Brasil Campeão, vitória de um TIME.
Grafei time com maiúsculas, porque foi uma conquista de um time. Refiro-me a todos os componentes que, direta e ou indiretamente, contribuíram para a grande conquista.
Do time titular é impossível apontar um destaque. Todos foram igualmente importantes, cada qual na sua função. Até os que aparecem pouco. Como Rodrigão e Lucão, que foram eficientíssimos, regulares, tranquilos. Os reservas, a mesma coisa. Sempre que acionados corresponderam com grande contribuição.Para se ter uma ideia da força da equipe, segundo a estatística oficial, Leandro Vissoto foi apenas o décimo quarto maior pontuador e décimo segundo atacante. Rodrigão, o segundo melhor bloqueador. Murilo o segundo melhor sacador e passador. Bruninho, foi terceiro levantador. Mario Júnior, sétimo defensor e sexto melhor líbero. Murilo foi eleito melhor jogador do campeonato. O legítimo representante de todo um TIME. Abro parêntesis para destacar Giba. Com títulos e mais títulos, ao longo de sua brilhante carreira, e sempre distinguido entre o melhores jogadores do mundo, comportou-se como um grande líder. Como é importante ter no time um jogador com esse caráter.
A Comissão Técnica, que competência. O treinador Bernardinho, que dispensa comentários, é o grande responsável por tudo. Que planejamento. O time chegou à fase final de modo e-xu-be-ran-te; física, técnica e taticamente. Gostaria de mencionar minha admiração pelo trabalho do preparador físico José Inácio Salles. Desde que assumiu – com Bernardinho desde a seleção feminina – o Brasil demonstra extraordinário condicionamento físico. Evidente pela resistência potência e velocidade com que os jogadores atuam em todos os sets, em todos os jogos e no decorrer de todos os campeonatos.
Importante mencionar o trabalho da equipe médica. O que parecia tarefa praticamente impossível, foi conseguido. Recuperar o Bruninho em menos de vinte quatro horas; fizeram alguma mágica.
Não poderia esquecer a equipe da retaguarda. O Presidente Ary Graça, o Diretor de Seleções, Paulo Marcio Costa, e o guru de todos, Sami Melinski. O campeonato deles é propiciar todas e melhores condições de trabalho para que comissão técnica e jogadores possam realizar seus trabalhos.
Um tri-campeonato mundial consecutivo - 2002/2006/2010 - é uma extraordinária façanha. Só possível com trabalho de alta qualidade, inteligente, contínuo. Pelo trabalho que vem sendo realizado pela C.B.V, ao longo de algumas décadas, não vamos parar tão cedo.