Estratégias/Táticas - Artigo 96

- Estratégias / Táticas Ofensivas para Neutralizar as Combinações de Ataque.

- Combinações de Ataque com 3 na Rede - 2 Atacantes no Primeiro Tempo.

- Combinações com o Centro entre o Meio e a Entada da Rede (pos. 4).

 

- Procedimentos no Bloqueio.

 

Nos diagramas que se seguem, três exemplos de combinações com 3 atacantes – 2 no 1º. Tempo. Em todas as três a ordem de saque é a seguinte:

 

A2       L         A6

A3       A4       A5

 

 

A3 e A6 (L - Líbero), são os Atacantes de 1ª. Bola.

A2 e A5, são os Atacantes Receptores, Atacantes das 2as. Bolas.

A4, é o Oposto, atacante também de 1ª. Bola, nos exemplos dos diagramas.

L é o Levantador, já no ponto em que executa os levantamentos.

 

Nota

Como mencionado anteriormente, o Oposto (A4) deve ser atacante eclético, ou seja, deve ser capaz de atacar bolas de 1º. e 2º. Tempos, assim como bolas “chutadas” nas extremidades da rede, a fim de que a equipe possa contar com 2 atacantes no 1º. Tempo, nos rodízios com 3 atacantes na rede.

 

Nos diagramas, A4 e A3 atacam as bolas de 1º. Tempo, respectivamente, “Chutada” de Meio e Cabeça Trás (setas em vermelho e verde, respectivamente). A5 é o atacante da 2ª. Bola (seta em azul). Em cada uma das combinações ele ataca variações da 2ª. Bola:

1 - No diag. 1, a bola é levantada/atacada entre o ponto em que o levantador (L) está posicionado e o ponto em que A4 salta para atacar a Bola de 1º. Tempo (“Chutada” de Meio); Aquela ou Between, na denominação utilizada no voleibol brasileiro.

2 – No diag. 2, ele finta que vai atacar a Aquela/Between, muda o percurso e ataca imediatamente após o ponto em que a “Chutada” de Meio é levantada/atacada; no voleibol brasileiro é conhecida com Desmico da “Chutada” de Meio”.

3 – No diag. 3, ele faz a mesma finta, muda o trajeto e ataca na saída da rede. No voleibol feminino as jogadoras atacam esta bola da mesma maneira que o fazem na China com 1 Pé na Saída.

 

Nota

A5 e A2 (quando estão na rede) são atacanntes da Bola de Segurança nos casos em que a bola não chega à Zona de Levantamento e o levantador fica impossibilitado de executar a Combinação.

 

- Procedimentos no Bloqueio.

 

Nunca é demais repetir. A combinação com 2 atacantes no 1º. Tempo, bem executada, torna bastante difícil a tarefa dos jogadores – bloqueadores de defensores – de realizar suas atribuições do sistema defensivo. Portanto, treinadores e jogadores devem estabelecer uma estratégia e algumas táticas, a fim de que a equipe se adeque as diferentes alternativas que podem ocorrer no decorrer de uma mesma partida.

 

A dificuldade que representa os dois atacantes no 1º. Tempo impossibilita que os bloqueadores de antemão – realizem duas ações. Cada qual dos bloqueadores deve saltar concomitantemente com cada um dos atacantes de 1ª. Bola. A manobra 1-2, portanto, é a mais indicada – também de antemão. Cada bloqueador se responsabiliza por um trecho da rede, obviamente, em pontos em que cada atacante recebe a bola para atacar.

A Manobra 2-1, contudo. Deve ser executada com opção tática. O seja, num primeiro momento cada bloqueador se responsabiliza pelo bloqueio de uma das bolas. Num segundo, tem que tentar participar do bloqueio de uma outra bola.

Para isso, é fundamental que os bloqueadores das bolas de 1º. Tempo, de modo geral B3 e B4, adotem o expediente da graduação dos saltos, isto é:

- saltar o máximo, tendo em vista anular o atacante;

- saltar pouco, a fim de saltar melhor em uma segunda opção;

- não saltar, para compor bloqueio duplo em uma das outras duas bolas.

 

Nota

Alguns aspectos podem colaborar para esta decisão, Por exemplo.

1 - O ponto em que o levantador recebe a bola. De acordo com o afastamento em relação à rede:

a - passe perfeito, salto máximo;

b - passe em que a bola chega mais afastada da rede, saltar pouco;

c - passe em que a bola não chega à Zona de Levantamento, não saltar.

 

2 – Determinado momento do jogo em que o levantador tem que optar pelo atacante mais eficiente:

a – saltar o máximo como o atacante que tem maior probabilidade de receber a bola;

B – saltar pouco ou não saltar com um dos atacantes de 1º. Tempo.

 

3 – Sensibilidade do bloqueador, que por sua conta pode tomar a decisão.

 

Feitas estas observações, vejamos os procedimentos dos bloqueadores, do modo mais detalhado possível.

