Estratégias/Táticas - Artigo 102

- Estratégias / Táticas Ofensivas para Neutralizar as Combinações de Ataque.

- Treinamento Tático Coletivo para Neutralizar Combinações de Ataque.

 

- Seqüência de Exercícios para o Treinamento Tático Coletivo para Neutralizar Combinações de Ataque.

- Seqüência de Exercícios no. 2

 

Na seqüência no 1, todos os jogadores da equipe em treinamento (ET) participaram da prática em que o bloqueio foi a única atividade. Nesta seqüência os exercícios vincularão o bloqueio com a defesa. Logo, os jogadores se revezarão nas duas funções. Ou seja, quando não estiverem bloqueando estarão defendendo e vice-versa.

Outro ponto importante: todos os jogadores praticarão o bloqueio e a defesa em todos os posicionamentos. Isto é, vamos partir do pressuposto que o treinador ainda não está numa fase, diria, específica. Mais tarde, não. Ele escala a equipe e, à sua maneira, vai individualizando as atribuições de cada qual.

Como fizemos na seqüência 1, vamos utilizar uma Combinação de Ataque (diagrama a seguir) a fim de facilitar a apresentação dos exercícios.

 

 

06 – Este exercício é realizado em 2 Movimentos:

Movimento 1. A equipe em treinamento (ET) disposta no posicionamento defensivo inicial – bloqueio e defesa. No bloqueio, os atletas na Formação Fechada. Na defesa os jogadores dispostos no posicionamento mais a frente. No diagrama a seguir, estão demonstrados os posicionamentos.

 

O treinador define a Estratégia Defensiva, como todo. No Bloqueio, por exemplo.

 

Ataque de AF:   - Bloqueio Simples - [B3]
  - Bloqueio Duplo        - [B4-B3] ou [B3-B2]
  - Bloqueio Triplo    - [B4-B3-B2]

           

 

Ataque de A2:   - Bloqueio Simples - [B4]
  - Bloqueio Duplo        - [B4-B3]

 

Ataque de A3:   - Bloqueio Simples - [B2]
  - Bloqueio Duplo        - [B3-B2]

 

Na defesa, por exemplo.

A cobertura para a bola “largada”, para todas as bolas: - sem cobertura
  - pelo bloqueador que não participa do bloqueio.
  - pelos correspondentes

 

 

Posicionamento Defesa Centro (D6):                               - no centro
  - deslocado para a pos. 1
  - deslocado para a pos. 5

   

Estabelecida a Estratégia e os respectivos procedimentos para cada uma das bolas da combinação, vamos à complementação do exercício.

 

O treinador ou um colaborador lança a bola na linha de ataque da equipe oponente (EO) e deste ponto sai o levantamento, exclusivamente, da 1ª. Bola, China com 1 Pé na Saída da Rede.

A equipe em treinamento tenta: o ponto direto (por meio do bloqueio); ou o toque no bloqueio, a conquista da posse de bola e contra-ataque, ou conquista da posse da bola pela defesa e contra-ataque.

Movimento 2. Conseguindo o bloqueio-ponto (em que a bola “morre”) e/ou não conseguindo a posse da bola pela defesa, o treinador lança uma segunda bola. Neste exato momento, as duas equipes (ET e EO) já devem estar nos posicionamentos iniciais para nova bola em jogo.

Caso a ET consiga a posse da bola, o jogo continua, ou seja, pode realizar o contra-ataque e assim por diante até que a bola "morra".

 

07 – Idem 06, com dois jogadores (B3 e B4) tentando o bloqueio da 1ª. Bola, China com 1 Pé na Saída da Rede. Importante chamar atenção para os jogadores dos dois times têm que estar nos seus posicionamentos iniciais por ocasião da segunda bola lançada pelo treinador.

 

08 – Idem 06, com equipe oponente levantando, exclusivamente, a 2ª. Bola, Bola do Fundo no terço central da rede. O bloqueio é feito por B3. De acordo com a estratégia defensiva, a cobertura da bola “largada” deve ser feita por B4 e B2, que não participam do bloqueio.

 

09 – Idem 08, com B3 e B4 no bloqueio. B2, que não bloqueia, cobre a “largada”.

 

10 – Idem 09, com B3, B4 e B2 no bloqueio. O treinador deve designar a maneira pela qual a equipe fará a cobertura da bola “largada”.

 

11 – Idem 06, com a equipe oponente (EO) levantando, exclusivamente, a 3ª. Bola – “Chutada” na Entrada da Rede (pos. 4, da quadra oposta). O bloqueio é feito por B2. B3 cobre a bola “largada”.

12 – Idem 11, com bloqueio duplo de B3 e B3. B4, que não participa do bloqueio, cobre para a bola “largada”. A segunda bola só deve ser lançada pelo treinador quando da chegada do bloqueador central (B3) ao seu posicionamento inicial. A razão: o percurso entre o ponto em que a bola é levantada/atacada e o centro da rede é um pouco mais longo.

 

- Aspectos a serem observados durante a realização dos exercícios.

 

1 – O treinamento tático coletivo tem vista a formatação defensiva da equipe. Antes do início de todos os exercícios todos os jogadores devem estar sabendo de todas as suas atribuições. O que vale para uma equipe de alto nível pode não valer para uma de base. No entanto, há algo em comum: o posicionamento inicial no momento em que a bola entra em jogo e por ocasião das transições entre os sistemas; do defensivo para o ofensivo e do ofensivo para o defensivo. Os exercícios desta seqüência e das que se seguirão são excelentes para apurar a velocidade com que os jogadores têm que se deslocar de um posicionamento para o outro. Logo, o treinador deve ser implacável na cobrança, a fim de que esse objetivo seja alcançado. Um pensamento: é item em que não depende de habilidade; depende, acima de tudo, de concentração.

2 – A vinculação entre a defesa e o bloqueio deve ser observada. Para isso, é essencial o que está mencionado no item 1, ou seja, no momento em que a bola entra em jogo (lançamento das bolas):

- todos os jogadores, bloqueadores e defensores, têm que estar no posicionamento inicial;

- devem estar estabelecidos a marcação do bloqueio e o posicionamento de dos defensores para cada bola.

Sobre o segundo item, um exemplo. O posicionamento do Jogador Defesa-Centro (D6). Ele tem que estar preparado para diferentes posicionamentos na defesa.

 

No diagrama a seguir, estão destacadas duas bolas da combinação, a 1ª. Bola e a 3ª. Bola. O treinador pode posicionar D6:

- no centro da quadra, deslocando para a direita ou para a equerda;

- mais para a direita, a fim de ajudar o D1 para a defesa da bola “Chutada”, atacada na paralela e da China com 1 Pé, atacada na diagonal;

- mais para a esquerda, a fim de ajudar o D5 para a defesa da bola China com 1 Pé, atacada na paralela e da “Chutada”, atacada na diagonal;

 

 

3 – O treinador ou o colaborador que lança as segundas bolas deve perceber, no momento do lançamento da segunda, se as equipes estão posicionadas devidamente. Neste caso, ele deve dar o comando, corrigir um ou outro jogador que esteja atrasado. Ao mesmo tempo, estimular os jogadores que façam o mesmo.

4 - Ao longo de toda a sessão do treinamento o treinador deve chamar atenção dos jogadores para aspectos táticos individuais. No bloqueio, por exemplo: a marcação, o tempo de bloqueio, a graduação dos saltos. Na defesa: o posicionamento do levantador, a distância e a altura da bola, em relação à rede; a aproximação dos atacantes, os movimentos do atacante no momento do golpe, etc.

 

Cont. no art. 103, com outra Seqüência de Exercícios.

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