Téc. Individual - Art. 29

Elementos e Recursos Fundamentais para a Técnica Individual no Bloqueio - Parte I

É do leste europeu, ex Checoslováquia, Polônia e, principalmente, Rússia e ex repúblicas da antiga União Soviética, a grande escola de bloqueio do voleibol internacional, desde os tempos em que os ataques no voleibol eram realizados por meio de bolas altas e previsíveis.

Com a introdução pelo Japão dos ataques por fintas e combinações, houve uma revolução tática. O modelo nipônico ganhou muitos adeptos. Todas as grandes equipes em todo o mundo passaram a jogar com mais velocidade. E com uma vantagem; com jogadores de maior estatura.

A Polônia, no quadriênio olímpico 1972-1976, que culminou com a conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Montreal, apresentou ao mundo a forma de bloquear apropriada para neutralizar os japoneses. Aproveitando a elevada estatura, bloqueavam por meio de manobras, com graduações de saltos, segundo prioridades (mais ou menos no 1º Tempo para chegarem em melhores condições nas bolas finais). O destaque nessas manobras foi o meio de rede Thomaz.

A partir de então houve a retomada da hegemonia soviética que, além de adotar as manobras polonesas, acrescentou o inigualável domínio do fundamento, arraigado em seus jogadores. Sob a liderança de Savin, na minha opinião o melhor bloqueador de todos os tempos, a ex União Soviética conquistou todos os títulos de 1980 a 1984 (não participou da Olimpíada de Los Angeles em 1984). Norte-Americanos, bi-campeões olímpicos 1984-1988, introduziram a informática, com excelentes resultados. Italianos acrescentaram a grande estatura de seus jogadores e vêm alcançando níveis excepcionais, desde então.

A estatística do Campeonato Mundial no Rio de Janeiro, em 1990, apontou o Brasil como o melhor no bloqueio, o que nos colocou no grupo de bons bloqueadores do mundo, em que pese não termos tradição neste fundamento.

Com o advento da televisão e do sistema de disputa itinerante, do tipo Liga Mundial, o voleibol de competição, assim como todas as atividades humanas, está globalizado. As equipes jogam ofensiva ou defensivamente dentro de padrões semelhantes; diferem-se pela qualidades dos jogadores.

O bloqueio, da mesma maneira, é diferenciado por algumas características; estatura média das equipes, experiência menor ou maior de alguns jogadores, assimilação maior ou menor da estratégia de ataque dos adversários, etc.... Não há como afirmar que uma equipe possui maior capacidade do que outra, pois pratica algo de diferenciado.

O bloqueio, certamente, pouco mudou - como fundamento - ao longo dos tempos. Como função tática a evolução foi grande e proporcional ao do ataque. O gesto do fundamento mudou a partir da alteração da regra que permitiu a invasão dos braços sobre o bordo superior da rede. A velocidade e modalidade dos deslocamentos, as graduações dos saltos e o condicionamento físico dos jogadores têm transformado o duelo entre ataque e bloqueio na "grande ciência" do voleibol atual.

Neste e nos artigos que se seguem são tratadas a técnica e a tática no voleibol moderno. Por exigir uma análise mais extensa, a explanação sobre a técnica individual no bloqueio está dividida da seguinte forma:

- Fundamento;

- Bloqueio Parado;

- Fundamento após Deslocamentos - Manobras.

Cont. no art. 30, com Fundamento - Bloqueio Parado

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