 

B3

 

1ª. Atribuição / Atribuição Primária.

 

- Bloqueio da Bola de Tempo levantada/atacada à frente do levantador; no caso a “Chutada” de Meio.

 

2ª. Atribuição / Atribuição Secundária.

 

- Deslocar-se para direita e/ou para esquerda, a fim de auxiliar o bloqueio da 2ª. Bola:

- à direita; na 2ª. Bola entre o ponto em que a “Chutada” de Meio é levantada/atacada e a extremidade da rede;

- à esquerda, na 2ª. Bola no terço central da rede.

 

 

Nota

 

Na combinação do diagrama 3, é necessário tomar uma decisão, de acordo com a capacidade dos bloqueadores. Vamos, à guisa de exemplo, raciocinar por hipóteses.

1 – Todos os três bloqueadores têm capacidade para bloquear bolas de 1º. Tempo:

B2 salta com A4;

B3 com A3.

B4 espera A5.

2 – Apenas B3 e B4 têm capacidade para bloquear bolas de 1º. Tempo:

B2 troca com B4 e espera o ataque de A5;

B3 salta com A4;

B4 salta com A3.

 

3 – Apenas B3 tem capacidade para bloquear bolas de 1º. Tempo. Eis um caso em que a equipe não tem como se organizar para neutralizar este tipo de combinação..

 

B4

 

1ª. Atribuição / Atribuição Primária.

- Bloqueio da Bola de Tempo Cabeça Atrás.

 

 

Nota

 

Repare no diagrama 9. B4 pode saltar para o bloqueio da Cabeça Atrás (atacada por A3) ou esperar pelo A5, na 2ª. Bola, atacada na extreimdade da rede. Ou ainda, saltar pouco ou não saltar com A3 e encarregar-se do bloqueio da 2ª. Bola na extremidade da rede.

 

2ª. Atribuição / Atribuição Primária.

- Deslocar-se para direita, a fim de participar do bloqueio da 2ª. Bola atacada no terço central da rede.

 

Nota

 

Repare no diagrama 8. B4 está posicionado no terço inicial da rede (entrada da rede) e as bolas “Chutada” de Meio e 2ª. Bola (Desmico da “Chutada”) são levantadas/atacadas no terço final da rede (saída da rede). Dificilmente pode participar dos bloqueios destas bolas. A menos que tome a decisão de não saltar com A3 e se desloque para o terço da rede em que o centro da combinação está ocorrendo.

 

B2

 

É prática mais do comum as equipes finalizarem o ataque no ponto da rede em que está posicionado o bloqueador menos capacitado. De modo geral, B2 é o levantador – mais baixo dos bloqueadores – ou o Oposto, jogador de boa estatura e com dotação para ser bloqueador eficiente.

Nas combinações apresentadas como exemplo, nos diagramas a seguir, o centro ocorre no terço da rede em que B2 está posicionado. Logo, é necessário tomadar de decisões. Por exemplo.

No diagrama 1, a 2ª. Bola, levantada/atacada no terço central da rede tira de B2 qualquer possibilidade de participar do bloqueio da mesma. Com isso, B3 tem que se utilizar do expediente de graduar o salto. Saltar pouco, a fim de poder saltar para o bloqueio da 1ª. Bola e da 2ª. Bola. B2 auxilia nesta segunda.

No diagrama 2, ele pode participar do bloqueio da 1ª. Bola, juntamente com B3 (manobra 2-1). Mas é o responsavél direto pela 2ª. Bola levantada/atacada entre o a “Chutada” de Meio e a extremidade da rede.

No diagrama 3, tem que saltar para o bloqueio da 1ª. Bola (“Chutada” de Meio) ou, no caso de não ser capaz para o bloqueio deste tipo de bola, trocar de posto com B4, a fim de bloquear a bola mais lenta, na pos. 2 da quadra oposta.

Resumidamente, são as atribuições de B2.

 

1ª. Atribuição / Atribuição Primária.

- Bloqueio Duplo da 1ª. Bola, “Chutada” de Meio, juntamente com B3 (diag. 10).

- Bloqueio da 2ª. Bola entre o ponto de “Chutada” de Meio e a extremidade da rede (diag. 11).

- Bloqueio da 1ª Bola, “Chutada” de Meio, se tiver capacidade (diag. 12).

 

 

2ª. Atribuição / Atribuição Secundária.

 

- Deslocar-se para esquerda, a fim de participar do bloqueio da 2ª. Bola, no terço central da rede (diag. 10).

- Deslocar-se para esquerda, a fim de participar de bloqueios no terço inicial da rede (Cabeça Atrás e 2ª. Bola na pos. 2 da quadra oposta).

 

Nota

Este último caso, quando não é possível participar do bloqueio, responsabiliza-se pela bola “largada” atrás dos bloqueios, dentro da zona de ataque.

 

Continuação no artigo 97, com os Procedimentos na Defesa.

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