A Participação do Líbero
por Jorge Barros [Jorjão]
O Líbero (veja entrevista da Líbero da Seleção Brasileira, Fabi Alvim) é um jogador especial. Em virtude da regra que normatiza sua participação no jogo, deve ser especialista na recepção do saque, na defesa e no levantamento.
Nota
Coloco levantamento, pois no decorrer do jogo é solicitado, inúmeras vezes, para a execução do levantamento; na zona de defesa, por meio do toque e na zona de ataque, por meio da manchete.
Para isso, deve dominar a técnica individual requerida para o desempenho dessas funções, ou seja:
- toque, de todos os tipos e todas as maneiras de execução;
- manchete, de todos os tipos e todas as maneira de execução;
- todos os recursos da técnica da defesa, isto é:
- defesa com uma das mãos;
- rolamento;
- mergulho;
- etc...
Nota
No voleibol internacional, atualmente, todas as equipes utilizam-se do Líbero, com uma exceção: Cuba, no feminino.
O seu surgimento desencadeou uma série de adquações técnicas e táticas nas equipes.
Vantagens para a equipe com a participação do Líbero:
1 - dispor de um jogador eficaz na recepção do saque que, consequentemente, facilita a execução das demais funções do sistema ofensivo: levantamento e ataque;
2 - dispor de um jogador com qualidades específicas na defesa;
- execução exímia dos fundamentos - toque, manchete e recursos técnicos da defesa,
- capacidade para amortecimento dos ataques mais violentos e, por isso, poder ser colocado em pontos estratégicos, de acordo com as táticas defensivas,
- desembaraço nos deslocamentos, para seu próprio posicionamento defensivo e para a cobertura dos companheiros de defesa;
3 - dispor de jogador com capacidade para liderar a equipe, uma vez que, por estar na quadra o tempo todo, tem absoluta familiaridade com a estratégia defensiva, conhecimento das virtudes e deficiência dos companheiros e recomendações do treinador, da sua própria equipe;
Desvantagens para a equipe com a participação do Líbero:
1 - contar com menos um jogador, para os ataque do fundo;
2 - atrofiar, sob o ponto de vista técnico, o desenvolvimento técnico - na recepção e na defesa - dos jogadores que são frequentemente substituídos para a entrada do Líbero;
Nota
Tenho observado em treinamentos, um fato peculiar à participação do Líbero na equipe: os jogadores que são substituídos frequentemente pelo Líbero e sabem que são substituídos frequentemente pelo Líbero - de modo geral - não se interessam, da maneira como deveriam se interessar, pelos treinamentos técnico individual e tático coletivo da equipe. Nos jogos, sacam e cumprem a determinação tática do treinador sem, no entanto, demostrar o mesmo interesse observado nos companheiros que não são substituídos pelo Líbero.
Exemplo da Atuação do Líbero, em Relação à Ordem de Saque
No conjunto de diagramas a seguir, exemplifico a maneira pela qual o Líbero participa da equipe. O # 4 é o Oposto; o # 5 e # 2 são os atacantes de ponta, que recepcionam o saque o tempo todo; o # 3 e o # 6 são os centrais - jogadores que o Líbero substitui de maneira sistemática; logo, eles executam seus saques e saem para a entrada do Líbro.
O Sistema de Recepção, utilizado para o exemplo, é com 3 Jogadores: # 2, # 5 e o Líbero.
A fim de ilustrar a apresentação assinalei (com setas verdes) a movimentação dos centrais - atacam a Bola de Tempo - e a do oposto - ataca do fundo. O levantador está identificado como o # 1, em vermelho.
Nota
Na contiunuidade do assunto, apresentarei opiniões de jogadores que desempenham a função de Líbero, a fim de que eles possam formecer maiores subsídos que, obviamente, enriquecerão a matéria. Aguardem.