Crônica 19

Treinamento Orgânico Integrado (TOI).

Quando dirigi a equipe italiana TNT-Traco, encontrei o seguinte quadro. Os jogadores apresentaram-se para os treinamentos, no início da temporada, em más condições físicas. No grupo haviam muitos jogadores com grande dificuldade técnica individual. Além disso, existia um fator complicador: o campeonato começaria em 20 dias, tempo que dispunha para preparar a equipe.

Fiz-me a seguinte pergunta: o que é preferível, a equipe apresentar-se no campeonato bem fisicamente e perder por deficiência técnica ou apresentar-se bem tecnicamente e perder por deficiência física? É evidente que não preferi nem uma, nem outra das situações.

Meu raciocínio foi o de colocar a equipe em um nível razoável de condicionamento físico e técnico na fase inicial do campeonato e, no desenrolar do mesmo, tentar a maior evolução possível. A solução que encontrei foi a de elaborar uma forma de prepará-la física e tecnicamente por meio de um trabalho que viesse a desenvolver as duas aptidões (física e técnica) simultaneamente. Foi o que fiz.

Denominei esse trabalho de Treinamento Orgânico Integrado (TOI) e, por ter sido uma novidade coroada de êxito, passei a adotá-lo desde então. E mais, tenho absoluta convicção de que as partes que compõem o treinamento global - física, técnica individual e tática coletiva - não podem ser trabalhadas mais de modo estanque. Creio que, no voleibol atual, após as mudanças da regra que encurtaram a duração do jogo, toda atividade deve ser polivalente. Ou seja, no momento em que se estiver treinando uma parte como atividade principal, outra de também ser treinada como atividade vinculada. É o princípio que noteou a criação do TOI: trabalhar várias componentes do treinamento global, simultaneamente.

Embora venha aplicando o TOI há desde a sua criação e o tenha passado aos meus companheiros de trabalho, resolvi apresentá-lo a seguir, a fim de que possa ser conhecido, analisado e aprimorado por nossos treinadores e preparadores físicos.

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