O Aquecimento Físico poderia ser uma atividade polivalente?
por Jorge Barros [Jorjão]
Depois da mudança da regra que estabelece o "rally-point" muita coisa mudou. Refiro-me, sobretudo, ao treinamento, aqui no Brasil. Uma das coisas, com absoluta certeza, perdura: o aquecimento físico (muscular-articular-técnico).
Vamos pensar juntos. O treinamento global é composto de três partes: a preparação física, a técnica individual e a tática coletiva.
No voleibol atual os segmentos do treinamento global podem ser polivalentes? Vamos imaginar um treinamento conservador. Pela ordem.
- Os atletas realizam aquele alongamento estático; tempo médio de15 min.
- Dão uma "corridinha" com evoluções; tempo médio de 6 min.
- Jogam a bola, um para o outro, com as duas mãos, depois com uma das mãos, depois dão cortadas, etc...; tempo médio de 4 min.
- Começam a tocar. Dois toques, depois um toque, um ou outro toque lateral, um ou outro toque de costas, um ou outro toque pulando, etc, enfim, toques sem qualquer grau de dificuldade...; tempo médio de 3 min.
- Idem para a manchete; tempo médio: 3 min.
- Começam o tradicional ataque-defesa, sem qualquer grau de dificuldade; tempo médio 6 min.
Se somarmos o tempo com o aquecimento - físico e técnico - teremos 37 min. Multiplicado por 60 seg., teremos 2220 seg. Se pegarmos 2220 seg. e dividirmos por 40 seg. teremos:
55,5 estímulos anaeróbicos de 40 seg.;
74 estímulos anaeróbicos de 30se.;
e 111 estímulos anaeróbicos de 20 seg.
Feita essa conta, seria lícito imaginar que o mesmo tempo poderia ser utilizado para o treinamento de modo concomitante:
- de valências físicas - orgânicas ou funcionais - e de fundamentos da técnica individual?
- de valências físicas - orgânicas ou funcionais - e ações táticas?
Em outras palavras: seria válido uma tentativa para a otimização do tempo, tendo em vista propiciar aos atletas bom rendimentos e com menor desgaste, possível, do atleta?