Estratégia/Tática - Artigo 22

- Estratégias /Táticas - Defensivas

 

- Bolas de Tempo - Parte 2

 

- Zonas de Maior Incidência das Bolas de Tempo.

 

No artigos em que apresento estratégias e táticas para a defesa, começo com uma divisão da quadra por Zonas de Maior Incidência, de cada tipo de bola. Considero importante fazer uma apreciação específica das zonas de maior incidência das Bolas de Tempo, a fim de que a compreensão das matérias seja mais facilitada. São elas:

- zona protegida pelo bloq., simples ou duplo (retângulo central em laranja);

- zona de maior incidência de bolas "largadas" (retângulos em verde);

- zona de maior incidência de bolas atacadas com força (retângulos em azul);

- zona de maior incidência de bolas atacadas com objetivo tático/ricocheteadas no bloq (retângulo amarelo);

- zona de maior incidência de bolas atacadas por falha do bloq (quadrado vazado, em vermelho).

 

 

No diagrama acima, apresento uma divisão básica. A incidência das bolas de tempo variam de acordo com alguns circunstâncias, ou seja.

- O local em que a bola é executada;

- A característica individual dos atacantes;

- Momento "emocional" do jogo.

 

Considerando as variações, são necessários ajustes de adversário para adversário e/ou circunstanciais, a fim de adequar o sistema defensivo dentro de um mesmo jogo. O mais importante é definir o posicionamento da defesa e do bloqueio, para que os ajustes sejam curtos e rápidos.

 


 

- Bolas de Tempo Próximas do Levantador.

- A Frente do Levantador.

- Cabeça à Frente.

Na bola de tempo Cabeça à Frente o levantador recebe o passe e alça a bola à sua frente. O cortador aproxima-se e salta. No ponto morto da impulsão recebe a bola e a ataca o mais rápido possível, antes que o bloqueio possa mobilizar-se - completar o movimento todo.

A aproximação para o ataque da Cabeça á Frente e feita, com o cortador saindo de 03 posições:

- da pos.4,

- da pos.3,

- da pos.2 (diag. a seguir)

 

 

A estratégias e táticas com o objetivo de neutralizar as Bolas de Tempo realizadas pelo adversário dependem de coordenação do bloqueio com a defesa. Duas componentes são fundamentais para que isso ocorra.

1 - A Tática Individual de bloqueadores e de defensores - discernimento que os jogadores têm que ter para tomar decisões.

2 - Capacidade Técnica Individual, no bloqueio, para executar deslocamentos, saltos e o fundamento do bloqueio; na defesa, para deslocar-se com desembaraço e dominar as bolas atacadas.

Detalharemos estes procedimentos - de bloqueadores e defensores - para todas as situações ofensivas existentes no voleibol, em e todos os níveis de competitividade. Adotaremos, como ordenação, apresentar, primeiramente, os procedimentos dos bloqueadores, depois, os dos defensores.

É matéria longa e requer muita atenção, uma vez que não é uma "receita de bôlo"; não basta anotar... tem que entender.

 

Nota

O Prof. Antônio Rizola Neto, treinador das Seleções Brasileiras (de base) apresentou excelente trabalho, realizado com a Seleção Brasileira Juvenil Feminina. Contribui para o entendimento da importância das tomadas de desisões, pelos jogadores, no decorrer de um rally, do set e do jogo. Click aqui.

 


 

- Estratégia/Tática Coletiva - Defensiva.

 

- Procedimento dos Bloqueadores.

 

- Com Bloqueio Simples.

O bloqueio da Cabeça Frente, de modo geral, é realizado pelo Bloqueador Central (B3). Nos casos em que o adevrsário ataca por meio de Combinações de Ataque, uma opção tática válida é a do bloqueador da pos. 4 (B4) se encarregar pelo bloqueio da mesma, deixando B3 livre para o bloqueio de uma Segunda Bola levantada/atacada no terço central da rede.

 

1 - Bloqueadores na PF, aguardam o passe.

2 - Com o passe apropriado à bola de tempo.

3 - O bloqueador responsável aproxima-se do levantador e identifica o cortador.

 

B3 - Geralmente é‚ geralmente o responsável pelo bloqueio da Bola de Tempo, olha fixamente para o cortador e salta concomitantemente a este, olhando para a movimentação do seu corpo e do seu braço, observando os requisitos do fundamento. Se a levantada for Reta, há a possibilidade do ataque ser direcionado tanto para à direita como para à esquerda. O bloqueador deve saltar com os braços mais afastados do que o normal (raramente os cortadores atacam reto). Se for possível perceber a direção do ataque, deve aproximar outra mão.

B4 - Dependendo da combinação de ataque do adversário, pode ser o encarregado do bloqueio e adotar os procedimentos do B3. Caso não bloqueie, encarrega-se da bola largada.

B2 - Está distante do local em que com maior freqüência se realiza as bolas Cabeça à Frente. Logo, está distante deste ponto e deve encarrega-se das bola "largadas", dentro o/ou próximas da Zona de Ataque.

Nos diagramas a seguir, as setas indicam a movimentação dos B4 (caso não bloqueie) e B2 em direção à uma possível bola largada, quando o bloqueio é realizado pelo B3. E dos B3 (caso não participe do bloqueio) e B2 em direção ao ponto em que as bolas são "largadas" com maior freqüência.

 

 

 

Cont. no art. 23 com Bola de Tempo Cabeça Frente - Estratégia com Bloqueio Simples - Procedimentos dos Defensores

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