas passadas finais que precedem o salto; devem ser bem compridas de modo permitir um salto bem equilibrado.

- Bola "Chutada" nas Extremidades da Rede.

É uma ação mais rápida. Durante a trajetória da bola, entre as mãos do levantador e o ponto em que a bola é golpeada, o atacante executa as duas passadas finais, de modo que salte no exato em que a bola chega ao ponto do ataque.

- Bola De Tempo.

O atacante executa as duas passadas finais, o salto e os movimentos do tronco e dos braços durante a trajetória da bola para a Zona de Levantamento. No momento em que o levantador toca na bola, o atacante já está pronto para a cortada. Na foto a seguir, Gustavo Endres prestes concluir um ataque da Bola de Tempo.

 

 

- Bola de Segundo Tempo.

Atualmente, os atacantes das equipes de alta competitividade golpeiam a bola em fração de tempo a mais que a Bola de Tempo. Logo, os procedimentos, em ambas, são semelhantes. Os jogadores menos experimentados podem esperar a saída do levantamento e então executar as duas passadas finais.

- Bolas Atacadas do Fundo.

No voleibol moderno é considerada uma bola de Segundo Tempo. Sobretudo as atacadas pela pos. 6. Os procedimentos são semelhantes, ou seja, o atacante executa as duas passadas e salta concomitantemente à chegada da bola às mãos do levantador.

 

Nota

Vale lembrar que grandes jogadores têm características e estilos diferentes, um pouquinho mais à frente, um pouquinho mais atrás, mais à direita, mais à esquerda, etc. Porém, o ataque bem sucedido começa por Aproximações bem feitas. Delas resultam o salto equilibrado e movimentos amplos do tronco e dos braços.

 

A seguir, as passadas da Aproximação Final, que precedem o salto para o ataque. Duas passadas ou três passadas. Na representação a seguir, um exemplo. Vamos imaginar que atacante esteja com os dois pés paralelos no momento em que a bola chega às mãos do levantador. Ele dá uma passada bem larga, com uma das pernas (a esquerda na entrada da rede); (a direita para a saída da rede), e junta as duas pernas para executar o salto. São típicas de atacantes de bolas rápidas.

 

 

Alguns atletas utilizam de três passadas nas suas aproximações. Na representação a seguir, um exemplo de como as passadas são realizadas. Ou seja, vindo de um deslocamento natural, alterna as passadas. Na entrada da rede, a primeira com a esquerda, a segunda com a direita, a terceira com a esquerda e juntará as duas pernas para o salto. Na saída da rede ocorrerá o contrário.

 

 

 

Nota

- No voleibol de alta competitividade as bolas de 2o. Tempo estão sendo atacada praticamente no mesmo tempo que as de 1o. Tempo. O maior exemplo é a equipe masculina do Brasil. Nalbert, Giba, Giovane e Dante atacam, com extraordinário brilhantismo, uma bola do fundo pela pos. 6 praticamente no mesmo tempo da Bola de Tempo. Se você tiver oportunidade de ver em câmera lente poderá perceber que eles realizam a aproximação bem antes da bola chegar as mãos do levantador.

- Vale relembrar que a aproximação final é realizada com passadas largas e velocidade máxima. A velocidade da aproximação influi significativamente para um bom salto e, consequentemente, para um bom ataque.

 

No artigo 49, continuaremos o assunto com o Salto

 

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