Estratégia/Tática - Artigo 25
Estratégias / Táticas Ofensivas - Levantamento e Ataque.
3 – Meia Bola.
É utilizada:
1 – por equipes de iniciantes, de escolas e de base dos clubes (mirins e infantis).
2 – como componente das combinações de ataque – 2ª Bola – em todos os níveis de competitividade.
As equipes de seleções nacionais, sobretudo masculinas, por muito tempo utilizaram a Meia Bola com a 2ª. Bola das Combinações de Ataque. Sempre foram atacadas em fração de tempo maior do que as de 1º Tempo. Atualmente, essas equipes atacam com estratégias cujo objetivo é o de obter, cada vez, maior velocidade. As Meias Bolas vêm sendo substituídas pelas Bolas Atacadas do Fundo, uma vez que, conseguem atacá-las, praticamente, no mesmo tempo das Bolas de 1º. Tempo.
- Pontos da Rede em que a Meia Bola é atacada.
- Nas equipes de iniciantes, de escolas e de base de Clubes.
São levantadas/atacadas bem próximas do ponto em que o levantador se posiciona. Ou seja, no terço central da rede e entre o centro e a saída da rede (pos. 2). Na figura a seguir, o pnto do levantamento (pl) e exemplo das trajetórias da Meia Bola no centro e na saídad da rede.
Nota
Na entrada da rede, quando querem imprimir velocidade, a bola utilizada é uma "chutada" com uma curvatura acentuada.
- Nas Equipes de Alta Competitividade
Os pontos em que a Meia Bola é levantada/atacada varia de acordo com a 1a. Bola (base) da Combinação.
- Combinações de Saída – entre o Centro e a Pos. 2 da Rede.
As combinações realizadas entre o centro e a saída da rede têm como base as bolas de tempo Cabeça Frente e Cabeça Atrás. São levantadas/atacadas, praticamente sobre o ponto em que o levantador se posiciona (pl); um pouco mais à sua direita, um pouco mais à sua esquerda.
Nas representações gráficas a seguir, pontos em que a Primeira Bola (bolas de tempo Cabeça Frente e/ou Cabeça Atrás) são levantadas/atacadas (círculos vermelhos).
Na rep. 1, a bola de tempo é levantada/atacada exatamente sobre o (pl). Quando é levantada/atacada exatamente sobre a cabeça do levantador (círculo vermelho), a segunda bola, tanto à sua frente quanto à suas costas são levantadas/atacadas, equidistantemente, cerca de um metro de pl (bolas amarelas).
Na rep. 2, a bola de tempo é levantada/atacada à direita do pl. A Meia Bola, neste caso, é levantada/atacada à esquerda do pl. Na rep. 3, a bola de tempo é levantada à esquerda do pl. A Meia Bola, no caso, é levantada/atacada à direita do pl.
Notas
- O procedimento do levantamento é diferenciado em relação ao ponto em que é levantada/atacada a bola de 1o. Tempo, tem em vista afastar a bola do alcance do bloqueador que salta para o bloqueio da mesma; de modo geral, o bloqueador central.
- Nada impede deste procedimento ser desconsiderado. Todavia, pode facilitar o trabalho dos bloqueadores da equipe adversária e, por conseguinte, aumentar a dificuldade para o atacante.
- Existe uma Meia Bola vinculada à Bola China com 1 Pé na Saída da Rede, que levantada/atacada no terço central da rede, como está exemplificada na representação gráfica 4, a seguir.
- Combinações de Entrada – entre o Centro e a Pos. 4 da Rede.
As combinações executadas entre o centro e a entrada da rede não se baseiam no ponto em que o levantador se posiciona (pl). A Bola de Tempo "Chutada" de Meio, base da combinação, é classificada com Bolas de Tempo Afastadas do Levantador.
Na representação gráfica (5) a seguir, o ponto em que a Primeira Bola "Chutada" de Meio é levantada/atacada (círculo vermelho). A Meia Bola é levantada/atacada em dois pontos em relação à mesma: entre ela é o levantador; imediatamente após ela.
- Procedimentos do Levantador.
1 - Deslocar-se com velocidade máxima para a Zona de Levantamento, a fim de se posicionar, rigorosamente, sob a bola. O posicionamento do levantador é o principal ponto de referência para os atacantes, tanto para os de 1º. Tempo (primeira bola) quanto para os de 2ª. Tempo (segunda bola).
2 – Posicionar-se em relação à bola de maneira que possa executar o levantamento à sua frente às suas costas, quer com os pés no chão quer como o corpo em suspensão.
3 – Avaliar a altura da bola e o afastamento da mesma, em relação à rede, de acordo com a capacidade de cada um de seus companheiros.
- Procedimentos dos Atacantes.
