Estratégias/Táticas - Artigo 103

- Estratégias / Táticas Ofensivas para Neutralizar as Combinações de Ataque.

- Treinamento Tático Coletivo para Neutralizar Combinações de Ataque.

- Seqüência de Exercícios para o Treinamento Tático Coletivo para Neutralizar Combinações de Ataque.

 

- Seqüência de Exercícios no. 3

 

Nesta seqüência à guisa de exemplo, utilizaremos uma outra Combinação de Ataque, muito freqüente em competições de alta competitividade.

 

A Ordem de saque é:

L       C6          P5

P2       C3        OP

                                                              

L   – Levantador
P2 – Atacante de Ponta e de Fundo
C3 – Atacante Central
OP – Oposto
P5 – Atacante de Ponta e de Fundo
C6 – Atacante Central

 

 

Na combinação acima: C3 ataca a 1ª. Bola, Cabeça Frente; OP ataca “Chutada”, na pos. 4; P2 ataca “Chutada”, na Pos. 2 e P5 ataca do Fundo, pela pos. 6.

Antes de começar a seqüência de exercícios, o treinador deve estabelecer os procedimentos dos bloqueadores e dos defensores, para cada uma das ações.

Nas seqüências anteriores os exercícios foram realizados com os jogadores, primeiramente, bloqueando, depois bloqueando e defendendo cada umas das bolas da combinação. Nesta, bloquearão e defenderão, pelo menos, duas bolas combinadas. Por exemplo, Cabeça Frente e “Chutada” na pos. 4, “Chutada na pos 4 e Chutada na pos. 2, etc.

 

13 – O treinador/colaborador saca para Dupla Oponente (DO), que recepciona e executa duas bolas da Combinação-Exemplo: Cabeça Frente e “Chutada”, na pos. 4. A fim de exemplificar a construção da estratégia a ser praticada, vamos sugerir a maneira pela qual devem proceder bloqueadores e os defensores.

No diagrama 1, a Posição Fundamental de Bloqueadores e Defensores. No diagrama 2, B3 e B4 saltam para o bloqueio da 1ª. Bola (atacada por C3) e B2 , inicialmente posicionado na Formação Fechada, afasta-se para o bloqueio da “Chutada”, na pos. 4, da quadra oposta (atacada por OP). Na defesa, D1 posicionado para a defesa de ambas as bolas atacadas à direita dos bloqueios. O defesa-cantro (D6), posicionado mais à direita, a fim de ajudar D1 na defesa, de ambas as bolas, atacadas à direita dos bloqueios. D5, ligeiramente adiantado, defende ambas as bolas atacadas à esquerda dos bloqueios.

 

 

O objetivo é o de sempre: marcar o ponto por meio do bloqueio direto ou com o contra-ataque. Conseguindo ou a DO colocando a bola no chão (fechando o rally), o treinador/colaborador saca outra bola para um novo ataque de DO. Caso a DO consiga a posse da bola, o jogo continua até que a bola “morra”.

 

14 – Idem 13, em dois movimentos. Caso a DT consiga o ponto com o bloqueio ou a DO coloque a bola no chão, depois do segundo saque, o treinador/colaborador lança uma segunda bola para a DO realizar um novo ataque. Caso a defesa da DT conquiste a posse da bola, o jogo continua até que a bola “morra”.

 

15 – Idem 13, com o sistema defensivo praticando para neutralizar, por exemplo, a 1ª. Bola Cabeça Frente e a Bola do Fundo, pela pos. 6.

No diagrama 3, a representação gráfica da mesma combinação, utilizada como exemplo, no exercício no. 13. No diagrama 4, uma sugestão de armação da estratégia defensiva, ou seja. No bloqueio: B3 e B4 saltam para o bloqueio da 1ª. Bola, Cabeça Frente (atacada por C3) e B2, posicionado na Formação Fechada, aguarda para o bloqueio (provavelmente triplo) da Bola do Fundo pela pos. 6 (atacada por P5). Na defesa: D1 posicionado para a defesa de ambas as bolas atacadas à direita dos bloqueios. D6, no centro da quadra, desloca-se para a direita ou para a esquerda, de acordo com que o treinador estabelecer e/ou com sua sensibilidade. D5, posicionado para defesa, de ambas as bolas, atacadas à esquerda dos bloqueios.

 

 

Nota

 

B3 e B4, encarregados do bloqueio da 1ª. Bola, devem utilizar o artifício da graduação dos saltos no bloqueio: saltar o máximo, a fim de dificultar o atacante da 1ª. Bola; saltar pouco ou não saltar, tendo em vista o bloqueio da Bola do Fundo.

