Estratégia/Tática - Artigo 24

Estratégias / Táticas Ofensivas - Levantamento e Ataque.

 

2 - Bola "Chutada" nas Extremidades da Rede.

 

A trajetória da bola descreve um segmento de reta entre dois pontos: as mãos do levantador e o ponto em que a bola é atacada. Os levantadores imprimem extraordinária velocidade à sua trajetória. Na representação gráfica a seguir, estão destacados os pontos do levantamento e os pontos em que as bolas são atacadas: em azul, na entrada da rede; em vermelho, na saída da rede.

 

De modo geral, é componente das Combinações de Ataque:

- levantada/atacada na Entrada da Rede (pos.4), faz parte das Combinações de Saída, cujo centro se dá entre o centro e a saída da rede;

- levantada/atacada na Saída da Rede (pos.2), faz parte das Combinações de Entrada, cujo centro se dá entre o centro e a entrada da rede.

 


- Procedimentos do Levantador.

 

1 – Deslocar-se com máxima velocidade para a Zona de Levantamento, ponto da quadra apropriado para o levantamento das bolas Chutadas.

2 – Decidir em qual das extremidades da rede a bola deve ser levantada. Tomando como base para o raciocínio.

 

A – Bola entre o centro e a entrada da rede (pos. 4) - levantamento apropriado para a saída da rede.

B - Bola entre o centro e a saída da rede (pos. 2) - levantamento apropriado para a saída da rede.

 

Nota

Algumas equipes utilizam, sistemática ou esporadicamente, o levantamento quando a bola esta aquém da Zona de Levantamento. E arriscado. Por se tratar de trajetória em que a bola chega no ponto do ataque baixa e muito rápida, o atacante, com bloqueio simples ou duplo, pode ter enorme dificuldade para atacá-la.

 

3 – Optar pelo tipo do levantamento – de frente, de costas ou lateralmente em relação à rede – e a maneira – com os pés no chão ou com o corpo em suspensão.

4 – Optar pela velocidade e a altura que deve dar a trajetória da bola, a fim de adequá-la a característica - capacidade de cada atacante. Na figura a seguir, um exemplo. A trajetória da bola deve ser retínea, por ser mais rápida; menor distância entre dois pontos. Alguns atletas têm capacidade de atacá-la mais alta ou mais baixa. O levantador deve considerar a altura da bola para cada qual; mas a trajetória, na medida do possível, deve ser retilínea.

Nota

Nas equipes de inciantes a trajetória para ser mais lenta pode ter uma curvatura, obviamente, a fim de adequá-la ao grau de aptidão do iniciante; de modo geral mais lento.

 

5 – Optar pela proximidade da bola em reação a rede. Na figura a seguir, em visão paralela à rede (do levantador), três pontos em relação a rede;

Bola azul – o ponto ideal, nem muito próxima nem muito afastada - possibilita ao atacante direcioná-la de acordo com sua vontade (habilidade).

Bola vermelha – muito próxima da rede, pode restringir os movimentos do braço do atacante e facilitar o trabalho do (s) bloqueador (res).

Bola verde - absolutamente inadequado, uma vez que o atacante só pode atacar para o fundo da quadra (ultimo terço).

 


Nota

Muito importante mencionar, embora reptitivamente, as principais características da bola chutada. A trajetória é um segmento de reta e muito veloz. A trajetória lenta possibilita o deslocamento do bloqueador central e, conseqüentemente, a composição do bloqueio duplo.

 


- Procedimentos dos Atacantes.

 

1 – Posicionar-se no ponto em que faz a Aproximação Final – independentemente do ponto em que faz a Primeira Aproximação – antes da bola chegar nas mãos do levantador. No diagrama a seguir, alguns exemplos de aproximação: do atacante da rede (botão vermelho) e do atacante que participa da recepção do saque (círculo vermelho). Alguns atacantes gostam de fazer a aproximação final um pouco mais aberto (cículos azuis), um pouco mais fechados, um pouco mais à frente, um pouco mais atrás, etc. Importante: no momento exato em que a bola sai das mãos do levantador, o atacante deve estar em ponto que tenha que dar o mínimo de passadas.

 

 

2 – No momento em que a bola chega nas mãos do levantador, iniciar a (as) primeira (as) passada (as) da aproximação final, de maneira que quando a bola sair ele esteja apto para dar a (as) ultima (as) passada (as).

Nota

Coloquei opções no plural porque o número de passadas para as aproximações (primeira e final) varia de atacante para atacante. Na final, por exemplo, alguns a fazem com duas passadas, outros com mais. O ideal é que seja com duas, sendo a última com o maior comprimento possível. Dada a velocidade do deslocamento com que o atacante faz as aproximações primeira e final, a passada comprida trava essa velocidade do corpo em movimento e propicia um salto melhor e, por conseguinte, mais equilibrado.

 

3 – Empenhar-se para executar um bom salto para o ataque, de maneira que alcançar uma boa altura e maximo equilíbrio no momento do golpe.

4 – Posicionar-se corretamente, em relação a bola, no momento do golpe, de maneira poder atacá-la tanto para a diagonal quanto para a paralela. Nas figuras a seguir, numa visão detrás, temos o eixo do corpo do atacante (linha tracejada) e a bola três pontos.

Tomando como base a Entrada da Rede (pos. 4) .

A – o ponto ideal, tanto para atacar a bola para a diagonal quanto para a paralela.
B – ponto propicio para o ataque na diagonal e inviável para a paralela.
C – ponto propicio para o ataque na paralela e inviável para a diagonal.

 

 

Tomando como base a Saída da Rede (pos. 2).

A – o ponto ideal, tanto para atacar a bola tanto para a diagonal quanto para a paralela.
B – ponto propicio para o ataque na diagonal e inviável para a paralela.
C – ponto propicio para o ataque na paralela e inviável para a diagonal.

 

Notas

- Nada impede de o atacante desconsiderar os pontos mencionados acima. Alguns fatores poderão limitar a eficácia do ataque:

1 - perda de equilíbrio no momento do golpe na bola; terá que ajeitar seu corpo e, por conseguinte, não golpeará a bola com o equilíbrio adequado,

2 - perder potência; terá que golpear a bola em suas faces externas o que dificulta o aproveitamento dos movimentos do tronco e braços,

3 - perda de precisão, em decorrência dos itens anteriores.

- Os bloqueadores os tomam como ponto de referencia e elemento de raciocínio para posicionar seus bloqueios. Por exemplo. Se o atacante deixou a bola passar para um ponto desfavorável para o ataque na diagonal, ele posiciona seu bloqueio tendo em vista dificulta a passagem da bola para a paralela.

Continuação no art. 25 com Meia Bola.

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