1 – No momento em que a bola sai da recepção do saque ou de uma defesa. O atacante da Meia Bola deve iniciar sua Primeira Aproximação. Ou seja, do ponto da quadra em que se encontra para o que faz sua Aproximação Final.
2 – No momento em que a bola chega às mãos do levantador, deve estar pronto para realizar sua Aproximação Final. Nos diagramas a seguir, duas maneiras pela qual os atacantes fazem suas aproximações finais.
Nota
Quando a Meia Bola é componente das combinações de ataque, a aproximação é feita de acordo com a mesma e/ou a com a estratégia/tática ofensiva. Por exemplo.
No diag 1, uma Combinação de Saída. O Ponto de Referência é o posicionamento do levantador. As linhas tracejadas, em azul, simbolizam o trajeto que o atacante da pos. 2 faz para atacar a bola levantada na frente e atrás do levantador. Uma desvantagem: fica distante em relação à bola na frente do levantador. As tracejadas, em vermelho, o atacante se posiciona na linha do levantador (eqüidistantes às duas bolas) e se aproxima para à direita ou esquerda.
No diag. 2, uma Combinação de Entrada. O botão vermelho representa o ponto em que a 1a. Bola "Chutada" de Meio é levantada/atacada. O atacante pode iniciar sua aproximação final na linha do levantador (linhas tracejadas, em vermelho) e da pos. 4 (linhas tacejadas, em azul. Vale lembrar: nesta última, o atacante fica distante em relação à bola no terço central da rede.
3 – Aguardar a saída da bola das mãos do levantador para então executar, com no máximo duas passadas, o salto e o ataque.
4 – A bola deve ser golpeada, rigorosamente, no “ponto morto”, isto é, no momento em que ela atinge o máximo de altura e começa a cair.
Notas
- Alguns atacantes, a fim de acelerar o tempo do ataque, conseguem golpear a bola quando a mesma ainda está ascendendo.
- A Meia Bola são utilizadas de modo vinculado às das Combinações de Ataque. Como artifício para dificultar a ação do bloqueio da equipe adversária. É atacada no local em que o bloqueador saltou para bloquear a Bola de Tempo, de maneira que o mesmo não tenha tempo de saltar novamente para o bloqueio da 2ª. Bola.
- No voleibol de alta competitividade os bloqueadores têm elevadas estaturas e utilizam o artifício de graduar o salto para a 1ª. Bola. Saltam pouco para o bloqueio da 1ª. Bola a fim de saltarem novamente para o bloqueio da 2ª. Bola. Essa é a razão pela qual as grandes equipes, cada vez mais, estão evitando fazer as combinações mais tradicionais; optam pela 2ª. Bola atacada do fundo pela pos. 6.
- Procedimentos Coletivos.
1 – Compromisso para com o posicionamento – por todos os jogadores – no momento em que a bola chega às mãos do levantador.
A Combinação corretamente executada tem um “tempo ótimo”, em que a probabilidade de sucesso aumenta; no timing errado, aumentam a dificuldade da equipe atacante e, consequentemente, as chances do bloqueio adversário. Para isso, é necessário que todos se conscientizem da responsabilidade que devem ter em estarem prontos no momento em que a bola chegas às mãos do levantador. É tarefa que requer concentração absoluta. Vejamos o porquê.
De modo geral, as combinações de ataque mobilizam, numa mesma ação, quase todos os jogadores da equipe:
- o levantador;
- pelo menos um para o ataque da 1ª. Bola,
- um para o ataque da 2ª. Bola,
- pelo menos um a Bola a extremidade da rede;
- pelo menos um para o ataque do fundo.
Na disposição para a recepção do saque, o Levantador, o Atacante da 1ª. Bola e o Atacante do Fundo não participam. Os dois atacantes de 2ª. Bola, o líbero, que de modo geral substitui um dos atacantes de 1ª. Bola, são os responsáveis pela recepção.
No momento em que a bola sai da recepção do saque, por exemplo, todos os jogadores devem realizar algum deslocamento. O levantador, para a Zona de Levantamento. Os atacantes, para os pontos em que fazem suas aproximações finais para o ataque de suas respectivas bolas; o líbero e mais um, para a cobertura do ataque.
No exato momento do levantamento o atacante da 1ª. Bola tem que estar ar, e os demais atacantes prontos para receberem a bola. Enfim, é um disparo automático, cujo gatilho é a saída da bola das mãos do levantador.
2 – Atenção e velocidade, máxima, por ocasião das transições entre os sistemas.
O cuidado deve aumentar. Na transição da defesa para o ataque, por exemplo, os atacantes têm que sair de seus posicionamentos de bloqueio para se posicionarem nos pontos em que fazem suas aproximações finais.
3 - Em qualquer circunstância, todos – exceto o atacante que recebeu a bola – têm obrigação de participar da Cobertura do Ataque.
Continuação no artigo 26, com Bolas de Tempo
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