Téc. Individual - Art. 46

Ataque.

- Técnica Individual.

- Grau de Importância do Ataque no Sistema Ofensivo.

É ação final do Sistema Ofensivo. Como tenho enfatizado, ao longo de todo o livro, não é ação isolada. Sucede e resulta da excelência de ações precedentes. Primeiramente a recepção do saque, ocasião em que a equipe controla a bola sacada pelo adversário, e do levantamento, ocasião em que a bola é preparada para o ataque.

Depende da capacidade individual do atacante (qualidade física, técnica individual e da tática individual) e das estratégias e táticas coletivas. No voleibol moderno, sobretudo depois da mudança da regra que aboliu a vantagem e instituiu o "rally point", adquiriu muito maior importância. A maioria dos pontos é conquistada por meio do ataque, quer quando a equipe tem o saque quer quando o saque é do adversário. Por isso, mais do que nunca, o ataque é o ponto de equilíbrio de uma equipe. Considerando a grande importância do ataque, as equipes do mundo dedicam grande parte do tempo do planejamento global ao ataque.

 

Características Essenciais do Atacante.

- Física.

- Técnica Individual.

- Tática Individual.

- Psicológica.

- Física.

O Ataque requer dos atletas Valências Físicas Essenciais.

 

Força: - pura;
  - explosiva.

 

A força influi significativamente na eficácia/performance do atacante, por propiciar:

- melhor impulsão,

- maior equilíbrio do corpo no ar;

- maior potência do golpe (cortada).

 

Velocidade: - de movimentos;
  - de deslocamento.

 

O golpe final é precedido pela aproximação, o salto, os movimentos do tronco e dos braços. Esta cadeia é executada com velocidade máxima. Logo, quanto maior for a velocidade que ele conseguir imprimir maior será sua chance de sucesso.

 

Resistência Muscular Localizada: - de membros superiores;
  - de membros inferiores.

 

É valência de suma importância. O treinamento do ataque é baseado na repetição exaustiva da cortada, no treinamento técnico individual, e das jogadas de ataque, no treinamento tático coletivo. O atacante não adquire a resistência para tanto esforço de uma hora para outra. Adquire gradativamente, na medida em que aumenta a carga de trabalho paulatina e metodicamente. A falta da resistência muscular localizada constitui um fator limitante, posto que, ou o atleta não consegue realizar o treinamento requerido, ou arrisca-se a lesões graves.

 

Flexibilidade.

É requerida em todos os movimentos que o atleta realiza para atacar. Na aproximação para o ataque, por propiciar maior amplitude das passadas que precedem o salto. No salto, por permitir grau mais acentuado da flexão das pernas e da flexão extensão dos pés (flexibilidade dos grupos musculares e dos tendões Patelar e de Aquiles). No momento de preparação do golpe, por proporcionar maior amplitude de flexão e extensão do tronco. E, no momento dos golpes por facilitar os movimentos bastante complexos que os braços realizam.

 

Notas

- Nos artigos em que trato da Preparação Física abordo o assunto com muito maior detalhamento.

 


 

- Técnica Individual.

 

O atacante deve possuir grande domínio do principal fundamento - a cortada - e de todos os recursos utilizados no ataque. Como mencionado anteriormente, várias componentes influenciam os produto final do ataque, isto é:

- a aproximação para diferentes tipos de ataque;

- a qualidade e a impulsão do salto;

- o domínio do corpo, com o corpo em suspensão;

- o desembaraço dos movimentos dos braços;

- a habilidade com a mão, para desferir os golpes na bola.

Além da capacidade técnica para executar os fundamentos e recursos do ataque, é muito importante saber atacar bolas de diferentes tipos:

- Bola de 1o. Tempo;

- Bola de 2o. Tempo;

- Bolas Altas ou Chutadas nas Extremidades da Rede;

- Bolas, atacadas de detrás da Linha de Ataque.

Com todas estas capacidades o atacante é considerado eclético. Está apto a encaixar-se em quaisquer estratégias e táticas de uma equipe.

 


 

Tática Individual.

As pessoas se impressionarem com a potência dos golpes de um atacante. A própria potência resulta dos itens mencionados na parte física e técnica individual. Só que a potência dos golpes apenas não basta para que o atacante seja eficiente. É muito importante que possua outros atributos. Nas diversas situações de um jogo, ao atacante é requerido atacar a bola em diferentes graus de potência, em diversas direções, e por meio de uma multiplicidade de golpes. A tática individual é justamente a capacidade de discernimento que o atacante deve ter para atacar com a medida apropriada de acordo com o que requer cada situação de jogo. Ou seja, ele gradua a potência do golpe, ataca em qualquer direção e utiliza-se de todos os tipos de golpes possíveis.

 


 

Psicológico.

É aspecto de fundamental importância. Além das capacidades físicas, técnicas e táticas um atacante deve ser forte psicologicamente, ou seja, mantenha o controle sobre si próprio sob quaisquer circunstâncias de um jogo.

O sucesso da estratégia ofensiva depende da participação de todos os atacantes. No voleibol atual, sobretudo no praticado em campeonatos de alta competitividade, o golpe final decorre da mobilização de todos os atacantes. Apenas um atacante que não possua perfil psicológico estável, pode comprometer toda uma equipe. E isso ocorre, infelizmente, com bastante freqüência em muitas equipes. É comum, numa equipe, encontrar-se atacantes com perfis indesejáveis ao conjunto. Por exemplo.

Individualista - não se dispõe a participar da estratégia ofensiva da equipe. Comportam-se com se estivessem numa "bolha", ou seja, pensam que o sistema depende dele e não que ele dependa do sistema. Este tipo é nocivo, pois não raro compromete a sua e a performance da equipe. Entre outras coisas:

- a estratégia ofensiva da equipe, tornando-a ineficiente;

- não resolve o problema individualmente como acredita ser capaz;

- causa problemas na unidade do grupo;

- cria problemas com o treinador.

 

"Desligado" - é também um problema. Cada atacante, numa mesma combinação de ataque, tem uma atribuição. Quando um se "desliga", não se concentra, etc..., coloca a estratégia a perder. Num momento decisivo isso pode ser fatal e implicar na perda de um set, de um jogo, ou de um campeonato.

Inseguro - é o tipo não confiável. Tem todas as capacidades indispensáveis a um atacante eficiente, tanto que faz parte da equipe. Contudo, sobretudo em momentos decisivos, não se sente capaz de "matar" uma bola, comete erros com maior freqüência, apequena-se cada vez mais, e por isso, geralmente, tem que ser substituído e não se importa com a substituição.

Omisso - é também problemático. Não pede a bola, não se importa de não receber a bola, oferece-se para atribuições secundárias como, por exemplo, fazer fintas, etc...

Descontrolado - são atacantes, muitas vezes, muito eficientes. Diante de alguma ocorrência excepcional, tais como, erros, desavenças com companheiros, intolerância do treinador, erros de arbitragem, etc... descontrolam-se e passam a não render o que deles se espera.

 

Cont. no art. 47, com Ataque - Fundamentos da Técnica Individual.

 

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