 

O objetivo é o de marcar o ponto por meio do bloqueio direto ou com o contra-ataque. Caso DT consiga o ponto ou DO coloque a bola no chão, o treinador/colaborador saca outra bola. Caso a DO consiga a posse da bola, o jogo continua até que a bola “morra”.

 

16 – Idem 15, em dois movimentos. Caso a DT consiga o ponto com o bloqueio ou a DO coloque a bola no chão, depois do segundo saque, o treinador/colaborador lança uma segunda bola, na quadra da DO, a fim de que ela realize um novo ataque. Caso DT conquiste a posse da bola, o jogo continua até que a bola “morra”.

 

17 – A mesma mecânica dos exercícios anteriores. Agora, a prática será para neutralizar a 1ª. Bola, Cabeça Frente (atacada por C3) e a “Chutada” na pos. 2, da quadra oposta (atacada por P2)

Nos diagramas a seguir, como apresentado nos exercícios anteriores, a combinação-exemplo e a sugestão para a estratégia defensiva.

No bloqueio: B3 e B4, juntos, se encarregam da 1ª. Bola, Cabeça Frente (atacada por C3) e B2, posicionado na Formação Fechada, responsabiliza-se pelo bloqueio da “Chutada” na pos. 4, da quadra oposta (atacada por OP). Na defesa: D5 é o responsável pela defesa de ambas as bolas atacadas à esquerda dos bloqueios; D6, deslocado mais à esquerda, ajuda D5 na defesa, de ambas as bolas, atacadas à esquerda dos bloqueios; D1 é o responsável pela defesa, de ambas as bolas, atacadas à direita dos bloqueios.

 

 

O objetivo, como sempre, é marcar o ponto por meio do bloqueio ou do contra-ataque. Caso ocnsiga ou DT coloque a bola no chão e feche o rally, o treinador/colaborador saca uma segunda bola. Caso a DO conquista a posse da bola, o jogo continua até que a bola “morra”.

 

18 – Idem 17, com dois movimentos. Caso a DT consiga o ponto com o bloqueio ou a DO coloque a bola no chão, depois do segundo saque, o treinador/colaborador lança uma segunda bola, na quadra da DO, a fim de que ela realize um novo ataque. Caso a defesa da DT conquiste a posse da bola o jogo continua até que a bola “morra”.

 

19 – Agora a prática contra as bolas “Chutada” na pos. 4 e “Chutada” na pos. 2. Nos diagramas a seguir a combinação exemplo e a sugestão para a estratégia defensiva.

No bloqueio. Os três bloqueadores posicionados na Formação Fechada, como o fazem no jogo. No momento em que o levantador recebe a bola, B3 e B4 devem estar colocados lado-a-lado, marcando o atacante da 1ª. Bola. Após o levantamento, deslocam-se com velocidade máxima para a extremidade da rede em que será realizado o ataque. Na defesa, D1 e D5 se posicionam tendo em vista a defesa dos ataques nas paralelas e, mais para dentro da quadra, para a defesa das bolas atacadas na diagonal. D6, posicionado no centro da quadra, desloca-se para a direita ou para a esquerda de acordo com a determinação do treinador e/ou de sua própria sensibilidade.

 

 

Nota

De modo geral, as bolas “chutadas”, nas extremidades da rede, têm trajetórias muito rápidas. Em razão disso, o jogador que não participa do bloqueio (B4 e/ou B2) não tem tempo para deslocar para formar um bloqueio triplo nem para recuar e compor a disposição de defensiva. Logo, uma alternativa válida é a de deslocar na direção da bola (ato-reflexo) e encarregar-se da defesa das bolas “largadas”, atrás do bloqueio, dentro da Zona de Ataque.

 

Os objetivos são os mesmos mencionados dos exercícios anteriores. Assim como o momento para o treinador/colaborador desferir o segundo saque.

 

20 – Idem 19, com dois movimentos. Os objetivos e procedimentos do treinador/colaborador, quanto ao lançamento das segundas bolas, são os mesmos.

 

21 – Idem exercícios anteriores, com a prática para neutralizar as bolas do Fundo (atada por P5) e a “Chutada” na pos. 4, da quadra oposta (atacada por OP).

Nos diagrama a seguir, a combinação-exemplo e uma sugestão para a estratégia defensiva. No bloqueio, os três bloqueadores na Formação Fechada, aguardam a recepção do saque da DO. No momento em que a bola chega as mãos do levantador, B4 e B3, lado a lado, se encarregam do bloqueio da bola do Fundo (atacada por P5). B2 se desloca para a extremidade da rede, a fim de se posicionar para o bloqueio da “Chutada” na pos. 4, da quadra oposta (atacada por OP). Na defesa, aguardam a recepção no posicionamento mais a frente. Após a saída da bola das mãos do levantador, D1 se responsabiliza pela defesa, de ambas as bolas, atacadas à direta dos bloqueios. D6 se desloca para sua direita, a fim de auxiliar D1 na defesa das bolas atacadas à direita dos bloqueios. D5 se encarrega das bolas atacadas à esquerda dos bloqueios; no caso de bloqueio simples para bola “Chutada”, D5 deve entrar mais para dentro da quadra.

Nota

A defesa da bola “largada”, dentro da Zona de Ataque, cabe ao jogador que não participa do bloqueio: para Bola do Fundo, B2; para a bola “Chutada”, B4

O objetivo e o procedimento para o segundo saque são os mesmos dos exercícios anteriores.

 

 

22 – Idem, com dois movimentos. O objetivo e os procedimentos para o segundo saque e a segunda bola, lançada pelo treinador/colaborador, são os mesmos dos exercícios anteriores.

 

23 – Idem exercícios anteriores, com a prática para neutralizar as bolas do Fundo (atacada por P5) e a “Chutada” na pos. 2, da quadra oposta (atacada por P2).

Nos diagramas a seguir, com de hábito, a representação gráfica da combinação e uma sugestão para a estratégia defensiva. No bloqueio, B3 e B4 atuam em dupla, isto é, se encarregam do bloqueio da Bola do Fundo (atacada por P5) e, caso seja levantada a “Chutada”, eles se deslocam para à esquerda.

Nota

 

A critério do treinador e/ou de acordo coma capacidade de B2, o bloqueio da Bola do Fundo pode ser feito por B3 e B2. Com isso, B4 pode se deslocar para a esquerda a fim de se posicionar para o bloqueio da “Chutada”.

 

 

24 – Idem 23, com dois movimentos. Os objetivos e os procedimentos para o segundo saque e o lançamento da segunda bola, são os mesmos dos exercícios anteriores.

 

- Aspectos a serem observados durante a execução dos exercícios.

 

1 – A combinação utilizada como exemplo é das mais complexas. O treinador deve adaptar as estratégias sugeridas de acordo com o nível do campeonato que sua equipe disputa. O mais importante: no momento da prática todos os jogadores devem estar sabendo de suas atribuições. No momento de enfrentar uma equipe, em determinado jogo, os jogadores estarão familiarizados com os mesmos.

2 – Nos primeiros exercícios desta seqüência, os jogadores tentam neutralizar a 1ª. Bola, Cabeça Frente, e uma outra: as “Chutadas”, nas extremidades da rede, e a do Fundo pela Pos. 6. O tempo em que todas elas são atacadas é mínimo. O treinador, juntamente com seus jogadores, deve tomar algumas decisões fundamentais (e será sempre assim nos jogos).

No bloqueio:

 

Na defesa:

 

Nos primeiros artigos, em Estratégias / Táticas, você pode encontrar todas as informações, sobre o bloqueio e sobre a defesa, de que precisa para embasar essas decisões.

 

3 – Um procedimento básico para a atuação do (s) bloqueador (res) é a avaliação da recepção do saque pela dupla oponente (DO). De acordo com a mesma, eles têm como decidir pelo tipo de salto, o número de jogadores na 1ª. e na 2ª. Bolas e o tipo de marcação. O mesmo vale para os defensores, mais a frente, mais atrás, etc.
Vamos imaginar uma recepção mal executada, em que a bola não chega para o levantador na Zona de Levantamento. A probabilidade de o adversário realizar a 1ª. Bola é bem menor. Logo, o bloqueador central pode dispensar o auxílio do segundo bloqueador e aguardar mais para saltar e/ou deslocar para a 2ª. Bola. Na defesa, a maior probabilidade é do levantamento nas extremidades da rede, de modo geral, de bolas mais altas. O posicionamento defensivo não precisa ser tão na frente.

 

4 – Na dinâmica dos exercícios, estão previstos um segundo saque e, nos exercícios com dois movimentos, de uma segunda bola lançada pelo treinador/colaborador. O objetivo é o de exigir maior velocidade de deslocamento para tomar os posicionamentos, para trocar de posicionamentos, etc. Além disso, requer maior concentração e discernimento tático individual para o acerto na tomada das decisões.

 

5 – Os jogadores de ambas as equipes devem estar imbuídos de que uns estão treinando os outros. Evitar erros é obrigação de todos. Muitas vezes um jogador erra uma bola para, por exemplo, não ser bloqueado, não ter seu ataque defendido, etc. O treinado deve coibir esse comportamento de modo sistemático.

 

6 – O treinador deve estimular a comunicação entre seus jogadores, sobretudo, com a bola em jogo. É um procedimento essencial para que eles sejam capazes de tomar decisões, não só no treinamento, mas também nos jogos.

 

Continuaçào no artigo 104 com outra Seqüência de Exercícios (em construção).

Voltar ao Menu Estratégias / Táticas - Vôlei de Quadra.